quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

OS SEM GRAVATA

Por Carlos Maurício Mantiqueira

Os sinais sutis do avanço da Nova Ordem Mundial são quase imperceptíveis aos desatentos e deliberadamente omitidos pela imprensa amestrada.

O objetivo oculto é atacar os chamados "valores tradicionais da burguesia".

Quando um molecote, então ministro das finanças de um país vizinho, apresentou-se às autoridades judiciais e governamentais de um país credor sem o adereço, pensei tratar-se de um insulto pueril contra os abutres.

Depois, vi cenas tomadas num parlamento de país europeu, outrora berço da civilização ocidental, onde muitos de seus membros usavam apenas camisas estampadas, sem paletó.

Agora, num dos países mais civilizados do mundo, vejo quase a mesma coisa.

É muito difícil que tamanho desrespeito aos próprios cidadãos seja fruto de uma coincidência; aparecimento espontâneo de surto de má educação ou maus modos em diversas partes do mundo.

Não se espantem: já estamos vendo, em Pindorama também, a crise da moda.

A outra grande crise (a moral) demorará para ser resolvida se dona onça se fizer de desentendida.

Fonte: Alerta Total

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

SOCIEDADE SEM SÓCIOS
Ricardo Stelczyk*

Com todo o respeito: a nossa OAB como está é uma vergonha.
Aparelhada e cometendo atos inimagináveis e inexplicáveis.

Na mesma linha da presidente que comemorou a “conquista da mandioca”, a OAB comemora a conquista da “sociedade unipessoal”, a sociedade sem sócios.

Quer dizer que agora eu posso fazer uma sociedade comigo mesmo?
Qual “eu” será o chefe da sociedade? Qual “eu”” manda e qual “eu” obedece?

Por questões controvertidas na sociedade que farei comigo mesmo, poderei buscar na justiça a decisão sobre o impasse? Isto é, agora posso ajuizar uma ação contra mim mesmo? Sócios de uma mesma sociedade podem demandar na justiça contra os demais sócios. Logo, eu poderei ajuizar uma ação contra mim mesmo!

Por outro lado, a OAB poderá me cobrar duas anuidades, uma de cada sócio. Tenho dúvidas se não poderá cobrar mais uma anuidade referente à sociedade.

É o cúmulo da imbecilidade!

Para poder estender ao advogado as benesses do Simples Nacional não seria preciso emburrecer.

Como diz o ilustre Lênio Streck, estou pensando seriamente em estocar comida.

* Advogado


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

VIAGEM DE TÁXI EM SÃO PAULO
Rui Alberto Monteiro Rodrigues

- Motorista... não gostei do seu perfume. Sinto alergia...
- Rexina, madame...Mas pra trocar só se pararmos pra eu tomar banho...
- E suas unhas... Estão sujas!
- Não é sujeira... Isto é um fungo. estou em tratamento e não pega. Num dedo só...Se a senhora quiser, paro e a senhora pega outro táxi...
- Ta maluco??? e onde vou arranjar outro táxi com este transito e a esta hora? Mas não gostei do  corte de seu cabelo.
- Entendo, madame...Antes eu usava cabelo rastafári, mas tive que cortar e mandei fazer uma peruca. Tenho-a aqui. Quer que coloque?
- Não estou gostando de sua amabilidade... Pode ir mais depressa pra chegarmos logo ao destino?
- Proibido mais de 60 km/h, madame... estou no limite da velocidade do trânsito. Agora não da mais que 10 km/h. Estamos engarrafados.
- Que marca de cueca usa? Só gosto de "zirba"!!!!
- Madame... Não uso cuecas!!! Apertam-me a intimidade...
- Que horror!!!... Nasceu onde?
- No Burquina Fasso...
- Mas que horror!...Onde fica isso?
- Em África, mas tenho dupla nacionalidade. Sou francês, também...
- Conhece Paris?
- Vivi lá muitos anos...
- Acho melhor você tomar um banho... Pare no próximo Motel, por favor. Alugo um quarto, toma banho e depois saímos...Vou tomar um também...
- E o cabelo?
- Bota a peruca rastafári...Fica linda com esses seus olhos azuis!
- E as cuecas?
- Te compro umas...
- E a unha?
- Desta vez não vai precisar de usar as unhas. Só o pistão
...
(Saiu lei nova para os motoristas de táxis de São Paulo, depois da visita de Dilma Rousseff a Paris. Temos que dar a impressão que estamos lá e, em economia, que estamos nos EUA. Quanto a educado temos que pensar que estamos na Suíça. Táxis não podem parecer com os de Cuba. Motéis agradam a todos)
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O LIVRO DO PAPA

João Eichbaum

Em sua vitrine de picaretagens, a Livraria da Folha expõe um livro, intitulado O NOME DE DEUS É MISERICÓRDIA, de autoria do papa Francisco.

A mitologia religiosa criou deuses para todos os gostos e ocasiões. O deus do papa Francisco, que os cristãos grafam com letra maiúscula, é um tipo de velho ranzinza, lunático, sem paciência, além de hematófilo e vingativo.

Reza a mitologia judaico-cristã que, depois de criar o mundo, ele moldou um boneco de barro, com um sopro tornou-o vivente, e o chamou de homem. Ocorreu-lhe, porém, que a criaturinha poderia se aborrecer com a solidão. Então ele inaugurou a era dos transplantes: tirou do boneco vivente uma costela e a transformou em mulher.

Só que a mulher, ao contrário do que pensava seu criador, longe de melhorar o nível de vida do macho, trouxe-lhe sérias complicações. Seduzida pela serpente, a companheira feita de costela por sua vez enrolou o homem e o levou a praticar o primeiro pecado.

Sem chances de perdão ou misericórdia, macho e a fêmea foram expulsos do paraíso e condenados a ganhar o pão com o suor do próprio rosto. Receberam, é verdade, como prêmio de consolação, a ordem de trepar (naquele tempo ainda não existia a mulher do próximo) para povoar o mundo. Mas não foram muito felizes com as primeiras crias: um filho matou o outro. A partir daí, a maldade se tornou simples decorrência da mistura de costela com barro.

Foi então que o Deus do papa Francisco mostrou seu lado doentio: o da fúria, do ódio, da vingança, o impulso para a destruição, respondendo com castigos aos pecados dos homens. Seu paladar hematófilo foi aplacado, ao longo da história bíblica, com o sangue inocente de pombas, ovelhas e cordeiros. Mas isso não o satisfez. Um dia ele exigiu o sangue de seu próprio filho.

O currículo bíblico dessa divindade não registra, nos intervalos das fúrias, um gesto de amor, de piedade, de misericórdia para com os seres que foram jogados neste mundo louco, sem outra finalidade, senão a de prestarem contas de tudo, na outra vida, sem direito de defesa no Juízo Final.

Nem com contorcionismo literário, o papa Francisco poderia pintar seu Deus de modo diferente, mostrando uma personalidade distinta daquela que tem atravessado os séculos através da Bíblia. Por isso, seu livro cai muito bem entre as picaretagens da Folha.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O CANETAÇO

João Eichbaum

Esqueçam tudo o que vocês aprenderam sobre o conceito e a formação da lei. A ciência do Direito, nas mãos do PT, está indo para o lixo. Aqui, não são os princípios gerais do Direito que comandam o sistema legal, mas os interesses políticos da hora.  Provam-no as alterações do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil, sancionadas ontem pela Dilma Rousseff.

O inc. XIV do art. 7º do referido Estatuto, introduzido pela nova lei, incorpora a seguinte prerrogativa aos advogados: “examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital;”

E o inc. XXI lhes defere o direito de “assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de nulidade absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de todos os elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente...”.

Está a entrar pelos olhos que essas alterações têm endereço certo: os quadrilheiros que, de uma forma ou de outra, praticam a rapina no dinheiro público. E muitos deles são os que fazem as leis.

E aí está o resultado da lei, feita por gente interesseira e despreparada: uma linguagem e uma pobreza técnica que comprometem o Direito como ciência.

 “Mesmo sem (possuir) procuração” é uma oração subordinada à principal (examinar autos de flagrante...) A separação dessas duras orações, operada por elementos meramente circunstanciais (em qualquer instituição), repugna à pureza da linguagem e à clareza do texto.

A pobreza intelectual do Legislativo não permitiu uma redação enxuta, sem circunlóquios inúteis. Assim, por exemplo: “...mesmo sem procuração, examinar autos de flagrante e procedimentos investigativos de qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos.”

O inc. XXI nem merece análise. A  lei perde sua força, com o sopro arrasador do absurdo: é a lei processual e não o Estatuto da OAB a sede própria para definir nulidades.

Leis assim fazem deste país uma república que, flanando no limbo da ignorância, se entrega ao desarranjo dos maus costumes.





quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O NÉRIO SABE DAS COISAS

Eu penso que quando Unistalda se emancipou de Santiago deve ter apanhado um pedaço de terra de Itaqui, pois, de Itaqui até a dita urna de Unistalda distavam 140 Km. de estradinha de terra, passando por Maçambará ( antiga Vila Recreio) onde pontificava o Bollicho do Seu Candinho cantado numa música célebre do Telmo de Lima de Freitas, policial federal de Uruguaiana com quem fiz amizade. Alkiás eu como Jjuiz de Itaqui e às vezes substituindo na distante Uruguaiana  ( 110 Km _) vi e assist[í, de perto, o Enrique de Freitas Lima  ( Ico Freitas Lima, grande Promotor de Justiça) e o Colmar Duarte e o Mario Barbará e outros que não lembro fundar a Califórnia da Canção Nativa e se não me engano a primeira foi em 1970 ou 1971. Mas eu não era campeiro nem gaúcho, Eu era italiano de Antonio Prado mas vibrava com aquilo tudo e tinha especial admiração pelo homem do campo, pilchado, ja em decadência.

Eu residia em Itaqui e já tinha os três filhos pequenos lecionava em Itaqui, e tinha todo o dia tomado, pelas audiências e trabalhando à noite, dando sentenças. Construção da casa da AJURIS e mudança do Forum, da velha casa do Seu Jaime Masgrau, onde o Forum ocupou com a residência do Juiz, nos fundos, por mais de cem anos. Quem mudou o Forum, para a Receita Federal, provisoriamente, fui eu, ajudado pelos presos e pela Prefeitura, Saimos numa sexta-feira da velha casa e fomos para o prédio da Receita Federal, na segunda-feira, funcionando o Forum normalmente,  numa boa. Que gente ótima e dedicada. 

Que lembrança guardo de Itaqui de saudade fraterna. Depois, na esquina da frente da velha casa construiram o Forum Novo. Na Av. Independência, ao lado do Hotel do Seu Biasi,  E agora, construiram outro Forum, um edificio de cinco andares na rua Dr. João Siznando Dubal Goulart, na minha época, meu amigo, grande amigo, notável médico, e hoje já é nome de rua, no centro,. atrás da Prefeitura e do famoso Theatro Prezewodowski. Tudo passa. E ligeiro.

Nério “dei Mondadori” Letti




quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

UM TEXTO SABOROSO DE  RUI ALBERTO MONTEIRO ROGRIGUES*
E perguntou-lhe José :
- Porque bebes vinho, meu filho?
E o filho respondeu:
-Acaso somos dos que bebem cerveja? Acaso não matamos a fome com cevada e milho em vez de transformarmos os grãos em álcool? E não são estes grãos que mais alimentam do que as uvas? Cerveja é coisa de egípcio!...
- Então aprende a beber com moderação, meu filho! - Disse-lhe José.
- Assim faço, meu padrasto! Quando falta, transformo água em vinho!
- Mas esse vinho assim obtido é falso, feito a martelo...E não sou teu padrasto.
- Ora pai... O vinho que escondo previamente, volta depois que esgoto a água dos toneis... O povo nem percebe, entretido em beber minhas palavras... Quanto a seres padrasto, esqueceste o anjo? Olha para mim e para ti, e vê se somos parecidos... Tu es um empreendedor e eu sou do PT...Já pedi para largarem todos os bens e me seguirem.. Enganar o povo é mole porque vive de esperança e acredita em tudo por ser ignorante... Viste alguém ressuscitar em toda a tua vida? Alguém viu?
E assim acabou a conversa, em que pai e padrasto, depois de consultarem os livros sagrados e não verem proibição do vinho, tomaram um porre dos céus...
* Rui Alberto Monteiro Rodrigues é português e mora em Cabo Frio.