sexta-feira, 29 de março de 2019


ARTICULAÇÕES
João Eichbaum
Os vícios da política são tão arraigados e de raízes tão vastas, que parecem regras, dogmas, “conditio sine qua non” de governar um Estado por conta do regime democrático. Ou o dito regime democrático tem um preço que não inclui a dignidade.
Em nome da governabilidade parece que tudo é permitido. Só a honestidade não é levada em conta. E foi ela, a tal de governabilidade, conquistada através de cifrões, cargos políticos, empreguismo desenfreado no setor público, que criou grupos dominantes no Congresso, com imensos poderes de barganha.
E desde que isso foi estabelecido – a partir da retirada dos militares do poder – nada se faz neste país sem vergonhosas barganhas. Toma lá e dá cá, é dando que se recebe. E assim foi se criando na política a compra e venda de interesses pessoais, de grupos, de categorias profissionais. Menos do povo.
O povo é o último que conta. Os atores da política fazem negociatas, vendem a mãe, mas não entregam, se despersonalizam, chegam a um consenso quanto à moeda de troca, e o povo fica fora de tudo isso.
Todas as mordomias, privilégios, prerrogativas, os rios de dinheiro que saem dos cofres públicos para o patrimônio dos políticos, o vergonhoso fundo partidário, as vergonhosas aposentadorias, o peso do poder para os mais poderosos, são frutos da conivência, dos acordos, das chamadas “articulações”. Vozes contrárias não tem eco, soam no vazio, são abafadas pelo estrondo do coro dos que dominam.
Tão viciada como os políticos, porque a convivência íntima com o poder a contaminou, a imprensa é a primeira que cobra “articulações”. Para ela, o despojamento da própria personalidade, a renúncia a princípios que emprestam um pouco de dignidade aos seres humanos são indispensáveis para que se governe um Estado. Em manchetes, crônicas e artigos o que mais se critica no Executivo é a falta de “articulação”.
Mas, se não há outro jeito de governar, senão se “articulando”, isto é, negociando cargos e verbas, só duas conclusões se permitem: ou o regime democrático não presta,, ou na política dominante não há lugar para os melhores.


quarta-feira, 27 de março de 2019


PENSAMENTOS DO RUI ALBERTO

A falsa moral
Há phutos e phutas casados, solteiras, mundo afora.
Todos sabemos disso.
Quando a vontade sexual incontrolada e/ou a necessidade financeira gritam mais alto, eles e elas aparecem ao largo deste planeta.
Dizem ser a "profissão" mais antiga da humanidade.
Em 1994 voltei a passar por Amsterdam com meu filho, na reviravolta para o Brasil, após "Collor de Melda", e visitamos o "Red Lights" - Luzes Vermelhas, um bairro onde a prostituição se expõe em vitrinas... Nem eu nem meu filho aproveitamos o momento. Fomos apenas olhar um aspecto exposto da humanidade.
Agora o governo da Holanda quer banir as visitas turísticas a este tipo de exposição da "condição" humana, assim como quem tenta tapar o sol com uma peneira, no que pese o fato de voos baratos terem enchido de turistas esta zona da cidade ...
Entendo perfeitamente o problema dos residentes do Bairro.
Que se mudem!!!!

 E o COAF ?E o COAF ?E o COAF ?
Quer dizer que o Paulo Preto tinha um bunker com mais de 100 milhões de reais em notas, que precisava carregar em utilitário e espalhar ao Sol para não dar mofo....
Como ele tirava esse dinheiro dos Bancos sem que o Banco Central fosse avisado ??? Que tipos de gerentes de Bancos, chefes de setor de Imposto de Renda, gente do TCU, fazem esse favor de "esconder" os escambos e o escambau ???
E o COAF ? E o COAF ? E o COAF ?
E o Gilmar Mendes que soltou o cara ????
Gilmar vai ser o primeiro a arrebentar as fuças nas grades da Papuda. Aposto que Gilmar vai ser o primeiro dos 11 juízes.
Isso é quadrilha perigosa!!!!!

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domingo, 24 de março de 2019


PLANETACHO

TEMEROSIDADES

NA PF
Paira uma dúvida no ar. Irá o vampiro sobreviver ao banho de sol na cadeia?

SUÍTES
Pouco a pouco as celas da Polícia Federal vão se transformando em suítes presidenciais.

ENTÃO
Finalmente dentro Temer.

MISSÃO DE QUEM?
 No mesmo dia a Polícia Federal pegou um morcego e um gato angorá. A missão poderia ter sido dada ao Ibama.

EM CASO DE FUGA
 É bom lembrar que não vale a pena usar faixa presidencial como jiboia.

LARANJAS
Prenderam o coronel Lima. Mas tem outros cítricos na fila.

PRISÕES
As coisas andam mais ou meno assim:  o presidente que sai do poder  transmite a faixa e passa a usar uma tornozeleira presidencial.

DAS MENTIRAS
O topo da carreira de um boato é se tornar uma fake news

sexta-feira, 22 de março de 2019


PORTARIA SEM LEI
João Eichbaum
Dizendo-se guardião da “intangibilidade das prerrogativas do Supremo Tribunal Federal e de seus membros”, o senhor Dias Toffoli expediu portaria, através da qual, “considerando a existência de notícias fraudulentas (fake news) denunciações caluniosas, ameaças e infrações revestidas de animus calumniandi, diffamandi e injuriandi, que atingem a honorabilidade do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares”, resolveu “instaurar inquérito para apuração de fatos e infrações correspondentes...”, oferecendo “estrutura material e de pessoal necessária para a respectiva condução”.
 Fake news não são notícias “fraudulentas”, mas notícias falsas, mentirosas, boatos. Mentira não é crime. Ressalvadas as questões do âmbito eleitoral, não há lei que puna a mentira por si mesma. Calúnia, injúria, difamação e ameaça são crimes que dependem de “representação” do ofendido (art. 145, parágrafo único do CP) sem a qual não há o “devido processo legal”.
É da polícia (art. 144, § 1º, inc. I, e § 4° da Constituição Federal) a competência para apuração “das infrações penais”, e não do Supremo Tribunal Federal. Ao avocar para si uma função que lhe não é cometida por lei, o STF, sim, estará usurpando a “prerrogativa” de outro órgão.
Os princípios da impessoalidade e da legalidade (art.37 da CF) são desdenhados na portaria, que arrasta para debaixo de suas asas até os familiares de ministros, arranhando a moralidade. Ora, tal peça, de teor jurídico nenhum, pode levar Toffoli a responder Ação Popular, nos termos dos artigos 6º, “caput”, e 2º, letras a) c) e d) do parágrafo único da Lei 4.717/65, ao oferecer “a estrutura material e pessoal”, para cavoucar notícias falsas, calúnia, injúria, difamação e ameaças, por conta da verba destinada aos serviços do Tribunal.
Com ressaibos de processo inquisitório e infusão de um latim inútil, a Portaria invoca o Regimento Interno do STF. Mas, regimento não é Lei. O que é “interno” só vale “intra muros”, para suprir lacunas legais. Desnutridos, desvalidos, desamparados pela ciência do Direito, precedentes do STF e Resolução do Senado não têm força para subverter a hierarquia das leis. E os ministros e seus familiares não nasceram de deusas virgens, nem possuem virtudes que jamais teve a humanidade, para se abrigarem à sombra seleta das exceções: todos são iguais perante a lei.


quarta-feira, 20 de março de 2019


PENSAMENTOS DO RUI ALBERTO
A moral e a ética são como inflação...Deterioram-se facilmente
e aumentam exponencialmente, se não houver controle

E aquela burra de tudo, esperta política que assinava distribuição de verbas, não quis ir jantar com o Obama na Casa Branca. Tinha "nojo" da maior potência mundial com quem temos muito a aprender... Na verdade ... Quase tudo...
Ela se achava o "must" da comunada mancomunada, apoiada e blindada pelo STF, já prevendo Lula "presidento eterno"
Tem muito professorzinho comuna em nossas universidades que não dariam um dia de aula nem na pior universidade americana.
Nossas universidades são nichos de comunas incompetentes estabilizados no cargo. Precisamos de renovação.

Costumam associar “democracia” a liberdades... O STF ainda foi mais longe, ao interpretar libertinamente as leis e a Constituição
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domingo, 17 de março de 2019


PLANETACHO

DOMINGO DE GRE-NAL
Como já dizia um antigo centroavante da dupla: Grenal é Gre-nal e vice-versa. No Rio Grande do Sul até virou verbo.
O gaúcho generaliza tudo...Esta cultura está tão enraizada que se o homem invisível tivesse nascido por aqui e lhe perguntassem se ele é gremista ou colorado, ele responderia:
-Eu não sou nada...
E todos teríamos que concordar.

ENTÃO
A influência da religião na educação é tal que não é de surpreender se durante o horário dos intervalos os alunos e professores daqui a algum tempo não terão que orar voltados para o MEC.


A Netflix vai reajustar seus preços...No Brasil é assim. Os aumentos também vêm em série

Ator pornô antes de se eleger deputado era só mais um pelado.

Antigamente era eu, tu, ele, nós, vós, eles. Hoje em dia é eu, tu, i, tei.

SÓ PALAVRAS
Os mísseis são inadmissíveis.
Os mísseis são missionários.

sexta-feira, 15 de março de 2019


ÍDOLOS
João Eichbaum
Funções subservientes humilham os que servem, e endeusam os que são servidos. Cenas como a dos ministros do Supremo empertigados, com ar superior, recebendo a ajuda de humildes funcionários para vestir a toga, chocam a quem respeita a igualdade, prevista no art. 5° da Constituição.
Salta aos olhos a postura dos togados e a dos que os ajudam, dos que lhes servem cafezinho, água, lanches, dos que lhes ajeitam os microfones e até o traseiro na cadeira, se preciso for. Do ponto de vista estritamente funcional não há razão para que os tribunais sejam exibidos ao povo como reinos encantados, onde habitam deuses com encarnação humana.
O luxo e a pompa que adornam as funções de suas excelências são um contraste de horrores, neste país onde há milhões de pessoas moídas pela miséria, gente que mora em casebres cheios frestas, por onde o vento entra uivando como cachorro louco, gente que passa fome, gente que vive do lixo, gente enrolada em jornais, dormindo na rua.
Mas a base dessa degradação de valores reside nas frouxas emoções populares. O povo, comprando mediocridades por gênios, aceita ídolos criados pela imprensa nas artes, no esporte, na política, nos cargos públicos, na própria imprensa.
Somente as imperfeições podem explicar as razões pelos quais os homens criam ídolos, tentando extrair deles a perfeição. Talvez por isso nunca tenha havido evolução no comportamento da humanidade. As criaturas hoje, como os judeus no deserto ontem, constroem bezerros de ouro: o Getúlio Vargas, o Brizola, o Lula, o Bolsonaro, o Neymar, etc.
Longe de conhecer o desamparo no RGS, Dias Toffoli pode contemplar, com o sorriso imperturbável dos que não têm problemas, seu séquito de admiradores. No começo da semana ele esteve em Porto Alegre, e só não foi carregado em liteira papal porque poderia ser sacudido pelo vento contrário do #foratoffoli#, ainda não apagado das redes sociais. Abraçado, beijado, cortejado em banquetes e discursos, viveu momentos destinados aos que estão acima dos mortais comuns.
Numa hora dessas, fica difícil distinguir os que se apequenam para engrandecer quem não é melhor do que ninguém, e os que puxam saco para tirar proveito. Mas uma coisa é certa: quem não se basta a si mesmo, procura no outro o que não tem. Então, o outro vira ídolo.