terça-feira, 29 de julho de 2014

PLANETACHO

NEM AQUI

Pois o gaúcho Dunga assumiu     novamente a seleção, apesar da grande rejeição em todo o País. Mesmo aqui no Rio Grande a escolha não foi uma unanimidade.

Há gaúchos que preferem o Mano Lima!

MUITA GRANA

O Liverpool vendeu o Luis Suárez para o Barcelona por cerca de 80 milhões de euros (R$ 240 milhões). Uma verdadeira fortuna. Com o perdão da palavra: uma mordida.

UFA

Israel considerar o Brasil um anão diplomático não é motivo de estresse. Imagine se eles nos confundissem com crianças palestinas.

MATE AMARGO

O Ministério Público está investigando a presença de metal pesado na erva-mate. O gaudério reclamou com a patroa:
- Não deixa mais esse guri escutar o Sepultura na hora do mate.

GAZA?
Considerando os violentos ataques de Israel, a região atingida pode passar a ser conhecida como Faixa de Gaze.

BOAS ENTRADAS

Dunga voltou à seleção e junto com ele Taffarel e Mauro Silva. Feliz mil novecentos e noventa e quatro para todos!





segunda-feira, 28 de julho de 2014

NEM ADIANTA REZAR
João Eichbaum
Diz a bíblia que Moisés foi o líder escolhido por Javé para conduzir o povo de Israel de volta para sua terra, depois de tantos anos de cativeiro no Egito.
Foi Moisés também o representante do mesmo deus judaico, na elaboração das leis divinas, conhecidas popularmente como "os dez mandamentos".
Espécie de Constituição religiosa, "os dez mandamentos" resumem o comportamento ideal da criatura humana, aos olhos do chamado "Senhor", para se ajustar ao figurino do "politicamente correto". Afora algumas coisas discutíveis, como "não desejar a mulher do próximo", o resto compreende normas absolutamente necessárias para uma boa convivência entre os humanos. "Não matarás", por exemplo, é uma regra tão absoluta, tão indiscutível, que não tem ressalva alguma. Nem o próximo, cuja mulher alguém desejar, estará autorizado a lavar sua honra com sangue. Aliás, Abraão já é um belo exemplo de corno manso: a Sara, mulher dele, dava pro Faraó, e ele não tava nem aí.
Se a bíblia e a palavra de Javé tivessem feito a cabeça do povo judeu, eles seriam as criaturas mais perfeitas da face da terra. Por três motivos: por serem "o povo de Deus", por terem tido a graça de servir como receptáculo direto das leis divinas e por receberem a proteção também direta da divindade, desde a travessia do Mar Vermelho.
Mas, assim não foi. Na contramão de todas as ordens e privilégios recebidos, eles transgrediram expressamente o quinto mandamento, o "não matarás", pregando e matando o dito "Filho de Deus" numa cruz.
Ora, se procederam assim contra a própria divindade que os protegeu, os alimentou com o maná no deserto, fez do Mar Vermelho terra rasa para os livrar dos inimigos, o que é que pensa a ONU? Que eles vão deixar de matar mulheres e crianças palestinas só porque ela e o mundo querem?
Esqueçam. E nem adianta rezar.
Ah, e tem mais. Se algum dia eles precisarem da ONU, dos Estados Unidos, da Inglaterra, da França, da Rússia e da até da Força Expedicionária de um país “irrelevante”, lá estarão esses aliados, novamente no "front", para defender os perseguidos judeus.



sexta-feira, 25 de julho de 2014

O GRANDE SUCESSO DA COPA


João Eichbaum

A senhora Dilma reuniu seus ministros, depois da Copa, para festejar o sucesso do evento da FIFA. Encheu a boca para dizer que as aves de mau agouro, que previam fiasco e um mal estar geral, estavam com a bola murcha. Só não disse exatamente com essas palavras para não aborrecer o Felipão, seu modelo de  sucesso, que poderia ligá-las ao futebol da seleção.
A comemoração da Dilma se concentrou em quatro coisas: no funcionamento dos aeroportos e do trânsito, na ausência de manifestações populares e no contentamento dos turistas.
Quem não precisa enganar a ninguém, sabe que os aeroportos funcionaram sem problemas, porque as companhias aumentaram o número de vôos, mas os brasileiros que costumam  viajar de avião, ficaram em casa, exatamente com medo dos problemas de sempre e que, durante a Copa, poderiam aumentar. No trânsito não houve problemas, por causa dos feriados à conta da Copa. A truculência policial e o exército nas ruas, evidentemente, inibiram as manifestações dos baderneiros.
Agora, o contentamento dos turistas foi real. Graças às mulheres. Em matéria publicada sob o título “Sob os lençóis”, a Folha de São Paulo mostra o sucesso da prostituição, não só nos hotéis de luxo como nos locais onde costumeiramente a isca são as profissionais do sexo. O texto jornalístico revela o “modus operandi” do alto comércio sexual, envolvendo motoristas de táxi, atendentes de hotel e, naturalmente, belas mulheres, vestidas com elegância e falando inglês fluentemente. Habituadas a grandes eventos, como Fórmula 1, Feiras Internacionais,  a de Esteio no Rio Grande do Sul entre elas, as prostitutas de luxo, inclusive gaúchas “importadas”, cujo “cachê” gira em torno de novecentos dólares, sabem como agradar os turistas  europeus.
A matéria da Folha incluiu também as prostitutas de rua do Rio de Janeiro, as de classe C, cuja faixa de preço estaria ao alcance da bolsa dos latinos: argentinos, uruguaios, chilenos, colombianos. Elas ficaram frustradas porque esses pobretões não tinham grana e só queriam “agarrar,passar a mão e lamber”, mas eles, claro, não tinham do que se queixar.
Então, meus amigos, esse foi o verdadeiro sucesso da Copa, o que causou a alegria dos gringos, que saíram felizes e prometeram voltar: mulheres para todos os gostos e todos os bolsos. No sexo não há babel: todas as línguas, ops, idiomas, se entendem.





quinta-feira, 24 de julho de 2014

A Gorda e o bano vão cair de Maduros



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Ideia infeliz.

Erros a torto e a direito.

O dinheiro do contribuinte, bigodeado, é jogado no lixo.

O pessoal ainda não sabe que em festa de jacú, inhambú não vai.

Mas na falta de caixa era preciso improvisar uma de ressonância para a vizinha agoniada.

Pelo menos aqui não tinha abutres; só urubús malandros.

A carniça se acabou e as hienas estão inquietas.

A grande empresa dos sutiãns de cor marrom-esverdeados, já não aguenta tantas tetas a serem sugadas.

A esperança está no comércio de “bric a bracs”.

Vamos reabrir uma loja da china para vender quinquilharia para os índios.

A coisa está ruça e vai ficar preta.
E não é só para os hermanos, mas para os primos deles.

Macaquitos, uni-vos! O espectro do gol contra ronda a América Latrina.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.







quarta-feira, 23 de julho de 2014

ENTRE O AMOR E O ÓDIO, A MORTE
João Eichbaum

Quando os deuses do acaso resolvem ceder espaço para os desvarios do homem, a gente se dá conta de que a natureza símia ficou muito longe dessa raça evoluída que perdeu o pêlo e o rabo.
Como o amor é bom para mitigar os ardores da alma e do corpo, quem vai tirar umas férias com a namorada na Malásia, só pode estar feliz.  E quem está feliz, numa boa, não está nem aí para desgraças, ou para teses sobre o comportamento da raça humana, e aproveita a boa fase da vida para fazer pilhérias até com o acaso.
O holandês Core Pan estava feliz, como todo mundo que pode passar férias com a namorada na Malásia. Antes de embarcar no voo MH 17 da Malaysian Airlines, ele se lembrou do voo MH370 da mesma companhia, que simplesmente evaporou no ar, sem os avisos evanescentes da morte. E resolveu fazer um gracejo com os amigos, que não iam passar férias com as namoradas na Malásia. Fotografou a aeronave e postou no Facebook: “se desaparecer, ei-lo como era”.
Acreditando certamente que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar, Core Pan naquele momento estava longe de se entregar à cogitação de que o homem nasceu macaco, se fez homem e se tornou pior do que seus ancestrais, quando pôs em funcionamento a inteligência.
Nem pensou nisso que, usando da capacidade de produzir ideias, o ex-peludo transformou os instintos de que lhe dotara a natureza em instrumentos de exacerbação do “ego”: o instinto de sobrevivência em violência, o de autossuficiência, em ganância de poder.
Que o homem se move entre o amor e o ódio, todo mundo sabe. Também a ninguém escapa a certeza inelutável de que o ódio leva à destruição do amor, mas esse não destrói aquele. Nem Jesus Cristo, um homem transformado em mito ou um mito transformado em homem, conseguiu, através do amor, vencer o ódio. A doutrina dele varou os séculos, mas foi impotente para emprestar ao amor o mesmo poder de fogo do ódio.
Enquanto a 10.000 metros de altura, no interior do Boeing 777 da Malaysian Airlines rumo a Kuala Lumpur, se comemoravam a vida e o amor, lá em baixo, no rés do chão, se alimentava o ódio. Sacudidos pela ganância do poder, escravos da intolerância, longe de comemorar a vida, se adestravam nos instrumentos da morte.  De lá que partiu o ódio, com seu poder de destruição. E uma tempestade luminosa, provocada por míssil, decretou o fim de 298 vidas. Em questão de minutos, nos campos de trigo e girassol do leste da Ucrânia se espalhavam cadáveres nus, corpos calcinados, pedaços de criaturas humanas.
Mesmo que as vítimas tenham sido poupadas aos sobressaltos do terror e à agonia da espera pela morte, (indulgência que até civilizações tidas como modelo negam a seus justiçados) não se pode ignorar a crueldade. E tudo isso serve como mostra irretorquível de que inocentes mesmo eram nossos ancestrais, os macacos, que não gozavam da proteção de deuses e nem sabiam o que era dignidade.




terça-feira, 22 de julho de 2014

PLANETACHO

O HINO COM CHICLETE

A primeira Copa que acompanhei foi a de 70. Foi também a primeira transmitida ao vivo pela TV. O Brasil saiu campeão invicto, vencendo a Itália na final por 4X1. Os heróis do Tri cantavam o hino baixinho. Mal movimentavam os lábios. Entravam em campo com a naturalidade de quem acorda, toma um banho, esquenta o café e vai trabalhar.
O último gol da Copa de 70 é um exemplo disso: Pelé recebe a bola na entrada da área congestionada pela marcação italiana, dá uma olhadinha para a direita, por onde Carlos Alberto entrava em velocidade. O rei, como toda a sabedoria, dá um tapa na bola. Carlos Alberto quase furou a rede com um chutaço. Com calma, Pelé tocou a bola com um certo ar de desprezo. Ela ficou de mal uma semana.
Em 94, 24 anos depois, a seleção já não tinha tantos craques. Mas tinha Romário. Alguns cantavam o Hino bem alto e outros baixinho. Menos o Baixinho, é claro. Ele mascava chicletes. Confesso que eu achava um desrespeito. Onde já se viu mascar chicletes durante o Hino?
Mas quando começava a partida ele desfilava toda sua técnica e um repertório de jogadas incríveis. Fazia gols. Decidia jogos. Enfim, o cara era um herói nacional.
Vinte anos depois, 2014. Uma Copa aqui no quintal de casa. Nossa seleção cantava o hino nacional como se fosse um time de onze tenores, heróicos guerreiros nacionais, e se desmanchavam em lágrimas. Nos “filhos deste sol és mãe gentil”, cantado a capela, eles já estavam com o desespero dos primeiros cristãos que seriam jogados aos leões na arena lotada. Dor de barriga, suor e tremedeira parecia ser a escalação do nosso time.
De repente eu passei a achar que havia mais patriotismo no displicente mascar de chicletes de Romário em 94 do que no histérico e midiático hino nacional a capela de David Luiz e sua turma de 2014.
E assim se passaram 44 anos. A seleção de 70 permitiu que eu não tivesse traumas de infância por causa de futebol. A geração que assistiu a este vexame de nossa seleção vai levar esta derrota para o resto de suas vidas.
Dizem que no dia seguinte ao jogo fatídico, uma mãe tentava acordar o filho para ir à escola:
- Júnior, já são sete...
-Pô mãe, deixa eu dormir mais um pouco...me acorda quando eles fizerem oito...





segunda-feira, 21 de julho de 2014

O IRMÃO DA VÓ DO AÉCIO

João Eichbaum
Cláudio. Vocês conhecem Cláudio?
Claro que conhecem. O mundo ta cheio de Cláudios. Quem é que não conhece pelo menos um Cláudio?
Mas não é desses “Cláudio” que falo. Me refiro a um município  de Minas Gerais.
Pois é. Cláudio é o nome de um município, lá na terra de Aécio Neves, neto do Tancredo.
Agora aparece a notícia de que em Cláudio foi construído um aeroporto dentro da fazenda de Múcio Guimarães Tolentino, que tem oitenta e oito anos e é irmão da avó do Aécio Neves, a que foi casada com Tancredo Neves. Quer dizer, o Múcio é tio-avô do Aécio. A construção consumiu cerca de quatorze milhões do bolso do contribuinte mineiro.
Segundo noticia a Folha de São Paulo, como o aeroporto foi construído dentro da Fazenda do Múcio, quem tem as chaves do dito aeroporto é o próprio Múcio. E ali só pousa avião que tem a autorização do Múcio. Ele e seus filhos é que permitem ou não o uso do aeroporto.
Engraçado, né? O uso do espaço aéreo é coisa da União, do governo federal. Essa coisa de aeroportos está ligada a tal uso.
Mas, o negócio é o seguinte. Durante o governo do Aécio foi desapropriada a área do tio-avô do então governador, para a construção do aeroporto, que já tinha uma pista alfaltada pelo avô do Aécio, o imaculado Tancredo Neves, que morreu de diverticulite, lembram?
Agora ta assim, ó: o tio avô do Aécio ainda não foi indenizado e por isso ficou com a chave do aeroporto. O Estado de Minas quer lhe pagar um milhão, mas ele acha pouco.
Pelo que se depreende da notícia, o aeroporto funciona a meia boca, irregular,e é usado pela família do Aécio.
Pronto, o Aécio, que ameaça tirar a bolacha da boca da Dilma, agora tem essa no currículo. E vai ter que explicar esses negócios de família.
Por enquanto, é tudo quanto o PT tem para explorar na vida política do Aécio. Não chega a ser uma falcatrua tipo mensalão, mas leva os mais ingênuos a sacudir a cabeça, decepcionados com a falta de virgens  na face da terra.