quinta-feira, 19 de outubro de 2017

POINT OF NO RETURN


Por Carlos Maurício Mantiqueira*

O “boing” da intervenCão já ultrapassou o momento irretornável.

Nó, pobres mortais, nos desesperamos com a demora dos finalmente.

Ansiedade infantil. A felina espera o aparecimento de “podres” ainda mais comovedores, v.g. urubu faisandé.

Essas aves, bem como outros galinácios, já tem reservados lugares na caçarola.

Permitamos um momento lúdico a benfazeja Onça.

Ver como estrebucham porqueiras de diferentes matizes: canastrões e meras atrizes.

Camaleões atirados aos leões.

Trânsfugas desmascarados de seus intentos tarados.

A grande caravana dos idiotas, estúpidos e cretinos, babando ovo para os novos poderosos.

A mídia, seguindo as legiões, sempre na rabeira como toda boa rameira.

Por fim, um coro de serafins, cantará o réquiem para os decaídos.

Estão todos f.


*Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.
FONTE: ALERTA TOTAL

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

PENSAMENTOS DO RUI ALBERTO*

Sobre o Moisés e as pedras da Lei.
Não eram "tábuas" da lei porque eram de mármore. Deus teve um trabalhão para cortar o mármore em placas, polir e gravar. E ainda lhe disse para cuidar delas muito bem...
Eis os 10 mandamentos:
1 - Amar a Deus sobre todas as coisas.
2 - Não tomar seu santo nome em vão.
3 - Guardar sábados e festas de guarda
4 - Honrar Pai e Mãe
5 - Não matar
6 - Não pecar contra a castidade
7 - Não roubar
8 - Não levantar falso testemunho
9 - Não desejar a mulher do próximo
10 - Não cobiçar as coisas alheias
Naqueles tempos, e até hoje, se guardava os sábados no seu mundo, que era o judeu. Deus descansou no sábado e se divertiu no domingo... Tanto se divertiu que depois de uma semana de trabalho e completamente divertido, sumiu e nunca mais apareceu. Nem se lembra de ter feito isto aqui...
Mas curioso foi que Moisés ao descer do Sinai viu que os apressados em sua ausência tinham feito um santo de ouro oco, um bezerro que não mugia nem nada, e releu os mandamentos... Não falavam nada sobre ódio, raiva, ira... E pegando as tábuas de pedra quebrou-as na cabeça do bezerro de ouro...
Quem mugiu foram os adoradores que ainda hoje dizem que não se pode ter ódio.. Se não fosse o ódio, os estupradores continuariam estuprando, os degoladores degolando, os corruptos corruptando...
Depois Moisés apareceu com mais um par de tábuas de pedra, cada uma com cinco mandamentos, nenhuma falando de raiva, ódio ou ira...
Senta a pua que estão abusando...
*Leia mais em "bar do chopp Grátis"...



terça-feira, 17 de outubro de 2017

IDOLOS
João Eichbaum

Em foto que ocupava espaço considerável no alto da página de um jornal, o menino, aparentando seis ou sete anos, portava um cartaz, onde estava escrito: ‘Neymar realiza o meu sonho de tirar uma foto contigo”.

Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso há de ter se chocado com a foto, que estampava uma bestial inversão de valores, num país onde tanta gente clama por educação, saúde, segurança, emprego e seriedade na política.

Mas, infelizmente, é assim que se cultiva uma zona imarcescível de ignorância, que deturpa para sempre a personalidade das pessoas: inculcando nas crianças falsos valores, futilidades que levam a lugar nenhum.

A criança, na sua inocência, aceita tudo, assimila com a maior facilidade o que lhe é imposto ou permitido pela família. Uma vez registrado no inconsciente aquele falso valor, nem mesmo a dureza da vida, a batalha de cada um para sobreviver, apagará a futilidade plasmada.

É por isso que a maioria esmagadora da humanidade não vive sem ídolos, não concebe a vida sem superstições ou sem alguma obsessão, que ela acaba transformando em necessidade. E no teatro da vida desfilam absurdos, comportamentos ridículos, posturas que nada acrescentam para o bem-estar das pessoas, para sua realização como seres humanos, para um apaziguamento pleno e feliz, com objetivos perseguidos e alcançados.

Romarias e peregrinações de nossa senhora disso, nossa senhora daquilo mostram o quanto a desvalia toma conta das pessoas, que andam léguas, enfrentam o frio, a chuva, o cansaço, para verem imagens de barro, às quais “agradecem” ou “pedem” saúde. Passada a euforia da visão do santo, voltam a comer o pão que o diabo amassou.

Um mínimo de certeza assegura que ninguém se cura sem remédio, sem médico, e ninguém tem saúde, se não se previne. Por que se formam imensas filas esperando pelo SUS? Por que faltam leitos nos hospitais? Se santos resolvessem os problemas, nada disso aconteceria. Bastaria rezar ou beijar o santo.

Mas, as loucuras do fanatismo e da superstição não têm limites. A mídia mostrou, no último fim de semana, a cena ridícula de gente se amontoando na frente de um hotel, para ver se enxergava um velhinho que ia cantar músicas de antigamente. Pior ainda: barbados já se postavam em fila ao relento, há dois dias, para assistirem ao show da figurinha. Qualquer macho normal, ao invés de perder tempo esperando um marmanjo velho, iria para um motel com a gata própria ou a gatinha disponível do vizinho.

Esse macaco humano que cultua carne, osso e barro forma a maioria, contra qual é inútil qualquer apelo à razão, à sensatez.  Essa maioria não vive sem os bezerros de ouro que as corporações religiosas e a mídia lhe metem goela abaixo. E delas se origina a massa amorfa, servil, chamada povão, que serve, na medida, à ambição dos poderosos.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

PLANETACHO
Então ficamos assim...
O TEMPO
Choveu tanto esta semana que já há suspeitas de que a Odebrecht ganhou a licitação da Arca.

HINO
No show de Paul Mc Cartney na sexta, ao invés do Hino Riograndense na abertura, foi interpretado Help. O que, nas atuais circunstâncias, dá no mesmo.

NO ESPORTE
Nuzman renunciou ao cargo no COB depois de 22 anos. Nas redes sociais esta semana foi destacada sua obsessão pelos esportes. Começou pelo vôlei e terminou no xadrez.

PREOCUPAÇÃO
O Governo Temer está preocupado com a perspectiva de que o crime organizado participe das eleições de 2.018. Isso tornaria o pleito uma guerra de facções.

A FASE
Tem gente vendendo fogão para comprar botijão.

DATA
A situação do professor no Brasil é tão complicada que até mesmo o seu dia teve uma hora menos.

ECOLOGISTAS
E o Senado, apesar de todo o desmatamento na Amazônia, faz de tudo para preservar o abominável homem das Neves.

TABELA
Quem está achando caro o preço de um botijão de gás é porque não sabe quanto está custando um deputado.



sexta-feira, 13 de outubro de 2017

AS BALADAS DO AÉCIO E A EMBANANADA DA CARMEN
João Eichbaum

"Ao Poder Legislativo, a Constituição outorgou, pela regra de seu art. 53, § 2º, apenas o poder de relaxar a prisão em flagrante, forte num juízo político. Estender essa competência para permitir a revisão, por parte do Poder Legislativo, das decisões jurisdicionais sobre medidas cautelares penais significa ampliar referida imunidade para além dos limites da normatividade que lhe é própria, em ofensa ao postulado republicano e à própria independência do Poder Judiciário" - disse em seu voto ontem o ministro Luiz Fachin, para manter o Aécio longe das baladas.

Talvez nem fosse necessário dizer que isso é da lavra do Fachin. Suas decisões têm revelado uma desconcertante dificuldade no trato com o vernáculo. A redação confusa, obscura, trai seu autor, não só pelo estilo andrajoso, como pelo atropelo às regras gramaticais.

O texto inicia com um objeto indireto: “ao Poder Legislativo”. E logo o objeto é separado do verbo por uma vírgula. Essa vírgula, desnecessária, fez falta, porém, mais adiante. Ela devia ser empregada para separar “medidas cautelares penais” do verbo “significa”: esse se refere ao infinitivo impessoal “estender”, que produz o sujeito indeterminado.

Mas, os revezes infligidos por Fachin ao seu texto não se limitam à pontuação. Seus conhecimentos de gramática passam ao largo de primárias regras, como as que conceituam o adjetivo e definem o seu uso. Não é preciso ser mestre em linguagem para se entregar à perplexidade, deparando o adjetivo “forte” ao lado do complemento circunstancial de modo “num juízo de valor”. A que substantivo estaria atrelado o mencionado adjetivo?

Ora, já foi dito mil vezes que a linguagem é o instrumento de trabalho dos operadores do Direito. Se esse instrumento é mal utilizado, não se atinge a finalidade perseguida pela ciência jurídica. É o mau emprego do vernáculo que deságua em orações do tipo “significa ampliar referida imunidade para além dos limites da normatividade que lhe é própria”: um amontoado de palavras que mergulham no charco da ambiguidade.

Desossada, a peça do Fachin se transforma num instrumento obtuso, divorciado da linguagem acadêmica, que deveria ser a marca de todas as decisões judiciais.

Mas, os demais discursos de ontem no STF, todos sem objetividade, prolixos, alguns sem lógica, outros sem fundamentação adequada e até com recheios de fofocas, acabaram empobrecendo a dialética. Não deu outra: na hora de concluir o quê e como haviam decidido, Carmen Lúcia se embananou e produziu pane no intelecto dos ministros.

A proclamação do julgamento foi enjambrada por Celso de Mello. Não fosse isso, teria ido parar nos anais da vergonha o veredicto.  Como resultado, a sorte do Aécio e suas baladas foi jogada no colo dos senadores, às vésperas do dia da criança.





quinta-feira, 12 de outubro de 2017

É, BEBÊ, MAMÁ NA GATA OCÊ NUM QUÉ

Carlos Maurício Mantiqueira*
Aproveitando o ensejo, o título correto do artigo anterior é TRAQUES E TRAQUEJO.

Que melhorem a qualidade do corretor de texto é meu maior desejo.
Outra saída não vejo.

Na república sarambé, todo político tem chulé.

A fedentina vai do teto à parquetina.

Chá com bolinhos de araruta pro lanchinho dos filhos da rima.

Com jeito melífluo e esquivo, praticam rigor seletivo.

Que o castigo não lhes tarde. Do arrogante ao covarde, verão que o traseiro arde.

Lágrimas de crocodilo verterão, antes que chegue o verão.

Irresponçáveis, não respeitam a felina; até agora escondida no mato, já lhes deu um ultimato.

Lindo o verbo “impor” , adequadamente empregado para advertir quem sempre nos tratou como gado.

Quem cochicha o rabos espicha; quem reclama o rabo inflama.

Pediram socorro ao Obama. Darão seu nome ao morro da rocinha (ou alemão) ?

O gringo bocó não entendeu que entrou na contramão.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.


Fonte: Alerta Total

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

PENSAMENTOS DO RUI ALBERTO*

Desculpem mas não me conformo com as diferentes reações face à carnificina de Las Vegas. Isto vem a propósito da pergunta que sobreviventes estão fazendo: - Por que eu?
1- Quem atirou deve ter feito pontaria para onde havia maior aglomeração de pessoas. Quem estava em pontos mais "ralos" deve ter tido maiores chances de escapar . Quem não estava no Show ou nem passou perto, não foi atingido... Quem preferir segurança não deve frequentar países "de risco", e muito menos concentrações de massas humanas.
2- As balas não foram disparadas de forma a escolher o alvo...Foram rajadas. Um cálculo matemático (leis das probabilidades) em função das rajadas e intervalos pode chegar a valores iguais ou próximos do número de mortos, feridos com maior ou menor gravidade. Ninguém foi escolhido para uma coisa ou outra,
3- Quem percebeu primeiro o que estava acontecendo, se protegeu. As rajadas caíram sobre os outros.
4- Em nenhum momento foram escolhidos os maus pra morrer por castigo. Nem os bons pra irem para o céu juntar-se a Deus.
5- As leis das probabilidades e as capacidades físicas de cada um, bem como a distribuição e concentração de gente determinaram a "sorte" de escapar, ou o azar de ser atingido, com maior ou menor gravidade.
6 - A força do vento não deve ter influenciado a direção das balas.
7- Não há certeza de que Deus , seja ele qual for, saiba deste ataque, ou o tenha influenciado, ou sequer que tenha escolhido as vítimas.
8- Como sempre os que se salvaram deram "Graças a Deus", os feridos se perguntam "Porquê eu", os mortos devem estar decepcionados com Deus e se pudessem ser ouvidos estariam dizendo: Eloi, Eloi, lamá sabactani.?

Evite ficar num lugar com aglomerado de pessoas em países de risco. Fique longe das drogas, da Rocinha, Vidigal e qualquer favela.

*Leia mais em "bar do chopp Grátis"...