terça-feira, 5 de agosto de 2014

PLANETACHO

AS
NEIRAS

O homem inventou a roda. O homem com mania de grandeza, a roda gigante

O que mais me dói é a falta de anestesistas

O mapa é o avô do GPS

Por um fio não ficou completamente calvo

Noé há tempos queria mudar de vida. O dilúvio foi a gota d’água

Desperdício é pôr escadas de incêndio no inferno

O time formado por netinhos criados em apartamento perdia todos por VO

O assessor de imprensa de Pinóquio só desmente...

O sujeito era um camicase de churrascaria

Não via a hora de aprender a formar sílabas para compor uma letra de sertanejo universitário

Estelionatário fazia se passar por político, até que se elegeu...

Com certeza era o centroavante do time do campo de nudismo. Tinha um nove tatuado nas costas...

A escuderia era patrocinada por uma fábrica de relógios, apesar de fazer sempre pior tempo

O contorcionista era um marido fiel até uma mulher lhe virar a cabeça

Equilibrista trabalhava o dia inteiro na corda bamba e no fim da tarde voltava para casa em ônibus de linha...

Mais tenso do que peixe em aquário de sushi man

Com a extensão do trem, algumas linhas de ônibus estão só indo de mal a pior...




segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O TEMPLO DO EDIR MACEDO

João Eichbaum

Salomão construiu um templo para Javé. Edir Macedo construiu um templo para si mesmo. Calculadamente maior do que a basílica de Aparecida e mais alto do que a de São Pedro no Vaticano, o templo do Edir  Macedo é daqueles que efetivamente mostram o tamanho da  ignorância de um  povo.
Na inauguração do desperdício de mais de seiscentos milhões estavam lá a Dilma, o Lewandowski, o Temer, o Geraldo Alkmin.
Bom, que a Dilma tivesse ido, para vender sua presença por dez milhões de reais, tudo bem. Que o Geraldo Alkmin e o Temer se valessem do evento para conquistar eleitores, tudo bem. Candidatos fazem qualquer coisa para atrair holofotes em tempo de eleição.
Além disso, o povo da Dilma e do Temer se identifica muito bem com o pessoal que contribui com o dízimo para a construção de templos. É gente que não paga imposto para a república, mas paga o dízimo para o Edir Macedo.
Então, negócio é negócio, fé é fé. O Edir Macedo tinha negócios com a Dilma, com o Temer e com o Alkmin. Só não tinha negócios com o Lewandowski. Em tese. Nada disso de toma lá e dá cá.
Então, o único que representava o Estado, na inauguração do templo do Edir Macedo, era o Lewandowski. Os outros representavam os interesses pessoais. A presença deles atrairia eleitores.
Então, minha gente, o que é que o Lewandowski fazia lá? Será que ele pertence à Igreja do Edir Macedo? Será que ele acredita que o Edir Macedo é o representante de Deus no Brasil?
Dá licença. Não é possível acreditar nessa pequenez.
Que o povo pobre e ignorante acredite no Edir Macedo, tudo bem.
Mas, um ministro do Supremo se submeter a essa pantomima, não dá para acreditar.
Então, das duas, uma: ou o Lewandowski tem um cérebro igual ao da gentinha que acredita no Edir Macedo, ou o Edir Macedo chegou ao auge do poder, dominando também o Judiciário.
Qualquer uma dessas hipóteses representa a subversão de valores, que é a marca dos países de terceiro mundo: neles só tem valor aquilo que nada vale.


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

É ASSIM QUE (NÃO) FUNCIONA A SAÚDE
João Eichbaum

Ocupando quase um quarteirão, dispondo de 200 leitos, 17 consultórios, cinco centros cirúrgicos e uma UTI, a Santa Casa de Misericórdia de Manaus foi fundada em 1880. Sua finalidade, como a de todas as entidades que levam essa denominação, é de prestar atendimento médico e hospitalar à população pobre.
E também como todas essas entidades, a Santa Casa de Manaus, para levar adiante seus objetivos, servindo as pessoas carentes, necessitava, além da caridade de pessoas piedosas e abnegadas, de recursos públicos. Foi até onde deu, mas teve que se entregar à realidade: fechou suas portas em 2.004.
Hoje está entregue “à sujeira, fezes, e até animais mortos, forros destruídos e materiais sucateados no interior do prédio. Invasores depredam o que encontram e usufruem da água, o único bem que restou  - a luz foi cortada em 2009”, registra a Folha de São Paulo em matéria jornalística publicada há alguns dias atrás.
Mesmo que a cessação dos serviços seja devida à má gestão da diretoria da entidade, não se pode absolver os órgãos governamentais, seja o Município, seja o Estado, seja a União. “A saúde é direito de todos e dever do Estado”, reza o artigo 196 da Constituição Federal. O “Estado”, como um todo, qualquer que seja o órgão.
O descaso do governo, além de provocar o desemprego de centenas de pessoas, privou milhares  de tratamento médico. Ex-funcionários aguardam na Justiça o pagamento de seus direitos. Alguns já foram beneficiados, graças ao leilão de equipamentos.
Só para lembrar: nessa mesma Manaus foi construído um estádio de futebol, para menos de meia dúzia de jogos durante a Copa. O Amazonas não tem clubes disputando o Campeonato brasileiro e o custo da obra rondou a casa dos setecentos milhões de reais.
Enquanto a propaganda do “mais médicos” vai se alastrando, como se estivesse resolvendo o problema da saúde dos brasileiros, joga-se fora o dinheiro público com elefantes brancos e se entregam hospitais à ruína.
Pode-se chamar de “governo” a isso que aí está?




quinta-feira, 31 de julho de 2014

O FECALOMA

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O corpo social padece há tempos de uma disfunção.

Não consegue eliminar naturalmente seus excrementos.

Fezes empedradas estão a requerer um procedimento drástico.

Recesso branco é uma forma de instaurar a anomia constitucional.

Os “soviets” irão usurpar os poderes instituídos.

O problema assemelha-se ao Nó Górdio.

A nação clama por Alexandre.

E por mais gente com coragem e competência para apertar o botão.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.



quarta-feira, 30 de julho de 2014

DEMOCRACIA: O DEVER DE ESCOLHER QUEM NOS FERRA
João Eichbaum
        
Pela ordem: o tacape, o mito e o embuste. Foram os três instrumentos de que se valeu o homem, sempre, até hoje, para assumir o poder sobre os da sua espécie.
Tudo por culpa do instinto gregário do animal: foi por causa dessa verdade natural  que nasceu o poder. É claro que o agrupamento de muitos animais da mesma espécie impõe regras exigidas pela sobrevivência, o instinto maior dos indivíduos. O poder se fez necessário, porque os primatas, atrelados à força gregária, se entregaram tanto àquele ato gostoso da reprodução, se multiplicaram tanto e chegaram a um ponto tal, que foi preciso organizar a bagunça.
Tudo começou com o tacape, para tirar da liça o adversário que pretendesse o poder. Quer como instrumento perfurante ou contundente, quer na forma de humanos feitos senhores da vida e da morte pela força dos exércitos.
Ao poder conquistado pelo tacape, seguiu-se o poder abocanhado pelo mito e pelo embuste.
O mito é aquela coisa que ninguém explica: a herança do poder, os reis indicados ou escolhidos por Javé no antigo testamento, por exemplo. E não escapa dessa ideia de mito também o poder aristocrático e o das oligarquias, antecedentes do embuste da democracia de Drácon, Péricles e Clístenes.
Essa democracia nascida em Atenas não passou de empulhação. Ela só usou o nome do povo para esfarinhar o poder dos aristocratas, substituindo-os por outros privilegiados. O vulgo, que é o “demo”, lhe empresta uma falsa etimologia. E dessa falácia a democracia nunca se livrou. O povo continua de fora. Não é ele que escolhe os pretendentes ao poder. Não é ele que faz a triagem. São os partidos políticos e as leis criadas pelos próprios interessados em se manter no poder. Alguém do povo, iletrado e pobre, que chegar ao poder por acaso, se transformará em palestrante internacional sábio e rico. E deixará de ser povo.
Então, democracia é isso: o povo é obrigado a escolher, entre meia dúzia de gatos pingados que lhe empurram goela abaixo, quem vai ficar com o dinheiro, (fruto do trabalho do povo) quem vai dizer o que o povo pode ou não pode fazer.
Essa é a democracia, metáfora cheia de novelas e discursos, que se usa para designar o poder dos espertalhões. É em nome dela que mofamos nas filas do SUS, nas filas dos bancos, nas filas das repartições públicas, nas filas dos pedágios, nos engarrafamentos. É em nome dela que somos mal pagos, carregados como gado, apertados e bolinados no metrô, nos trens, nos ônibus, que somos obrigados a engolir sapos e a meter o rabo entre as pernas. É o nosso dever de escolher quem vai nos ferrar, quem vai lavar a égua à nossa custa, quem vai continuar a nos deixar sem segurança, fazendo leis para proteger bandidos, sem educação, sem saúde, sem emprego, sem moradia, sem comer bombom antes de dirigir, e sem o elementar direito de levar o tacape de fogo na cintura ou na bolsa. Negado para quem quer o direito à vida, o tacape só é permitido  para quem quer se manter no  poder.




terça-feira, 29 de julho de 2014

PLANETACHO

NEM AQUI

Pois o gaúcho Dunga assumiu     novamente a seleção, apesar da grande rejeição em todo o País. Mesmo aqui no Rio Grande a escolha não foi uma unanimidade.

Há gaúchos que preferem o Mano Lima!

MUITA GRANA

O Liverpool vendeu o Luis Suárez para o Barcelona por cerca de 80 milhões de euros (R$ 240 milhões). Uma verdadeira fortuna. Com o perdão da palavra: uma mordida.

UFA

Israel considerar o Brasil um anão diplomático não é motivo de estresse. Imagine se eles nos confundissem com crianças palestinas.

MATE AMARGO

O Ministério Público está investigando a presença de metal pesado na erva-mate. O gaudério reclamou com a patroa:
- Não deixa mais esse guri escutar o Sepultura na hora do mate.

GAZA?
Considerando os violentos ataques de Israel, a região atingida pode passar a ser conhecida como Faixa de Gaze.

BOAS ENTRADAS

Dunga voltou à seleção e junto com ele Taffarel e Mauro Silva. Feliz mil novecentos e noventa e quatro para todos!





segunda-feira, 28 de julho de 2014

NEM ADIANTA REZAR
João Eichbaum
Diz a bíblia que Moisés foi o líder escolhido por Javé para conduzir o povo de Israel de volta para sua terra, depois de tantos anos de cativeiro no Egito.
Foi Moisés também o representante do mesmo deus judaico, na elaboração das leis divinas, conhecidas popularmente como "os dez mandamentos".
Espécie de Constituição religiosa, "os dez mandamentos" resumem o comportamento ideal da criatura humana, aos olhos do chamado "Senhor", para se ajustar ao figurino do "politicamente correto". Afora algumas coisas discutíveis, como "não desejar a mulher do próximo", o resto compreende normas absolutamente necessárias para uma boa convivência entre os humanos. "Não matarás", por exemplo, é uma regra tão absoluta, tão indiscutível, que não tem ressalva alguma. Nem o próximo, cuja mulher alguém desejar, estará autorizado a lavar sua honra com sangue. Aliás, Abraão já é um belo exemplo de corno manso: a Sara, mulher dele, dava pro Faraó, e ele não tava nem aí.
Se a bíblia e a palavra de Javé tivessem feito a cabeça do povo judeu, eles seriam as criaturas mais perfeitas da face da terra. Por três motivos: por serem "o povo de Deus", por terem tido a graça de servir como receptáculo direto das leis divinas e por receberem a proteção também direta da divindade, desde a travessia do Mar Vermelho.
Mas, assim não foi. Na contramão de todas as ordens e privilégios recebidos, eles transgrediram expressamente o quinto mandamento, o "não matarás", pregando e matando o dito "Filho de Deus" numa cruz.
Ora, se procederam assim contra a própria divindade que os protegeu, os alimentou com o maná no deserto, fez do Mar Vermelho terra rasa para os livrar dos inimigos, o que é que pensa a ONU? Que eles vão deixar de matar mulheres e crianças palestinas só porque ela e o mundo querem?
Esqueçam. E nem adianta rezar.
Ah, e tem mais. Se algum dia eles precisarem da ONU, dos Estados Unidos, da Inglaterra, da França, da Rússia e da até da Força Expedicionária de um país “irrelevante”, lá estarão esses aliados, novamente no "front", para defender os perseguidos judeus.