segunda-feira, 20 de novembro de 2017

        PLANETACHO
Enquanto isto...

TUDO EM CASA
E um ex-assessor diz que contava dinheiro vivo na casa da mãe do Geddel. A defesa tentará provar que era na casa da mãe Joana.

O PARTIDO PARCELADO
O PSDB anda mais dividido que o salário do funcionalismo público no governo Sartori. No último encontro saiu até um “fora Aécio”

CHEIO DE DEDOS
Polícia Federal vai usar biometria do eleitor para emitir passaporte. Biometria poderia ser usada também nas delações premiadas, mas seria o cúmulo da deduração.

PENSANDO BEM
Se tem fantasia na ópera, imagine no baile funk no Rio de Janeiro, que vive em meio a tiroteios.

FIM DE ANO
As redes sociais não poupam a Globo depois das denúncias de corrupção no futebol. Estão dizendo que até vão mudar a letra da música do tradicional clipe de final de ano: Hoje a cela é minha, hoje a cela é nossa, é de quem quiser...

REI REY
O cirurgião plástico brasileiro de Hollywood e apresentador de TV Robert Rey também estará na disputa pela presidência em 2018. Será pelo Prona do finado Eneias. Se o regime fosse a monarquia, Rey seria imbatível.

LENDAS

... tem a daquele político que quando soube que seria julgado por Gilmar Mendes, deu folga para o advogado... 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

A FEIRA DAS VELEIDADES
João Eichbaum

Antes que os livros impressos desapareçam definitivamente, a sobrevivência da Câmara do Livro é garantida pela vaidade. Em Porto Alegre, como em qualquer lugar do mundo, há uma panelinha de muitos escrevinhadores e alguns escritores que sustentam aquela instituição.

Entra ano e sai ano, são sempre os mesmos. Do círculo fechado, que os separa do mundo, surgem os “patronos” da Feira do Livro, os “escritores” convidados, os painelistas, conferencistas, debatedores, contadores de histórias, etc.

Para a sorte da Câmara do Livro, existe a vaidade. Quem é que não gosta de aparecer, de bancar o intelectual, de dizer que escreveu um livro? Ou que participou de um “painel” ou debate, nessa vitrine do charme intelectual?

Escrevinhadores, que se têm por escritores, reúnem amigos e parentes para lhes mostrar seus dotes intelectuais. Por mais indigestos que sejam os títulos ou o conteúdo dos livros, a amizade e o parentesco garantem número na fila dos autógrafos.

Você aí, já leu algum livro de um  tal de Mia Couto, moçambicano? Gostou? Ah, não sabe quem é? Pois, diz-se que havia um auditório lotado, para vê-lo, ouvi-lo ou, quem sabe, se deixar bolinar pelo cara. Mas, na falta de bons escritores brasileiros, qualquer um de fora ganha viagem, cama e comida, por conta não se sabe de quem...

Você se lembra de um tal de “O Pequeno Príncipe”? É. É exatamente aquele livrinho que tinha status de enciclopédia para candidatas a miss. Não. O livro não tinha nada a ver com bundas e peitos de silicone. Mas tinha uma frase cheia de charme: “o essencial é invisível aos olhos”, que ninguém consegue explicar pra que serve na vida.

Pois esse livro, ultrapassado, com uma linguagem pueril escrita para adultos, nos dias de hoje serve mais para distrair a parvoíce do que para destravar a sabedoria. Mas encontrou espaço num “painel”, ou coisa que o valha, na Feira.

Pois assim é a Feira do Livro, esse teatro multifário de veleidades, onde aparecem Assembléia Legislativa, Tribunais, Senado Federal, Bancos, emissoras de rádio...Mas lá está também o povo, que não costuma entrar em livrarias, dando um empurrãozinho nas letras.

Ele ignora as vaidades que sustentam a Feira. Mas, os belos fins de tarde primaveris, na praça da Alfândega, oferecem paisagem e clima para encontrar amigos e entornar um chopinho que, como se diz, faz parte. Isso tudo garante a sobrevivência da Câmara do Livro, pelo menos até o próximo ano, enquanto os livros não sumirem do mapa.



quinta-feira, 16 de novembro de 2017

NUVEM POR JUNO
Por ser nosso povo, em questões filosóficas, jejuno, espertalhões covardes passam a transmitir inverdades como se fossem dogmas.

A situação atual do país é tão grave que as forças armadas tem o dever moral e constitucional de intervir.

Sua atuação independe de qualquer novo respaldo popular.

Milhões já estiveram nas ruas em ocasiões anteriores. Elegeram no primeiro turno o prefeito da maior cidade do país (fato inédito até então) o candidato que menos se parecia com “político”.

Perplexo e surpreso o povo constatou que o eleito foi o melhor fingidor. Manteve as odiosas medidas do burgomestre anterior: fechar a avenida Paulista aos domingos, penalizando a vida de todos os moradores dos bairros próximos, que tem enorme dificuldade para cruzá-la. Agora, pensa em restabelecer a inspeção veicular de araque.

A inação dos militares trará duas consequências: uma boa e outra má.

Milhões de brasileiros continuarão morrendo por balas perdidas; na porta de hospitais precários ou vítimas das drogas.

Isto aumentará de tal forma a indignação dos homens de bem que acarretará o surgimento de magnicídios.

Vejam a ópera “Don Giovanni” de Mozart e compreenderão que o castigo um dia chega.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Fonte: Alerta Total

terça-feira, 14 de novembro de 2017

PENSAMENTOS DO RUI ALBERTO*
A Inglaterra quer sair da União Européia porque como disse uma célebre desconhecida chamada Seraphima Kennedy, nasceu pobre em Kensington e Chelsea e nada mudou. Ou seja, os ingleses entraram para a União Européia, trabalharam todos esses anos e continuam na mesma. Para piorar, este Natal vai ser duro porque corre uma inflação por lá...
Portugal deve os olhos da cara para o FMI, um Banco desapareceu com os depósitos dos emigrantes, empresas foram vendidas ao desbarato, pegaram fogo no país inteiro, roubaram armas dos depósitos do exército... Um descalabro, um pandemônio sofridamente calado... O orgulho não permite que apareça uma Seraphima Kennedy. Ela continua pobre. Os portugueses vivem sub-pobres. A maioria ainda pensa que é rico, do primeiro mundo.

Estados Unidos cheios de tarados e o Brasil cheio de corruptos.Não temos pra onde ir, sem ficar arrombados e sem dinheiro. Tchau, Disney...

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QUANDO O FRUTO DO VENTRE NÃO É BENDITO
João Eichbaum

A paixão, como tudo na vida do animal humano, tem seu prazo de validade. Tanto a paixão de longo curso, que leva ao casamento, como a paixão efêmera, que arrasta para o acasalamento, depois de algumas cervejas num bailão da Scharlau.

E para cumprir a prazerosa missão de perpetuar a espécie, de que nos incumbiu a natureza, o tempo propício é o da paixão. Pouco importa se ela é acidental ou de longo curso. Só há uma condição fundamental: o cio da fêmea.

Estando no cio, a fêmea se entrega porque quer e sabe, de antemão, qual será o resultado. Mesmo que seja fruto de uma noite ou de um acaso qualquer, ela abraça, ama, amamenta, cria com dedicação esse resultado, a expensas próprias, ou à custa de uma pensão alimentícia.

Mas, se ela não se entregou e foi coagida, dominada, abusada, vilipendiada, sob ameaça de morte ou sob tortura, sua dignidade dá vazão ao nojo, à repulsa, à revolta e – por que não? – ao ódio contra o bandido que nela aninhou os dejetos de sua animalidade.

Em qualquer sociedade civilizada, nenhuma mulher pode ser obrigada a conviver com o vilipêndio. Mas, essa regra de respeito ao ser humano não tem força para se impor à mentalidade de energúmenos, que sucumbiram à lavagem cerebral de superstições religiosas.

Por 18 votos contra um, a comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou texto de reforma constitucional que estabelece a concepção como “começo da vida”. Tal disposição, provinda da cachola de um tal de Jorge Muladen, do DEM, repercute diretamente no Direito Penal, transformando o aborto em “crime contra vida”.

Nessa comissão, composta de 33 membros, mais de vinte são evangélicos. O único voto contrário foi da deputada Erika Kokay, do PT. O projeto se destinava à extensão do período da licença-maternidade, para mães de prematuros. Mas foi estragado com água benta.

Para sustentar o disparate, o deputado pastor Eurico, do PHS, abriu a boca exaltada e cheia de dentes, expelindo adjetivos alusivos a folclóricos espíritos, criados pelo imaginário popular: “a defesa do aborto é diabólica, satânica, não queremos uma destruição em massa de inocentes”.

“Destruição em massa de inocentes”, segundo a mitologia cristã, ocorreu em Belém, (Mt, 2:16-18) por ordem de Herodes, enquanto o menino Jesus era levado, são e salvo, para o Egito, por sua mãe Maria e o padrasto José. E Javeh, o deus mitológico da bancada evangélica, nada fez para impedir a matança. Agora, que Jesus Cristo está rendendo dízimos, querem legalizar o imoral.



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

PLANETACHO
Enquanto isso...

VADE RETRO
O papa Francisco declarou esta semana que missa não é lugar de espetáculo. Sua santidade praticamente excomungou os telefones celulares.

TÁ BEM ASSIM
Imagine o enredo de um faroeste em que Billy the Kid é quem escolhe o xerife da cidade...

VALE TUDO
Noticiário de Internet vale tudo. Um site noticiou um dia destes que em um parque da Cantábria, no norte da Espanha  “peido de hipopótamo deixa três hospitalizados”

CORRESPONDENTE
Vazou um vídeo na Internet esta semana com o âncora do jornal da Globo fazendo um comentário racista. A emissora o afastou no mesmo dia. Pelo jeito o Waack foi pro brejo.

2018
Decidido, Luciano Huck encomendou pesquisas para saber quais são as suas chances como candidato à presidência. Podia ser pior. Se o candidato fosse o Faustão, haveria superfaturamento até com a faixa presidencial XG.

OLIMPO
O feriado da Proclamação da República é na quarta-feira. Mas isso só para as pessoas normais. Os deuses do Olimpo do Congresso Nacional começaram um feriadão na sexta passada...

NETO
Aécio Neves destituiu Tasso Jereissati da Presidência do PSDB, gerando mais um racha no partido. Uns dizem que Aécio é neto de Tancredo, mas tem gente que jura que é de Eurico Miranda.


sexta-feira, 10 de novembro de 2017


SEM PROBLEMAS: TROCA-SE O XERIFE
João Eichbaum

Um dos conceitos mais falsos que existem no sistema político é a chamada democracia. As ditaduras e as oligarquias são o que são, não se escondem. A monarquia é mais uma palhaçada do que uma verdadeira forma de governo: o rei e a rainha são a cereja do bolo e o povo é o bufão.

Mas, a democracia é a mais deslavada mentira. Foi inventada para iludir o povo. E isso não é de agora. Vem da sua origem. Da Grécia. Para dar o fora na elite dominante, alguns filósofos expertos inventaram o tal de “governo do povo pelo povo”.

Governo pelo povo, uma ova. Quem assumiu o governo foram os mais antenados. O povo, o povinho, a plebe, ou o povão – como queiram – ficou de fora. Só os “cidadãos” podiam votar e ser votados.  Escravos, mulheres e estrangeiros não entravam nessa.

Nos últimos tempos, desde que a religião do socialismo ortodoxo se estabeleceu no Palácio do Planalto, para lá levada por Fernando Henrique Cardoso, a democracia do Brasil está assim definida: enquanto a maioria trabalha e constrói, a minoria, ou seja, a vagabundagem, destrói, a pretexto de protestar. E assim vai a vida.

Em nome dessa mentira o Estado se agiganta, se intromete em tudo, toma o lugar da própria família, que é o cerne da sociedade.  A liberdade de pensamento e de opinião, embora seja garantia constitucional, não conta para os donos da democracia. Acima desse direito estão os direitos dos outros, os chamados direitos humanos, que privilegiam classes, tendências, costumes libertinos e condutas não aceitas pacificamente pela maioria.

Hoje, no Brasil, quem manda são as “minorias”. E nessas minorias se incluem os rufiões da pátria que, ao invés de arrumar amantes argentinas, preferiram se transformar, eles mesmos, no próprio Estado: “l‘État c’est moi” (o Estado sou eu). Então, com o dinheiro da prostituição política, compram consciências e seduzem “aliados” para a formação da “maioria”, que faz o que eles querem.

Dentro desse sistema “democrático”, um presidente acusado de corrupção usa o Estado como instrumento de defesa: leiloa cargos e verbas em troca de votos que afastem de si o braço pesado da Justiça. Além disso, autorizado pelo sistema “democrático”, escrito e consagrado nos princípios constitucionais, escolhe seus acusadores e vai faceiro e feliz participar de sua posse.

E a “democracia” não para por aí, porque é imensa e abrangente. Se aparecem, por exemplo, 41 milhões de reais num apartamento e a polícia começa a chegar nos ladrões, troca-se o xerife. Isso é democracia: o povo que vá à merda!









quinta-feira, 9 de novembro de 2017

REPÚBLICA DOS CAGÕES

Carlos Maurício Mantiqueira*
A classe política, para o povo brasileiro, caga e anda.
É tão obtusa que ignora a hipótese de explosão da indignação popular.
Autoridades prevaricam à luz do dia. Toleram invasões e depredações de propriedades particulares. Propiciam um desabastecimento alimentar em consequência dos atos criminosos cometidos.
O planalto verá a qualquer momento, a cristalização da fúria do homem de bem.
O desgoverno purgante é um fiasco. Nem para libertar uma “escrava” serve.
O escárnio é de tal maneira afrontoso que um arqui-traidor pede a seus fantoches teleguiados, que abandonem o barco.
Tanto faz; o rombo no casco é de tal magnitude que a Onça será obrigada a tomar uma atitude. Se não o fizer, perecerá com a Pátria.
Acabou-se a era do fingimento. O bom-mocismo e o patriotismo de fancaria chegarão ao fim um dia.
Que os heróis alimentem-se de fibras. Caso contrário seus dejetos serão líquidos e intermitentes.
A pseudo-epopéia, uma diarréia.
Para um observador sóbrio, o jactado orgulho tornar-se-á opróbrio.
Ainda há tempo para escolha. Ou mais laxante ou rolha.
Que mais precisa acontecer pra felina se enfurecer ?

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.
Fonte: Alerta Total



quarta-feira, 8 de novembro de 2017

PENSAMENTOS DO RUI ALBERTO*

7 de novembro de 1917... Saiu o povo para as ruas junto com os restos do exército russo, maltrapilho e maltratado, que voltava da zona da primeira grande guerra. Em sua simplicidade ignorante, o povo acreditava que pegava as riquezas dos ricos, dividia tudo irmãmente entre si, e a vida seria um paraíso (se fizéssemos isso hoje, cada um dos mortais deste planeta receberia cerca de 60 dólares por ano e morreria de inanição)...
Fizeram uma revolução e em seu nome o mundo se andou matando: A revolução comunista. Não deu certo em nenhum país deste mundo e arredores, mas os líderes ficaram muito tempo no poder... O poder em troca de nada material, apenas o poder, assim como entrar numa igreja Batista, matar 26 e depois se matar.... O prazer de impor a vontade...
Continuo sem entender como ainda existe o PCdoB se os únicos simpatizantes o fazem pra receber financiamentos sem precisar trabalhar e são tão poucos que nem representam 3% da população quando muito...
Pior ainda.... A Rússia, país em que surgiu o comunismo não vai comemorar nada... PORQUE NÃO HÁ NADA PARA COMEMORAR: SÓ MATARAM GENTE BOA.

Pra quem passa pelo meu perfil de vez em quando, lá vai mais uma demonstração de que meu "feeling" para a geo-política anda bem norteado....
A Alemanha tem planos para o caso da União Européia fracassar e os ingleses, que estão de saída, rezam para o Reino Unido também os ter...
Vou mais longe... Desde quando fundaram a União Européia a partir do núcleo do Benelux, se sabia que um dia acabaria... E que uns ganhariam e outros sairiam perdendo... Ainda eu estava em Lisboa, em 1990-1994 e achava exatamente isso... Falava-se em União a duas velocidades... Claro... Quem pensou que poderia acompanhar a corrida da Alemanha, França, Inglaterra, era idiota... Idiota de esborrachar o sorvete na testa.
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terça-feira, 7 de novembro de 2017

PRECONCEITO
João Eichbaum

Thaís Nicoletti, em artigo publicado na Folha de São Paulo, critica a decisão (que chama equivocadamente de “opinião”) do desembargador federal Carlos Moreira Alves, na qual o magistrado considera ilegal a desvalia do Enem emprestada à redação que desrespeitar “os direitos humanos”.

O desembargador encara tal restrição como ofensa ao direito de expressão, assegurado pela Constituição Federal. Segundo ele, o candidato não deve ser privado do ingresso em instituições de ensino superior caso a opinião manifestada “venha a ser considerada radical, não civilizada, preconceituosa, racista, desrespeitosa, polêmica, intolerante ou politicamente incorreta”.

Dizer que alguém tem o direito de não gostar de homossexuais, de negros, de mulheres ou de judeus, por exemplo, é fazer apologia do preconceito. O preconceito, no entanto, é sempre uma premissa falsa”, afirma a articulista da Folha.

Sua afirmação é fraca e insignificante, porque vem desacompanhada de fundamentação. Trata-se de uma conclusão sem premissas. E, pior do que um silogismo com premissa falsa, é um silogismo sem premissas: não passa, isso sim, de uma opinião descomprometida, como a de um motorista de táxi.

Quer dizer, a articulista forma um juízo sem argumentos, ao contrário do magistrado, que se sustentou na lei. Em outras palavras, a moça está sendo preconceituosa, porque o preconceito, a partir de sua raiz etimológica, outra coisa não é senão um juízo preconcebido, destituído de razões.

O vocábulo “preconceito”, nos dias de hoje, se vulgarizou de tal modo que é empregado como sinônimo de “antipatia”. Ele é exposto ao ridículo, que lhe destina a ignorância. E a distorção do sentido acaba sendo preconceituosa. Não gostar de judeu é considerado preconceito. Mas, não gostar de argentino não se enquadra na mesma ideia.

Enfim, o desconhecimento do verdadeiro sentido do vocábulo leva a um círculo vicioso, que lembra duas víboras se devorando mutuamente: por puro preconceito, se tem como preconceituoso quem não gosta de judeu. Ou seja, quem é tachado de preconceituoso também se torna vítima de preconceito.


Na verdade, ilegal é o ato discriminatório e não o preconceito, quer no sentido etimológico, quer no sentido vulgar. A expressão fundamentada de um juízo de valor, desde que não implique ato discriminatório, é uma garantia constitucional, sim, senhores. E o Ministério da Educação não pode proibir o que a lei permite: art. 5º, inc. II da Constituição Federal. Enfim, mais do que preconceito, seria crime amordaçar alguém, sob ameaça de sofrer dano (zero na redação).

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

PLANETACHO
O resumo da ópera
CINEMINHA
 A prisão onde está o Sérgio Cabral não tem carcereiros. Tem lanterninhas.

ENTÃO
São tantas mordomias para Sérgio Cabral que ele se recusou a ir para a prisão domiciliar. Dizem que a tela do ex-governador é maior que a cela...

CAE
Caetano Veloso foi impedido de cantar para os sem-teto esta semana pela Justiça. Os sem-teto acabaram ficando também sem show.

GRAU DE DIFICULDADE
Os comentários são de que o advogado de Lula está indignado com a imprensa internacional, que anda considerando a defesa de Grohe uma das mais difíceis da história...

BONNER E O BÔNUS
E a Fátima Bernardes arrumou um namorado que faz oposição a Temer e chamou a Globo de golpista. Ela fica bem confusa quando perguntam como foi que aconteceu este Encontro...

DESUMANO
Pois esta semana a Ministra Luislinda Valois, dos Direitos Humanos, enviou solicitação ao governo para acumular salário de ministra com a aposentadoria de desembargadora. Ela ficaria com um salário de R$ 61 mil. Atualmente, a ministra recebe por mês R$ 30.400,00, o que ela considerou salário de trabalho escravo para o escândalo da nação...

LOUCURA, LOUCURA

Luciano Huk vem aí!!!Pode se falar tudo, menos que ele não tenha um programa definido...

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

PENSAMENTOS DO RUI ALBERTO*


Nada nos trinques
O problema dos trens sempre foi esse: Você vai nos banheiros, larga dois quilos, puxa a descarga, e cai tudo nos trilhos, que depois seca e os micróbios comem... O problema é quando o trem está na estação...
Depois vem aquela turma e pergunta se está tudo nos trilhos... Quem percebeu, diz que está tudo nos "trinques" ...
Nos trinques, Temer... Nos trinques... Nos trilhos nada !!!!!

William Golden nasceu em 1911, entrou para a marinha britânica, participou da caça ao Bismark e em 1954 escreveu "O senhor das Moscas" em que rapazes se encontram numa ilha após ataque nuclear e queda de seu avião, e se matam uns aos outros como os ratos das experiências de Pavlov... Pelo conjunto da obra ganhou o prêmio Nobel.
Entre o legado de seus papéis a confissão de que tentou estuprar uma menina de 15 anos. Ele fazia experiências com alunos em sala de aula, tentando reproduzir a situação de seu livro...
No mais era um velhinho simpático que morreu em 1993 de coração cansado

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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Parte inferior do formulárioO ARTICULADOR
João Eichbaum
 O pai dele havia fugido para o Chile, com medo dos militares. Lá se enamorou da irmã da namoradinha de um amigo. Por obra e graça desse cruzamento de raças e acasos, surgiu no mundo o Rodrigo. De certo com aquela cara, que até hoje tem, de bebê Johnson.

Aliviada a pressão militar, a família se fixou no Brasil, tendo o avô bancado emprego para o pai do Rodrigo e o aluguel de um apartamento. O resto, e mais tarde, ficou por conta dos eleitores cariocas, que proporcionaram ao chefe da família a graça de flutuar no nirvana da política, garantindo-lhe o presente e o futuro.

De modo que o menino, bancado pelos contribuintes, foi criado forte e feliz, como acontece às bem fornidas famílias de classe média alta, na Barra da Tijuca. Lá, cercado de muros e câmeras de segurança, ouvia os bramidos do mar e contemplava a lua fúlgida, a salvo dos descuidos de Deus.

Cursou os melhores colégios, o tradicional Santo Agostinho e o Padre Antônio Vieira, onde crianças da Rocinha não têm acesso. Repetiu o primeiro ano do segundo grau e acabou numa escola sem muito charme, chamada Impacto.

Nunca foi brilhante em coisa nenhuma. Mas, enturmado na elite, com amigos ricaços e influentes, vivia as noites cariocas e seus prazeres, embora confesse que, por timidez, (não seria por causa de sua cara de bebê?) não tinha muita sorte com mulheres.

Acabou não se formando em faculdade alguma, apesar de ter ingressado no curso de economia. Esteve nos Estados Unidos, estudando inglês, mas por pouco tempo. Entrou na política, fazendo dobradinha – sabem com quem? – com Eduardo Paes. Depois de deixar namorada, com qual tinha dois filhos, casou com a filha da segunda mulher de Moreira Franco, o Gato Angorá, sob apupos e protestos da população. Hoje, ele, o Angorá e o Eduardo Paes, respondem a investigações.

Com aquela cara, não leva jeito para peitar alguém. Na única vez que se permitiu brigar, levou a pior: um muxoxo do contendor, Nelson Jobim, ao som de um desdenhoso “guri de merda”, lhe deu fim à valentia.

Fornecido pela “Piauí”, esse é o perfil do chileno carioca que, desde a última semana, passou a dar as cartas na República. Foi ungido “articulador”. Temer conta com ele para aprovação das reformas que quer impor goela abaixo do povo, em regime de urgência, como se elas servissem para mudar o destino dos moribundos.


Não fosse o atávico espírito de mascate de Michel Temer, rifando cargos e verbas em troca de votos, quem estaria governando, ou desgovernando, o Brasil hoje seria ele, o gordinho com cara de bebê, o presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia.