segunda-feira, 11 de julho de 2016

PLANETACHO
tacho@gruposinos

O feijão

Fofoca
Depois de uma relação de muitos anos, o feijão e o arroz se separaram. O feijão partiu para uma carreira solo.

A DIFERENÇA
Comparando com uma dupla sertaneja, é como se o feijão fosse o Bruno e o arroz o Marrone.

COMPLETA
Uma feijoada completa agora, só mesmo com um financiamento do BNDES.

FIQUE DE OLHO
Não se surpreendam se na próxima etapa da Lava Jato descobrirem algum político que andou recebendo propina em feijão.

NA ROÇA
O preço do leite também disparou. Vai ver que as vacas andaram pastando uma roça de feijão.

DEVER DE CASA
O menino chega em casa e diz para a mãe:
- Mãe, o meu tema de casa é fazer a experiência do algodão com o feijão...
- Vai tirar zero...

VAI DAR SAMBA
 Zeca Pagodinho que compôs “Você sabe o que é caviar?” já está pensando em algo parecido sobre o feijão.

DIÁLOGO  NA COZINHA
A panela de pressão batendo um papo com sua colega frigideira:

- Feijão...feijão...este nome não me é estranho...

sexta-feira, 8 de julho de 2016

DE CHARLATANICES E ASSEMELHADOS
João Eichbaum

A consciência da própria finitude   e, consequentemente, o medo da morte, levaram o homem, fomentado pelo instinto, a criar um mundo mitológico, a que chama pelo eufemismo de espiritualidade. Nesse mundo ele coloca deuses e demônios, bem-aventuranças e castigos, almas penadas e depenadas. Para não esquecer de si próprio, naturalmente, coloca lá também uma extensão da própria vida, com outra dimensão.

Em outras palavras: ninguém morre. Do cadáver evola uma energia que o transforma em espírito. Até hoje ninguém viu a tal energia. Mas a maioria das pessoas vai levando a vida com seus solavancos, dores, desenganos, sofrimentos, perdas, paixões e desamores, esperando pelo fim que não será o fim. E, para tornar mais forte essa esperança, procuram meios físicos aos quais creditam o poder de ligá-las ao mundo criado por suas fantasias.

Uma dessas ligações, além do papa e Maomé, são os chamados “médiuns”, a quem se atribuem poderes de encarnar almas do outro mundo. Essas, por sua vez, são dotadas de qualidades que as do lado de cá não têm: curam doenças, servem de mensageiras de recados de outros falecidos, transformados em espírito pela morte.

A revista Veja desta semana traz intrigante matéria sobre João de Deus, um desses “médiuns” que, sofrendo de câncer, não curou a si próprio, nem procurou outros colegas do além: submeteu-se à cirurgia e à quimioterapia, como qualquer um que tenha CPF. Mas, não foi tratado um vivente comum. Foi incluído entre os da categoria de cima: no famoso hospital Sírio Libanês de São Paulo, graças aos que pagam por seus favores.

A superstição, conhecida também pelo nome eufêmico de fé, é mais fruto do instinto, de que cada animal é dotado, do que da inteligência, qualidade privativa do homem. Por isso, nem a comprovada charlatanice (que é crime) inibe a prática de “passes, curas espirituais e incorporações”, a que se segue um monte de etc.

Nas pegadas de gente como Lula, Chaves, ministro Roberto Barroso, modelo Naomi Campbell, atriz Giovana Antonelli e apresentadora americana Oprah Winfrey, que figuram na lista dos milhares de “clientes” do tal de João de Deus, o povo não vai se considerar burro, nem desistir.

As imensas filas na frente da casa de João de Deus, em Abadiânia, no interior de Goiás, continuarão, porque a razão bate em retirada diante das ilusões do povo. Com tais ilusões não combinam as reflexões sobre um ser chamado homem. Essa criatura, gerada entre fezes e urina, e sujeita a disfunções cerebrais que a tornam menos do que um animal, acaba em cinza e barro. Mas não abre mão da ilusão de ser transformada, para toda a eternidade, numa versão mais sofisticada, chamada espírito.



quinta-feira, 7 de julho de 2016

ESPREMO O SUPREMO?

 Carlos Maurício Mantiqueira

Estou numa idade na qual por quase nada tremo.

Nunca vi a coisa chegar neste extremo.

Cruzador virou barco a remo.

Urubu, meu louro.

Político, interlocutor de mouro.

O que era simples traque, hoje é estouro.

O que parecia epopéia, na verdade é diarréia.

Gente sem eira nem beira, exibe tornozeleira.

Gente da capa preta sairá do armário ou da gaveta.

“Adevogado” ou “avôdogado”?

Se o povo um pouco mais se assanha, virarão bois de piranha.

Delação de amante é igual a laxante.

Muitos, como Jacinto*, dirão :”Cá mais não fico!”.

Coçar-se-ão muito com pó de mico.

Pedirão água ou, talvez, penico.

Merda estática ou merdandantes, nada será por aqui como dantes.

Veremos a fuga do bigode. Se não escafeder sabe que se fo...

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.
Fonte Alerta Total

quarta-feira, 6 de julho de 2016

PENSAMENTOS DO RUI ALBERTO

Vocação sacerdotal e pedofilia... Uma bomba prestes a estourar...
Quem se candidata a fazer seminário para vir a ser padre, sabe que não poderá ter relações sexuais... Isto sim, é uma luta diária contra a natureza humana... Um dia a natureza se descontrola, se liberta e tudo pode acontecer, do excelente ao péssimo..
Quando se puder determinar "quantos por cento" dos padres se desviam do comportamento exigido, se saberá o quanto se exige de pobres mortais, a impossibilidade de serem santos....
Eles vivem na Terra... Nenhum deles é super-herói...
Os sonhos, esses, sim, que estão nos céus e nas revistas em quadrinhos...
Hoje o cardeal removeu quatro padres de seu ministério, por abuso de crianças menores de 15 anos... Criancinhas são mais fáceis de convencer porque anseiam ir pro céu, sem saberem o que é o céu...
Deus.. Afastai deles as criancinhas...
Ouviu, Francisco I ????
Continuaremos a viver de ilusões?


Ventania hoje...
Muito boa noite, aproveitem cada raio de luz dos postes públicos como se fossem luzes da Ribalta. Desfrutem cada folha de arvore caindo como se fossem pétalas de bem-me-quer do tempo. Se não conseguirem dormir, não cantem boi da cara preta porque vão se assustar e ficar insones... Se dormirem, acordem junto de alguém que leve cafe na cama, e se acordarem sós, considerem que sempre é melhor acordar só que mal acompanhado.
E se não acordarem garanto que nem ficarão sabendo... Nem se preocupem...

Acordarão mais tarde, depois do meio-da!..

terça-feira, 5 de julho de 2016

 DA INFLUÊNCIA DO LULA NOS TRIBUNAIS

João Eichbaum

Quando a composição dos tribunais de última instância depende de governantes em cujos círculos não trafegam juristas de “notório saber jurídico”, o primeiro mal a se instalar numa nação é a insegurança jurídica. Madrasta dos que são condenados mais por falta de sorte do que por justiça, o único fruto que a insegurança jurídica semeia é a desconfiança nas instituições.

Veja-se o caso do deputado Jair Bolsonaro. Ao invés de se entregar à solene reflexão que se espera de um juiz, o ministro Luiz Fux, tido como fulgurante processualista civil, ao receber a denúncia que imputava ao deputado a figura penal da incitação ao crime, deixou escapar a seguinte impureza de raciocínio: “a manifestação teve o potencial de incitar homens a vulnerar a fragilidade de outras mulheres”.

“Teve o potencial de incitar”. Ora, ora... Não existe “crime em potencial”. O fato criminoso é uma ação – consumada ou tentada. A legislação  brasileira não inclui o “potencial” como ingrediente formador do ilícito penal. Não existe tipicidade virtual.

A incitação como conduta criminosa independe de “potencial” para geração de efeitos. O verbo “incitar”, no qual se concentra o núcleo do ilícito penal, carrega em si mesmo o elemento subjetivo específico, que é a intenção de estimular, convocar, conduzir, excitar ao crime.

 “Vulnerar a fragilidade”? Só as pedras não sabem que tudo o que é frágil  é vulnerável. Não se vulnera o invulnerável, nem se fragiliza o que já é frágil. E é importante e digno lembrar também que nem todas as mulheres são vulneráveis. Talvez a doutrina de um certo Luiz Inácio Lula da Silva tenha influenciado o Luiz Fux, levando-o a pensar em “outras mulheres”. É que, segundo o testemunho do Lula, há mulheres que têm o grelo duro.


segunda-feira, 4 de julho de 2016

PLANETACHO
tacho@gruposinos

A infância

O medo da escuridão.

A mãe diz: “apaga a luz e vem dormir”

Ela fica toda a toda noite acesa, para

 espantar bicho-papão.

Mais tarde, adolescência na garagem envolvida em

celofane à meia-luz no bailinho.

No poste como um átomo e seus enlouquecidos

elétrons, insetos orbitando ao seu redor.

Ou vermelha de vergonha na frente do

inferninho

No abajur da madame.

Uma grande ideia no balão do quadrinho

Fiel escudeiro do professor Pardal

O fim de uma era.

Só mais uma lembrança para o tempo apagar.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

ATALHO QUE LEVA AO STF

João Eichbaum

A arrogância, que seu rostinho de Barbie não consegue esconder, seus destemperados discursos em favor da Dilma Rousseff, suas exasperantes manobras para comprometer o processo de impeachment, desataram contra a senadora Gleisi Hoffmann a repulsa da maioria dos brasileiros.

Dias atrás, a prisão de seu marido, o ex-ministro de Estado dos governos do PT Paulo Bernardo, arrancou aplausos e destravou o júbilo desses mesmos brasileiros, menos pelo fim das falcatruas e roubalheiras, talvez, do que pela humilhação a que foi submetida a senadora.

A par do sentimento de aguda vingança, provocado em várias camadas sociais, a prisão de Paulo Bernardo acendeu amarguradas apreensões no Partido dos Trabalhadores. O temor de uma delação, com respingos para todos os lados, fez muita gente, que se tem por boa nesta República, espremer o cós das calças e procurar um lugarzinho para acomodar os buracos: viam no ex-ministro o homem-bomba do atual momento nacional.

A primeira das reações indignadas partiu de Renan Calheiros. Esquecido de que não é dono de um currículo angelical, ou talvez por isso mesmo, o presidente do Senado considerou atingida sua instituição, ameaçando com representações ao STF e ao CNJ o juiz Paulo Azevedo, que ordenara a prisão de Paulo Bernardo.

Mas, melhor do que Renan se saíram os advogados do maridão da senadora. Ao invés de impetrarem “habeas corpus”, que seria julgado pelo Tribunal Federal de São Paulo, foram até o Supremo por um atalho que os pobres não conhecem. Numa inocente reclamação, atribuíram ao juiz Azevedo a usurpação da competência daquela Corte.

Tiveram a reclamação indeferida. Mas foram contemplados com a criatividade de Dias Toffoli. O ministro fez da reclamação uma cartola de mágico e extraiu dela um Habeas Corpus, em favor de Paulo Bernardo. De graça, provando que a benevolência da lei pega carona naqueles mistérios que existem entre o céu e a terra e cujos eflúvios só quem tem rabo conhece.