domingo, 10 de dezembro de 2017

PLANETACHO
Sejamos reticentes...
A ALEGRIA
Tiririca fez seu primeiro e último discurso no congresso. O palhaço colocou fogo no circo...

FLORES
Desde que o empresário dos transportes Jacob Barata mandou flores para Gilmar Mendes, muito gente tem se perguntado se foi algum arranjo...

NA FILA
A fila para cirurgias é tão grande que se desconfia que a Polícia Federal ande fazendo mais operações que o SUS...

ESTUDOS 
Cabral vai fazer o Enem para cursar história. Devia fazer matemática, onde já especialista em subtração...

BOM VELHINHO
O Papai Noel é como qualquer cidadão brasileiro comum depois da tal reforma da Previdência. Nunca irá se aposentar...

LAMENTO
Tinha um filho só, mas depois dos constantes aumentos do gás dizia ter cinco bocas para sustentar...

PELO LADRÃO
O Brasil ultrapassou a Rússia e agora tem a terceira  maior população carcerária do planeta. Imagine se o Gilmar Mendes não liberasse tanta gente do xilindró....

CONTRADIÇÃO
 O governo diz que, se a reforma da Previdência não for aprovada, as pessoas nunca mais poderão se aposentar. Sempre lembrando que, se for aprovada, também...

DINHEIRO

Bitcoin é uma espécie de dinheiro que só existe virtualmente. É tipo assim o salário do funcionalismo público do Rio Grande do Sul...

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O DEPUTADO TIRIRICA

João Eichbaum

 A primeira notícia que circulou nas redes sociais foi de que Tiririca havia renunciado ao mandato. Mas, não foi bem assim. Ele apenas usou da palavra em plenário, pela primeira e, provavelmente, pela última vez, para anunciar que abandonaria a política.

Um dia antes do único discurso de Tiririca, havia sido divulgado o resultado de uma pesquisa, segundo a qual os parlamentares brasileiros estão muito abaixo do aparelho excretor dos cachorros, perante a maioria da população brasileira.

A primeira impressão era, pois, de que o fedor era tanto naquela posição, que o deputado iria renunciar. Se assim fosse, Tiririca seria um herói, um homem digno de ser homenageado pelo brio, pela hombridade, pelo espírito franciscano, ao abrir mão das mordomias e  dinheiros que chovem na horta dos parlamentares.

Como não houve uma inequívoca demonstração de nojo com o traseiro do cachorro, há de se encarar sob reservas esse anúncio de abandono da vida política. Falta muito tempo ainda para o fim do mandato. Até lá, muita água há de passar debaixo da ponte.

É bom não esquecer que, tendo sido um multiplicador de votos dos eleitores nordestinos, Tiririca carregou para dentro do parlamento mais três deputados. Sem ele, seriam quatro deputados a menos na legenda. A turma do deixa disso vai vir pra cima dele, certamente, pedindo reconsideração, não faz assim com a gente e tal e coisa...

Por outro lado, ao invés de coragem, Tiririca deixou escapar um certo servilismo, ou temor reverencial, que alimenta a decepção do povo. Disse ele: “eu jamais vou falar mal de vocês em qualquer canto que eu chegar e não vou falar tudo o que eu vi, tudo o que eu vivi aqui, mas eu seria hipócrita se saísse daqui e não falasse realmente que estou decepcionado com a política brasileira, decepcionado com muitos de vocês. Eu ando de cabeça erguida porque não fiz nada de errado, mas acho que muitos dos senhores não têm essa coragem”.

Antes tivesse ficado quieto. Se não vai falar tudo o que viu e o que viveu lá dentro, está sendo mais um traidor do que um herói. Ao dizer que está “decepcionado com a política brasileira” não anunciou grande coisa: só jogou pra plateia.

Se contasse toda a verdade sobre seus dias vividos no parlamento, Tiririca não estaria fazendo mais do que cumprir o seu dever, apresentando um balanço honesto para os eleitores. Com o silêncio cúmplice dele, o povo vai continuar não sabendo se o parlamento brasileiro é a casa da sogra  ou a caverna do Ali Babá.


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

ABRA CADABRA, PELO DE CABRA...

Carlos Maurício Mantiqueira*
Nada é o que parece. Há muitos anos, um grande banco contratou um homem com sotaque português, que, incentivando a poupança na época de Natal, dizia:
“Sabem aquele velhinho, com cara de bonzinho?
Ele está atrás de seu rico dinheirinho!”
Os nossos últimos desgovernos tentam nos iludir uma vez mais, com uma solução mágica.
A reforma da previdência é a panacéia da vez. Se não passar virá o bicho papão.
Em breve sairemos do trem fantasma.
Sem cortar as aposentadorias de privilégio para políticos e outros beatos, o povo não acatará a mudança. Está cansado de levar na poupança.
Voltaremos ao tempo das leis que “pegam” mas outras que “não pegam”.
Lei para que? Proteger os pegajosos?
Se tivermos eleição em 2.018 é porque a vaca já foi pro brejo.
Urnas fraudadas e corruptos andam de mãos dadas.
O povo não acredita mais em cegonhas ou fadas.
Haverá então, à beira do Tejo, de samba, rodas.
Lugar pitoresco; “Fados e fodas”.
Em doce lembrança de março os idos, estaremos brasileiros, todos fodidos.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.
Fonte: Alerta Total


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

PENSAMENTOS DO RUI ALBERTO*

Esta noite meio que dormi ao som de uma fonte de água sonante como daquelas que parecem regatos nas montanhas e onde matamos a sede. Também as há em palácios, haréns, em templos e em lindas vitrines de artesanato.
Choveram torneiras dos telhados da casa.
Claro que se houver um Deus é meu, dá-me prazer, só me faz as vontades, como se fosse escravo fiel... De minha parte não faço mal a ninguém. Limito-me a evitar aporrinhações e bate-bocas...

Jerusalém é Jerusalém. Consta na Bíblia... Os EUA têm que ter embaixada em Israel, que os muçulmanos não reconhecem... Ora ... Todos nós sabemos que Israel é uma nação e como está ligada a Jerusalém,onde ficava o templo de Salomão...
Faltava coragem, determinação e lucidez para que se dissesse pelo menos uma vez na vida: Vou mudar nossa embaixada de Telavive para Jerusalém...
E acaba o mimimi, e o quiproquó da bestialidade endemoninhada que quer impor palavra sem sequer reconhecer o Estado de Israel desde 1948... Tempo pra terem juízo... Alguém tem que dizer BASTA DE IGNORAR PROBLEMAS.
Vamos enfrentar problemas como quem pega touros pelos chifres de peito aberto (sem matar os touros)

Agora comparem com esses bandidos nojentos que temos por aqui...
Os ingleses vão colocar bebedouros nas ruas... Eles pensam no povo... O objetivo é melhorar a vida do cidadão. É pra isso que se pagam impostos...
Agora comparem com esses bandidos nojentos que temos por aqui...
*Leia mais em "bar do chopp Grátis"...


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

ESSE ANIMAL CHAMADO HOMEM
João Eichbaum

“Se as pessoas soubessem o quanto custou para nossa espécie chegar a tamanha diversidade, se entendessem a complexidade do processo evolutivo, seriam mais tolerantes umas com as outras”.

Não. Jesus Cristo nunca disso. Para sustentar sua doutrina de “amor ao próximo” com algo mais convincente do que promessa de céu e ameaça de inferno, ele não dispunha da carga científica do professor Walter Neves, autor do pensamento acima.

O doutor Walter Neves, titular do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, é bioantropólogo. Ele carrega no currículo o galardão de haver descoberto o ser humano mais antigo das Américas: Luzia.

Luzia foi o nome dado pelo próprio professor Walter a um ancestral feminino que viveu em Minas Gerais há, mais ou menos, 13 mil anos, e cujo crânio foi por ele estudado. Muito antes de Jesus Cristo, portanto, já havia gente no Brasil.

O cientista brasileiro participou de várias operações arqueológicas no mundo. Na Geórgia, por exemplo, tomou parte na exumação de um ancestral dos humanos modernos, um Homo Erectus, que remonta a um milhão e oitocentos mil anos. Nessa época, a mitologia judaica certamente ainda não havia criado Javeh, o deus que se tornou cristão.

Em suma, o professor Walter Neves tem autoridade para pregar um entendimento, segundo o qual os homens deveriam ser mais tolerantes, ou seja, menos raivosos, menos críticos, menos arrogantes.

Animais que somos, temos todos os defeitos que vemos nos outros, do mesmo gênero a que pertencemos: da fúria sanguinária do leão à sandice do macaco, passando pela vaidade do pavão e pela rapacidade do gavião, a história da humanidade está cheia.

O papa não é mais sábio, nem mais sublime do que ninguém. Padres, pastores, bispos, cardeais, reis e rainhas são feitos da mesma matéria do morador de rua. E tem mais: sem nada de especial, todos eles só conseguem desocupar os intestinos da mesma forma como o fazem os porcos.


Do ponto de vista científico, como o do professor Walter Neves, ninguém é melhor do que ninguém. As diferenças de cor e de preferências sexuais (prioridades sobrepostas, na ordem do dia, às roubalheiras e à fome que mata crianças) nada mais são do que acidentes. No fundo, tudo não passa de uma questão de sorte, nesse pega-pega que é a corrida de espermatozoides atrás de óvulos.

domingo, 3 de dezembro de 2017

PLANETACHO
É dezembro...
PERGUNTA
Quando Anthony Garotinho foi levado de sua casa para a prisão, colocaram cadeirinha na viatura?

DELAÇÕES
Tanta gente dedurando, e só Rodrigo, o zagueiro da Ponte Preta, é punido

AZAR DO GOLEIRO
Para a torcida do Flamengo o Muralha não é goleiro aqui, nem na China

CONSELHO
Se um grupo de políticos da base aliada vier em sua direção, corra que é arrastão

EM BANGU
Os carcereiros do Sérgio Cabral fazem frilas como mordomos

PIADA PRONTA
Acredite, Temer disse que não é candidato à reeleição...

FOGO AMIGO
Muita gente respirou aliviado, quando soube que o Brasil está fora do alcance dos mísseis norte-coreanos. Esqueceram que os que vêm de Brasília são tão destrutivos quanto

REVOADA
Os tucanos fizeram revoada do governo Temer. Só o Aécio ficou preso pelo rabo

PT...EMER

O PT do Rio Grande do Sul fechou a chapa majoritária para as eleições do ano que vem sem a ex-presidente Dilma

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

UMA LEI QUE PARIU O ÓDIO
João Eichbaum

Para quem não sabe: o Grêmio Futebol Portoalegrense não admitia negros na equipe. Mas, o preconceito foi vencido pelo talento. O primeiro negro que vestiu a camiseta tricolor foi o grande Tesourinha.

Por aí se tem ideia de como era o pensamento reinante na sociedade. Havia preconceito, sim, mas não havia ódio. A distinção de cor era vista com naturalidade. A divisória social não implicava desdém contra os negros.

Podiam estar separados, porque havia clubes sociais, como o Grêmio, que os não admitiam. Nem por isso eram vistos como pessoas de classe inferior. Eles integravam a vida em sociedade a seu modo, respeitando os próprios costumes, herdados dos avós.

Por isso mesmo, tinham, uns e outros, brancos e negros, liberdade para sair em busca de seus objetivos. Quer dizer, os negros tinham condição de ascender em todas as camadas da sociedade: não jogavam no Grêmio, mas eram astros no Inter, por exemplo.

O que talvez a alguns inibisse seria o juízo de inferioridade social, uma herança maldita da escravidão, que eles próprios se atribuíam. Mas, os que venceram essa barreira, se realizaram, em condições de igualdade com os brancos, atingindo os píncaros do reconhecimento social.

Hoje é diferente. Transformados pela lei em criaturas intocáveis, privilegiadas, alguns descendentes de africanos passaram a se considerar cidadãos com sensibilidade social acima da comum. E, por conta de ressentimentos atrasados, esse comportamento está servindo para atiçar a fogueira do ódio, sem que a finalidade da lei tenha sido atingida. O fosso social continua: as quotas raciais servem mais à lassidão de filhinhos de papai, do que às necessidades dos negros pobres, que sobrevivem na penumbra do trabalho rude, senão na miséria.

 Nessa semana, a área de acesso à reitoria da Universidade de Santa Maria foi ocupada, em sinal de protesto contra atos de racismo. Funcionários e empregados terceirizados (brancos e negros) foram impedidos de trabalhar. As sedizentes vítimas de racismo se transformaram em algozes, sobrepondo-se ao direito dos demais e impondo exigências, porque enxergam na lei, que as protege, um instrumento de poder.

Esses atos que, em tese, podem ser crimes contra a organização do trabalho, certamente passarão impunes, para pouparem melindres a cidadãos de estrato social superior. E tal insanidade social só pode acontecer num país cuja Constituição prescreve, mas não assegura, a igualdade de todos perante a lei.