quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018


PENSAMENTOS DO RUI ALBERTO*
Bandido rico batendo em bandido pobre ????
Bom dia gente fina do Tucuruvi ao Andaraí, da turma do bodoque à turma do Oiapoque, desde a turma do estilingue até ao pessoal bilíngue, da turma do Tatuapé até ao pessoal que pesca tucunaré, a grande verdade é que nós, os cariocos e as cariocas, quer no singular quer no plural, já estamos intervindos, ou intervenidos ou intervençados, que êita palavrinha difícil que de tão rara nem parece ter palavra que sirva ao fato de estarmos sob intervenção federal...
Vindo de fichas-sujas, a intervenção federal no Rio de Janeiro nos enche de preocupações, logo agora que querem mexer na grana dos velhinhos assim como arrebentaram os fundos de pensão... Verbas milionárias pra gentes otárias e preguiçosas, apátridas e defeituosas, descalibradas e perniciosas...
Mas se for para o bem geral da nação e não apenas para enfiar a mão na massa e desfilar mais turistas pela cidade, todos uniformizados de paint-ball, digam ao povo que topo essa intervenção intervencionista, pau nos bandidos...
Mas fico aqui coçando a caraminhola, a cachimônia atordoada, o sótão cheio de macaquinhos embananados, tudo enrolado que até a vista se me turva....
... Me pergunto como pode bandido rico dar pau em bandidos pobres desde o a cidade de Deus ao morro da Catacumba???? Parece que tem muita grana pra gastar desde o morro da Providência até o da Previdência... Sem Dilma canetadas, têm agora o Meirelles canetinhas... Mas resta saber se livres para agir ou engessadas.
Aproveitem enquanto o Meirelles é tesoureiro no Brás, e nada há a temer porque o povo ainda está carnavalescendo...

*Leia mais em "bar do chopp Grátis"...


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018


O PAPEL DO GENERAL
João Eichbaum
Todo mundo viu. O Brasil inteiro se aterrorizou com a violência no Rio de Janeiro, uma cidade dominada por traficantes de droga e bicheiros. Uns e outros, traficantes e bicheiros, fizeram sua parte no Carnaval. Enquanto esses distraiam o povo, tirando sarro dos políticos, os dependentes daqueles saqueavam o dito povo embevecido.
Lê-se no jornal Zero Hora de domingo: “caminhões tendo suas cargas roubadas, pais escondendo-se com os filhos entre carros parados em rodovias, enquanto ocorriam tiroteios, policiais assassinados, arrastões em toda a cidade”. E no mesmo jornal, na página seguinte, o general designado para presidir a intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro, se saía com a seguinte pérola: ‘é pura mídia”.
Pois esse é o general que, segundo a imprensa, tem 23 condecorações nacionais e quatro estrangeiras. Mas, só o que ele disse já basta para se aquilatar o valor das condecorações e de suas finalidades, num país empestado pela corrupção, que há mais de setenta anos não sabe o que é uma guerra.
Diante da imprensa, o general não teve palavras, nem jogo de cintura que o apresentassem como pessoa de espírito preparado enfrentar imprevistos. Com esse perfil ele vai para o Rio, a fim de administrar os serviços de segurança. Talvez lhe tenham dito que o Rio de Janeiro é uma cidade onde só dormem pessoas felizes, e não um lugar onde o crime se arraigou e conquistou a hegemonia há muitos anos.
Notícias pretendem enriquecer o currículo do general com experiência “em ações da segurança pública”: foi enviado ao Espírito Santo “para socorro das Forças Militares”, durante a greve dos policiais militares daquele Estado.
 Ora, ora. Enviado não manda nada. Se um interventor não tem poder de polícia, muito menos um “enviado”, salvo subversão das regras constitucionais. E a bronca no Espírito Santo era com os policiais, pendenga entre milicos, não com o crime.
Outra experiência: “coordenador-geral da assessoria especial para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos”. “Coordenador da assessoria”... Então ta, maravilha! Ele é o homem certo para atuar na peça teatral do governo federal, com aquele peitinho que mamãe besuntava de Vick Vaporub, hoje carregado de insígnias. Como ator, ele desempenhará um papel de faz de conta, já que não há violência, nem terror, nem arrastões, nem tiroteios no Rio, sendo tudo isso “pura mídia”...

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018


PLANETACHO

TUITI
Temer se lamenta: “Devia ter pedido para o Segovia me livrar de mais este enredo também”.

CARNAVAL
O prefeito de São Paulo, João Dória, foi esnobado por Zeca Pagodinho em um camarote patrocinado por uma cervejaria na Sapucaí. Dizem que Zeca nunca esteve tão sóbrio.

CANDIDATOS
Luciano Huck anunciou que não vem mais. Alckmin não descarta pedir apoio a Luciano. Tipo assim: fazer um lar, doce lar, no Palácio do Planalto.

VIOLÊNCIA
Enquanto isso, no Rio o Cristo Redentor está prestes a pedir asilo na embaixada do Vaticano.

ENTÃO
Quando todos pensávamos estar vacinados contra tudo de errado que ocorre neste País, acontece uma coisa destas em clínicas de vacinas, para nos contrariar...

NO ESPAÇO
A maior prova de que existe vida inteligente fora da Terra é que os ETs não querem contato com a gente.

INTERVENÇÃO NO RIO
Botaram um coturno no Pezão.

POR OUTRO LADO...
A Paraíso da Tuiuti é também conhecida como o inferno de Temer.

ELEIÇÕES 2018
Se a Odebrecht comprou todos os políticos sujos, nós não devíamos aceitar devolução.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018


DAS MÁS LÍNGUAS ...
João Eichbaum
Aludindo às críticas assacadas contra o Supremo Tribunal Federal, o ministro que mais náuseas provoca na boca do povo, Gilmar Mendes, disse em entrevista que o “debate no Brasil virou uma coisa terrestre, pedestre, rastaquera...”
O jornalista Leão Serva, da Folha de São Paulo, em crônica publicada na segunda-feira de Carnaval, tira sarro da fala do ministro, extraindo dela um forte conteúdo preconceituoso: “confundir o pedestre com má qualidade ou baixeza é uma prova da suprema desigualdade social do país, no qual tradicionalmente os donos de carro têm poder e dinheiro e ignoram o direito dos mais pobres a pé nas calçadas”.
E a seguir, o cronista informa o significado da palavra “rastaquera”, trazido pelo dicionário: “é o indivíduo que pratica gastos luxuosos e ostentações, pessoa de meios de subsistência suspeitos e que ostenta luxo exagerado e de mau gosto”.
Não, caro Leão Serva. As palavras usadas por Gilmar Mendes (pedestre, rastaquera) nada têm de preconceituoso. Ele lhes desconhece o sentido, porque seu vocabulário não passa daquele “juridiquês” limitado, com a mesma profundidade de um  vocabulário de papagaio.
Tratando-se de empregar adjetivos fortes, que contenham a carga ofensiva pretendida pelo ministro, ele não encontra em seu vocabulário senão palavrões onomatopaicos, que valham mais pela sonoridade do que pelo conteúdo.
O domínio do vernáculo nunca foi o forte do Gilmar Mendes, como não o é de muitos, senão de todos os ministros do STF. Parece que suas excelências desconhecem a mais primária das regras das ciências jurídicas: sem o domínio pleno de seu único instrumento, que é a linguagem, não há como aplicar cientificamente o Direito.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018



PENSAMENTOS DO RUI ALBERTO*

A tecnologia de segurança importada pelo "Crivella"
- Oi prefeito Crivellla... O que foi fazer na Alemanha, que mal lhe pergunte ????
- Vim ver tecnologias para segurança
- Mas assim, sem fazer concorrência ????
- Tive uma inspiração divina e vim de supetão, mas me descobriram eu igualzinho ao Gilmar em Portugal, e por isso que fiz este vídeo explicando..
- Mas na Alemanha está todo mundo no Carnaval, só trabalha aquele pessoal representante, normalmente de Bancos... A Suíça fica aí ao lado da Alemanha...
- Não não... Estamos vendo segurança pra homens e mulheres e até pra animais.... Não torra o saco.... Depois eu conto...Tudo moderninho... E vocês têm o governador.. O Pezão está aí, que daqui da Alemanha eu tô vendo o pé dele ...
- Nada.... O pé grande foi para a terra dele descansar porque o Rio está muito violento... Me dá o endereço daquela loja de guardanapos....
(Se não fosse carnaval... Andar em mangas de camisa no invernio alemão...tem que ser muito macho... E o sobretudo não dá nem prá saída....)

Rio de Janeiro visto pelo lado do cotidiano.
Um dia chegaram as Forças Armadas ao Rio, prontas para defender a população, justamente quando uma quadrilha de traficantes tentava derrubar o chefe da outra num mal afamado bairro da cidade. O governador interveio na intervenção. Não deixou as Forças Armadas agir nesse dia...
E , evidentemente, parece mais do que certo que nossos governos e a própria sociedade tratou de minar as forças das forças armadas de tal forma que não adianta se esforçarem porque não têm força suficiente para combater as forças armadas do crime de toda a natureza desnaturada: Traficantes, rapinas, assaltantes, bandidos, meliantes, de todos os tipos, estão armados, fazem o que querem...
Nossas forças armadas parecem atores de filme piores que os de Roliúdi: Uma chanchada nacional onde o juiz de plantão é sempre uma inutilidade que fala pelos cotovelos as erudições que a cada dia perdem a força e fazem parte da chanchada...
Deprimente!!!!
A globo (Fátima Bernardes )fingiu que não entendeu a Beija-Flor, descrevendo a escola como contando a história de Frankenstein... O Monstro é o próprio Estado comandado por políticos ladrões, juízes cooperantes e forças armadas ineficientes. A corrupção é geral.

*Leia mais em "bar do chopp Grátis"...


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018


O SENHOR LEWANDOWSKI
João Eichbaum
Para quem não sabe: Ricardo Lewandowski é segundo tenente da reserva do Exército e formado em Direito por uma autarquia municipal, a Facudade de Direito de São Bernardo do Campo. Tais dados constam no currículo do cidadão acima citado, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal.
Tendo ingressado na magistratura não por concurso, mas pela porta dos fundos do quinto constitucional, no Tribunal de Alçada de São Paulo, Lewandowski não é juiz por vocação, mas por ter aproveitado a ocasião. Então, não se pode exigir dele a construção de silogismos que transformem em dogmas jurídicos qualquer afirmação sua, tanto nos autos, como fora deles.
Olhem só: para concluir que a “inocência presumida” é “relevante”, ele invoca o “congestionamento do sistema judiciário”, acarretando excesso de trabalho dos juízes de primeiro e segundo grau.
E, além disso, traz à tona “a intolerável existência de aproximadamente 700 mil presos encarcerados em condições sub-humanas”. Em seguida afirma que os juízes “nem sempre” consideram “outros problemas igualmente graves, como o inadmissível crescimento da exclusão social, o lamentável avanço do desemprego, o inaceitável sucateamento da saúde pública e o deplorável esfacelamento da educação estatal...”

A pergunta que cabe: uma coisa tem a ver com a outra? O que é que têm a ver as pregas do cu com as têmporas? Onde estão as premissas das quais decorre a conclusão de que a “inocência presumida”  é “relevante”?

Senhor Lewandowski: a “inocência presumida” é uma norma constitucional. Mas o excesso de trabalho dos juízes, as condições desumanas dos presídios, a exclusão social, o desemprego, o sucateamento da saúde e o “esfacelamento” da educação são fatos. Os fatos têm natureza diversa da “norma”. Os fatos são a realidade, o trivial, o que acontece. A norma é um valor abstrato, que nem sempre se dá bem no labirinto intrincado da vida.

Se no seu doutorado não lhe ensinaram que o silogismo desnutrido põe a ruir qualquer pensamento, aprenda agora, senhor Lewandowski: premissas e conclusão devem ter a mesma natureza. Depois de aprender esses fundamentos, estude, pesquise, procure um professor e tente nos convencer de que seu amigo Lula não pode ser preso.


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018


SEM AMOR
João Eichbaum
“Os pais de Alyosha (Matvey Novikov), um menino calado de 12 anos, não se entendem mais. A mãe, Zhenya (Maryana Spivak), apaixonou-se por um homem rico. O pai, Boris (Aleksey Rozin), envolveu-se com uma mulher grávida. Durante o complicado processo do divórcio, Alyosha desaparece sem deixar pistas.

Não é apenas a pequena série de imagens cortantes de Alyosha, triste ou chorando compulsivamente, que nos chama a atenção para o mal-estar. Vemos isso em praticamente qualquer cena que mostre duas ou mais pessoas em algum tipo de interação.”

Basta essa excelente resenha de Sérgio Alpendre, na Folha de São Paulo de ontem, abordando o filme russo “Sem Amor”, para que um caroço nos suba à garganta.

Andrei Zvyagintsev é o diretor russo que chama a humanidade às falas, com essa obra que, no dizer de Sérgio Alpendre, é marcada “por uma indiferença mais poderosa que mil ofensas verbais”. E acrescenta Sérgio: “não há trégua, não há nem sequer vestígio de felicidade que não seja muito breve e até injustificável”.

Aí está, em forma de arte, o retrato das relações humanas no mundo moderno. O egoísmo e a animalidade, que algumas religiões, como o cristianismo, conseguiram reprimir no homem por algum tempo, hoje voltam à tona com força redobrada.

O descarte da paixão antiga, que parecia única, insubstituível, insuperável, é exigência dessas duas propriedades que acompanham o ser humano, desde que ele nasce: o egoísmo e a animalidade.

O egoísmo exige a felicidade, e a animalidade impulsiona freneticamente essa exigência. Tal é o círculo vicioso que comanda as relações humanas. E a ilusão de uma nova felicidade passa a ser construída com a massa amorfa da infelicidade de alguém.

Direitos iguais para machos e fêmeas é algo muito bonito e desejável. Mas a conquista dessa igualdade tem o seu preço, graças às construções filosóficas e religiosas que, por muitos séculos, a impediram. Hoje, nessa sociedade igualitária em que se vive, as oportunidades de felicidade são iguais para todos. E as conseqüências são inumeráveis.

Poucos, muito poucos, se dão conta de que a criança, esse animalzinho sensitivo e inteligente, apreende desde cedo o sentido de família e o assimila como um valor indestrutível. Em conseqüência disso, a ruptura do grupo familiar sempre terá efeitos negativos, em maior ou menor grau.

O diretor russo se debruça sobre um desses efeitos multifários, com a maestria e o desembaraço de quem tem autoridade para dispensar teologia e filosofia, quando o assunto é humanidade. Condensados na paixão, o egoísmo e a animalidade, respondem pelos rastros inimagináveis de uma transa.