quinta-feira, 21 de setembro de 2017

BASTA AOS IDIOTAS
Carlos Maurício Mantiqueira*

A porcada está perdida; a cerca foi feita com mourão de aroeira.

O pilantra que se vê ecurralado, sairá com o próprio ralado.

Como no cassino, o “croupier” já declarou: “Mesdames et messieurs, les jeux sont faits; rien ne va plus”.

Se a bolinha cair fora da mesa, ouvir-se-á o toque de tambor. É caso de se impor!

O surgimento das redes sociais na internet foi, ao mesmo tempo, uma bênção e uma maldição.

Primeiro porque comprovou nossa suspeitas de que Fulano e Beltrano são idiotas. Por outro lado aumentou a quantidade e a arrogância de imbecis que passaram a nos torturar com suas “filosofias” baratas, publicadas em nossos perfis.

Para cada risada, dez bocejos.

O finado cronista social Ibrahim Sued classificou, nos anos sessenta do século passado, três níveis da sociedade brasileira :
O “high society”; o café society e o “Inêscafé” society.

Agora temos um quarto nível: café tina, também conhecida como mídia amestrada, a soldo do melhor postor (ou impostor).

O inefável Gabriele D'Annunzio disse que os não latinos eram todos bárbaros. Fazia uma honrosa exceção para Nietzsche.

O planalto já deu o seu último salto. Pós era do Grande Assalto.

O judas ciário agora entrou em seu calvário. Ou dá ou desce!

*Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.




quarta-feira, 20 de setembro de 2017

PENSAMENTOS DO RUI ALBERTO*

1958
Mildred negra, preta, retinta.
Richard branco
Foram condenados a um ano de prisão na Virginia, que seria perdoado pela lei "boazinha" se deixassem a Virginia e não retornassem por pelo menos 25 anos.
Amor entre preto e branco dava merda...
Eles foram para Washington.
Quem não entende este tipo de "transgressão" acaba vendo heróis em Lula, em traficantes...
1958 é logo ali atrás...
Eu ??
Eu amo o que está por detrás e dentro da pele. Pode ser humana ou animal, uma pedra ou uma planta. O Universo é meu lar. Homens posso amar. tenho um filho e tive um pai e um tio. Pra transar só mulheres. Mãe é outro tipo de amor, assim como filha. A quem ama gente do mesmo sexo, desejo que seja feliz mas que não me mostre seu orgulho. Engula-o como o choro. Quem mostra orgulhos arrisca-se ao orgulho dos outros. Democracia é outra coisa. Aliás... Para quem acredita, Deus nem é nada democrático. No buraco da agulha dele é mais fácil passar camelo que um ser humano. Deus não é humano.
Mildred e Richard foram felizes para o resto da vida.
Os dois são meus heróis.
*Leia mais em "bar do chopp Grátis"...

 


 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

João Eichbaum

Na história do Supremo Tribunal Federal não se registram tantos pontos negativos como os dos últimos tempos. Críticas mordazes, comentários desairosos e indignação de juristas rasgaram o véu daquele tabernáculo. A justiça se banalizou, perdeu seus encantos, expôs sua nudez. Mas, mesmo nua, ainda se pavoneia com grandezas imaginárias.

Alguns ministros não têm preparo técnico: apanham do vernáculo, se embaraçam na dialética, resvalam em dificuldades no trato com algumas matérias do Direito. Outros ultrapassam os limites convencionais impostos à exposição pública e à vazão de opiniões pessoais.

Há os que viajam pelo mundo, quando deviam estar trabalhando, há os que mandam às favas a circunspecção e confundem sua pessoa com o Tribunal. O sentido literal da lei muitas vezes se submete a circunvoluções, que mais servem ao exercício individual do poder do que ao interesse público.

O julgamento da suspeição do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, arguida por Michel Temer, foi um episódio marcante nessa trajetória de declínio a que vem se entregando o Supremo Tribunal Federal. Mostrou que lá, cada um faz o que quer, porque não há lei, não há disciplina imposta ao indivíduo, para que ele contribua com a dignidade do grupo.

Gilmar Mendes estava no tribunal, mas não tomou parte da sessão, dando de ombros para o que dispõe o artigo 35, inc. VI da Lei Orgânica da Magistratura Nacional. Dias antes, abandonando-se à vulgaridade e descumprindo o inc. IV do mesmo dispositivo, tachara de “gestão de bêbado” a administração de Rodrigo Janot à frente da PGR.

Os tratos pessoais do ministro com Michel Temer e sua pública e notória antipatia para com Rodrigo Janot lhe comprometeram a isenção, o equilíbrio e a força moral para julgar. Então, ao invés de se dar por suspeito, se homiziou no gabinete: foi mais forte do que a lei, submetendo-a à sua vontade.

Sem disciplina e sem o apuro e a sensatez no cumprimento da lei, o luxo, a pompa e o ritual majestático não são suficientes para emprestar dignidade ao Tribunal. A dignidade está no homem e não na instituição, que se torna respeitável ou se deforma, a partir do comportamento dos indivíduos que a compõem.




segunda-feira, 18 de setembro de 2017

PLANETACHO

Farrapos da semana

As gravações do Joesley têm deixado membros dos três poderes mais assustados que velha em canoa

É tanta gente envolvida em corrupção que o povo fica com a boca mais aberta do que burro que comeu urtiga

E a economia segue mais devagarzito  que enterro de viúva rica

Dizem que Gilmar Mendes está mais nervoso que cascudo atravessando galinheiro

Com tanto escândalo, o eleitor fica mais perdido que cupim em metalúrgica

O Geddel ta mais enrolado que namoro de cobra

Enquanto isso, o emprego anda mais escasso que passarinho em zona de gringo

O Temer anda com cara mais amarrada que pacote de despacho

E quem ainda não foi descoberto anda mais escondido que orelha de freira


Enquanto isso, o país tá mais atirado que alpargata em cancha de bocha

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

O VERNÁCULO MALTRATADO NO SUPREMO
João Eichbaum
O ministro Edson Fachin mandou Joesley e Saud para a cadeia, destratando o vernáculo: “Trata-se de pedido de prisão temporária requerida pelo Procurador-Geral da República (fls. 02-14), com base no art. 1o, incisos I e III, l, da Lei 7.960/1989 em desfavor de Joesley Mendonça Batista, Ricardo Saud e Marcello Paranhos de Oliveira Miller, pelo prazo de 5 (cinco) dias”.
“Desfavor” é substantivo masculino, antônimo de “favor”. Algum integrante da área jurídica, ou de fora dela, conhece casos de prisão temporária “em favor” de alguém?
Ora, sendo “desfavor” o antônimo de “favor” e, não existindo a possibilidade de se decretar a prisão “em favor” de quem quer que seja, o substantivo perde sua natureza “ut oppositus sensus”. E, se deixa de ser empregado como antônimo, “desfavor” assume a condição de sinônimo de “desdém, desprezo, descrédito” etc...
Nesse último caso, perde completamente o sentido no texto de Fachin. Falta-lhe o termo correto, a palavra adequada. Só se pode pedir ou decretar a prisão de “alguém”, e não em “desfavor” de alguém.
Além de maltratar o idioma, usando expressão imprópria, a decisão de Fachin se enrosca num estilo árido, sinuoso, sem elegância, a ponto de deixar pendurado no fim do período, divorciado do adjetivo, o respectivo adjunto adverbial.
O vernáculo é, por excelência, o instrumento de trabalho de qualquer operador da área jurídica. O mau uso da linguagem, além de depor contra quem não se expressa corretamente, compromete o Direito como ciência, banaliza-o, joga-o na vala das coisas comuns, tira-o dos tratados, para transformá-lo em descomprometido linguajar de boteco.
Quem começa mal, não pode terminar bem. Analisada como expressão de um juízo de valor, a decisão de Edson Fachin revela pouca intimidade com a lógica. Emprestando à presunção o status de premissa, ela se embaraça num raciocínio truncado e sem a clareza que só o bom vernáculo pode produzir.
O povo festeja a prisão dos falastrões, mas os juristas se decepcionam com a pobreza de um silogismo mal construído. E cresce o descrédito no STF.


O VERNÁCULO MALTRATADO NO SUPREMO
João Eichbaum
O ministro Edson Fachin mandou Joesley e Saud para a cadeia, destratando o vernáculo: “Trata-se de pedido de prisão temporária requerida pelo Procurador-Geral da República (fls. 02-14), com base no art. 1o, incisos I e III, l, da Lei 7.960/1989 em desfavor de Joesley Mendonça Batista, Ricardo Saud e Marcello Paranhos de Oliveira Miller, pelo prazo de 5 (cinco) dias”.
“Desfavor” é substantivo masculino, antônimo de “favor”. Algum integrante da área jurídica, ou de fora dela, conhece casos de prisão temporária “em favor” de alguém?
Ora, sendo “desfavor” o antônimo de “favor” e, não existindo a possibilidade de se decretar a prisão “em favor” de quem quer que seja, o substantivo perde sua natureza “ut oppositus sensus”. E, se deixa de ser empregado como antônimo, “desfavor” assume a condição de sinônimo de “desdém, desprezo, descrédito” etc...
Nesse último caso, perde completamente o sentido no texto de Fachin. Falta-lhe o termo correto, a palavra adequada. Só se pode pedir ou decretar a prisão de “alguém”, e não em “desfavor” de alguém.
Além de maltratar o idioma, usando expressão imprópria, a decisão de Fachin se enrosca num estilo árido, sinuoso, sem elegância, a ponto de deixar pendurado no fim do período, divorciado do adjetivo, o respectivo adjunto adverbial.
O vernáculo é, por excelência, o instrumento de trabalho de qualquer operador da área jurídica. O mau uso da linguagem, além de depor contra quem não se expressa corretamente, compromete o Direito como ciência, banaliza-o, joga-o na vala das coisas comuns, tira-o dos tratados, para transformá-lo em descomprometido linguajar de boteco.
Quem começa mal, não pode terminar bem. Analisada como expressão de um juízo de valor, a decisão de Edson Fachin revela pouca intimidade com a lógica. Emprestando à presunção o status de premissa, ela se embaraça num raciocínio truncado e sem a clareza que só o bom vernáculo pode produzir.
O povo festeja a prisão dos falastrões, mas os juristas se decepcionam com a pobreza de um silogismo mal construído. E cresce o descrédito no STF.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

VIRTUDE E NÃO VIRTUDE

Renato Sant’Ana

Um dos personagens mais instigantes da literatura universal é o Príncipe Liév Nikoláievitch Míchkin: asceta e quixotesco, ele personifica o que pode haver de mais virtuoso num homem. Mas sua retidão de caráter, pureza de sentimentos e a desconcertante sinceridade, virtudes de um ser superior, colocam-no em conflito com a corrompida sociedade de Petersburgo (séc. XIX). Míchkin é personagem central do romance "O idiota", do magnífico Fiódor Dostoiévski, obra cujo título é uma ironia do autor. Como não pensar em Dostoiévski?

Depois do depoimento de Antonio Palocci, que dedurou Lula e Dilma, José Dirceu atacou: "É melhor morrer do que perder a dignidade e se tornar delator." Como quem diz: "é moralmente exigível que o criminoso tenha dignidade para não delatar seus companheiros". Mas os delatores da Lava Jato só praticaram os crimes processados precisamente por falta de dignidade... Aliás, Dilma Rousseff, antes de ser desmascarada, também censurava quem fazia a "delação premiada".

Palocci não traiu uma causa, mas ajudou a desvendar crimes. Se deixou mal os seus cúmplices, à Pátria fez bem. Logo, seu ato foi virtuoso, não indigno. O que não conta para Zé Dirceu, que, tendo de escolher entre o Brasil e os companheiros, elege a pandilha. E é de sua ideologia desprezar a verdade para favorecer o crime, se for conveniente ao partido. (É a lógica da esquerda revolucionária.)

Zé Dirceu é personagem paradoxal de sua própria ficção - dona de bordel pregando castidade. Ex-presidente nacional do PT e ex-ministro de Lula, sempre bajulando os pobres, ele ficou rico no governo. Condenado no mensalão, seguiu praticando delitos e ganhando muito dinheiro (inclusive na cadeia). Cumpre pena atualmente por condenação na Lava Jato. No discurso, ele incorpora as virtudes de Míchkin, enquanto sua vida dissoluta, numa comparação, faz a Petersburgo retratada por Dostoievski parecer uma sociedade angélica.

Agora acusa Palocci de haver sempre batalhado "pelos próprios interesses, não por uma causa coletiva", como se ele fizesse diferente. É que acusar o outro é um jeito de gravar no chip da militância: "eu sou o honesto que não trai o PT". O recado tem, pois, endereço certo: a lobotomizada raia miúda do PT, que necessita de crenças para seguir servindo e cuja cegueira de consciência ele fomenta com mistificações, fazendo-a acreditar em que Lula e Dilma, como os outros bandidos, não passam de vítimas, de perseguidos políticos, cordeiros inocentes.

Alejo Carpentier, precursor do "realismo fantástico", inquieta-se na eternidade: "Como foi que não imaginei um Zé Dirceu nem um PT?", pensa ele. É que a ficção petista e sua incrível capacidade de torcer os fatos supera a imaginação de qualquer romancista.


Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.


Fonte: Alerta Total

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

PENSAMENTOS DO RUI ALBERTO*

Sejamos práticos!!!!
Todo dia vivemos uma nova etapa... A cada hora,minuto, segundo... somos uma continuidade viva no tempo. Antes do nascer e depois do morrer não há nenhuma etapa para nós.
Aproveitemos então cada etapa...
Se quer ir na praia mas está chovendo e não quer se molhar, leve guarda-chuva. Se não quiser arriscar, fique numa igreja ou em casa em frente ao santo de barro de estimação, e diga a Deus para a chuva parar....


Memórias da "bandidage"
Na época da "repressão" - em todo mundo- batiam, torturavam, martelavam...FALA!!!! FALA!!!!! e morriam sem falar...
Agora são apanhados e falam pelos cotovelos. Eles mesmos, os bandidos, se gravam uns aos outros e pra não pegarem as gravações. mandam para o exterior...Que luxo!!!
Os heróis, ou melhor, "oszeróis" se subverteram e viraram bandidos que entregam os companheiros pra salvar pelo menos 70% do produto do roubo...
Dilma andou assaltando muitos bancos nas décadas de 60 e 70 e disse ao Lula:
- Rapazes! Eu não preciso de tanta grana... Fico só com jóias e diamantes, e uns beneplácitos régios...
Na foto o elemento de tortura mais usado, o pau-de-arara, ainda em uso até hoje.

*Leia mais em "bar do chopp Grátis"

terça-feira, 12 de setembro de 2017

UMA EXPLICAÇÃO, POR FAVOR!
João Eichbaum

Todo mundo agora sabe que a semvergonhice não tem tamanho, cor, dimensão, tempo de validade e duração. Depois da descoberta de cinquenta e um milhões de reais em espécie, hospedados num apartamento de Geddel Vieira Lima, desapareceu o espaço destinado à honestidade nas instituições brasileiras.

Enquanto milhões de brasileiros não têm casa para morar, o dinheiro de Geddel Vieira Lima estava bem guardado e acondicionado num apartamento, à prova de chuvas, ventos, trovoadas, Receita e Banco Central.

A Receita Federal, que tortura a todos quantos abaixo dela se acham, cobrando de quem trabalha e sua às bicas para ter o pão de cada dia, para pagar o aluguel ou a prestação da casa, para pagar IPVA, IPTU, condomínio,  farmácia,  plano de saúde, a escola das crianças e tudo o mais que a vida exige, a Receita Federal  tem alguma explicação aos honestos contribuintes sobre a dinheirama do Geddel?

O que faz o Banco Central, guardião mor do sistema monetário, por cuja lisura tem que zelar, imunizando o dinheiro, protegendo-o contra a ruptura de seu hímen pela lavagem criminosa?

E vocês, eleitores baianos, podem fazer o favor de explicar aos demais brasileiros quem é Geddel Vieira Lima? Donde saiu esse gordinho com cara de chorão abobado, que vocês colocaram na Câmara de Deputados nada menos de cinco legislaturas? Quem o teria levado para a vida pública? Não haverá ninguém melhor do que ele nessa terra de poetas, sambistas, belas mulatas de olhos verdes em praias mais lindas ainda, sem falar nas igrejas douradas e nos acarajés apimentados?

Estarão perfilados Exército, Marinha e Aeronáutica para explicar aos brasileiros honestos, que constroem esse país, quais foram os grandes e heróicos feitos de Geddel Vieira, que lhe renderam a Ordem do Mérito Militar, a Ordem do Mérito Naval e a Ordem do Mérito Aeronáutico? E que chamas andou apagando o gordinho chorão em Pernambuco, para merecer a Medalha do Mérito Bombeiro Militar?


Alguma vez na vida teria Geddel trabalhado? Trabalhado em quê mesmo?  Que artes mágicas ou feiticeiras teria ele usado para se projetar como figura digna de tantos galardões? Ou a única resposta que teremos será o silêncio vergonhoso de quem não tem coragem para falar de um menino doente?

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

PLANETACHO
Malas e falas

AZAR
 O gênio te diz para fazer apenas um pedido. Tu falas que quer ficar cheio de dinheiro. Ele te transforma em uma mala do Geddel.

SERTANEJO E TARANTELA
Maiara e Marisa que cantam “Toma aqui os 50 reais” estão pensando em processar o Sartori por plágio.

PILANTRAGENS
O Joesley Batista, depois das tais gravações, ficou sem saída: ou vai acabar dormindo na cadeia, ou no sofá...

IT
O palácio do Planalto desmentiu a notícia de que Stephen King estaria escrevendo uma biografia do presidente Temer.

ABC APOCALÍPTICO
O líder norte-coreano, Kim Jong-um se vangloriou de testes com a bomba H. Trump ameaçou com um exame final com o restante do alfabeto do seu arsenal.

A CURA
Um ano vendo o sol nascer quadrado e o ex-ministro Palocci se curou do problema da língua presa.

ENQUANTO ISSO
Um foi para a Alemanha e o outro para a China. O certo é que eles nunca vão para onde a gente manda...

VAMP
Quando o Palocci falou do pacto de sangue com a Odebrecht, Michel Temer revoltou-se: “como me deixaram fora disso”?

O MEU GURI

A mãe do Geddel disse que o filho não é bandido e sim doente...A genitora do cleptomaníaco compulsivo da moda no Brasil foi levar uma nesse$$aire na cadeia para o rebento...

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

CONVERSA DE BÊBADO
João Eichbaum
Em conversa que mais tinha de papo de bêbado do que de confabulação revolucionária, o antigo açougueiro Joesley Batista e o diretor executivo da empresa JBS, Eduardo Saud, insinuaram servilismo de ministros e comentaram com pitadas de malícia os encontros de três figurões do Judiciário e do Executivo.

Da conversa se extrai um trecho, que é mais picante pelo que não diz: "porque ele falou da Carmen Lúcia, da Carmen Lúcia que vai lá falar do... com a Dilma e tal, os três juntos, taltaltal. 'Ah, então ele tem mesmo essa intimidade?'. Os cara... falei não é mentira não".

Com a indignação de donzela ofendida, a presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia, botou a boca no trombone, cobrando providências da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República “para que sejam apuradas as citações feitas a ministros do STF, a fim de que não fique qualquer sombra de dúvida sobre a dignidade deste Supremo e a honorabilidade de seus integrantes...”

Só para lembrar: Joesley e Eduardo Saud foram premiados com isenção de processo penal, por haverem delatado meio mundo, inclusive o presidente Michel Temer. A delação, homologada pelo honorável STF, os deixou por aí, belos e faceiros, contando bravatas e botando dúvida sobre virgindades institucionais.

Não é necessário muito talento nem grau de doutor para reconhecer, na conversa dos dois, coisa de falastrões sem currículo intelectual, social e moral que lhes empreste credibilidade: não dizem coisa com coisa, da gramática só aproveitam as reticências.

Seus diálogos, embebidos em futilidade, sem um mínimo de conteúdo aproveitável, passam longe de qualquer ideia de conversa séria. Qualquer bêbado, em mesa de bar, jogando conversa fora, diria as mesmas besteiras. 

Mas, por qual razão, as conversas deles ontem, compradas com o benefício da delação premiada, tinham o poder de gerar provas inclusive contra o presidente e hoje machucam, causam estupefação e indignação? Donde extraem elas seu poder explosivo?


A resposta não pode ser outra: eles têm o dinheiro, essa força que compra, cala, amedronta o poder institucional, doma o arbítrio e cria rabo em figurões. Não é qualquer bêbado que consegue essa façanha.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

PENSAMENTOS DO RUI ALBERTO*

As idas de Gilmar Mendes à Suíça, a visita de Dilma à sede da FIFA do Blatter, o encontro com Lewandovsky em Lisboa... O encontro dos STFantes e dos presidentes deve ter tido bons motivos, porque supostamente deveriam estar aqui em casa trabalhando com tantos processos em atraso...
Tudo se vai esclarecer... E porque alguns poucos cientistas políticos, suporte de marqueteiros, parecem ter dois pesos e duas medidas, diferenciando assim os muito corruptos dos pouco corruptos sem parecerem perceber que os "pouco" se deve a que não tiveram as portas abertas para o "muito"...
Tem um que já bloqueei de minhas antigas "amizades" virtuais.

Ali Babá e Aqui Babá
Com essa mania de guardar dinheiro em casa por falta de confiança em laranjas, e para não deixar rastros em contas bancárias, provocam uma paralisação do capital de giro, uma retração da economia: O dinheiro não circula.... Considerando a "crise" mundial de 2008 até hoje, o mundo está guardando e imobilizando muito dinheiro em "grutas de Ali Babá" em todo mundo.
Ali Babá, Aqui Babá também

Vai ter festa... lá no meu AP... Pode aparecê ...
Antigamente alugava-se apartamento a que se chamava de "matadouro" pra levar o mulherio... Mas Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) amigo do Temer, vem fortalecer as certezas de que Temer é das maletas...
A festa é de acesso restrito


*Leia mais em "bar do chopp Grátis"...

terça-feira, 5 de setembro de 2017

O ÚLTIMO A SABER
João Eichbaum

O ministro Gorgolelino  Barbosa  não escondia o peito empinado nem por dentro da toga, que vestira por particular admiração do presidente da república. Falava arrotando sapiência com sua voz de trovão, e levava a vida sempre montado no saber jurídico que atribuía à sua distinta pessoa.

Sua excelência era metido a botar leme na jurisprudência de juízos e tribunais e botava seu olho de lobisomem na causa, quando era chamado a desenferrujar questões políticas, em favor de amigos do peito. Jamais carecia de competência, quando se tratava de desentalar o rabo de figurões que o tivessem.

Vai que, de certa feita, borrifou com sua assinatura uns papeis de habeas corpus com o poder de remover do banco do xilindró os fundilhos de uns senhores possuídos de muitos haveres e  exorbitâncias, donos duma dinheirama capaz de corromper até Satanás, caso fossem condenados ao quinto dos infernos.

O caso botou em alvoroço jurídico a Procuradoria Criminal que, por sua vez, mandou a polícia no encalço dos retrasados do caso, de não deixar uma repartição sem vistoria, não com relação à pessoa de sua excelência, mas com vista aos beneficiários da soltura.

Daí apareceram, na caderneta de endereços de um dos indigitados soltos, o nome e o telefone da excelentíssima senhora consorte do ministro. E botou a cabeça de fora também o caso de haver o mesmo indigitado expedido um ramalhete de flores em favor do distinto casal, o excelentíssimo senhor doutor Gorgolelino Barbosa e digna esposa, doutora Semiríade Temístocles Barbosa.

Acusado de favorecer amigos, o impoluto ministro empastelou a denúncia com o argumento de que macho não recebe flores: eu nunca recebi flores desse sujeito.


Mal sabia ele que as flores eram destinadas exclusivamente à sua excelentíssima e induvidosa consorte, a qual ele desatrelara dos deveres de virgindade, mediante o santo sacramento do matrimônio. Seu nome constava como destinatário das belas flores apenas como salvo-conduto de ocasião, para que não calhasse em sua pessoa uma suspeita pública e notória de cornice, coisa mal vista debaixo de toga.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

PLANETACHO

S.O.S
Com o Congresso Nacional esta semana sob a batuta de Fufuca, enquanto Maia toma conta da presidência da república interinamente, só nos resta um conselho: Corram para as montanhas!

INVASORES
Caso um disco voador pousasse, agora, ali na esquina e os extraterrestres ordenassem que fossem levados aos nossos líderes, certamente seria algo extremamente constrangedor...

A SITUAÇÃO
Pois se na Venezuela impera o chavismo, no Brasil de Maia e Fufuca vivemos tempos de Nhonhoismo.

NAS TELAS
Nos cinemas do país começou a ser exibido o filme sobe a operação Lava Jato que, segundo os críticos, é tão ruim que pode ser usado durante os interrogatórios de envolvidos como pressão psicológica.

NO ESCURINHO
Tem tanto público envolvido na Lava Jato que, durante as exibições do filme, além de pedir que os expectadores desliguem os celulares, recomendam que também coloquem as tornozeleiras no modo silencioso.

A MODA
A moda agora é os partidos trocarem de nome. Antigamente quem fazia esse tipo eram só os estelionatários...

 DO JORNAL
Criminosos assaltam candidatos em fila de entrevista para emprego...

Era só o que faltava...

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

O VERDADEIRO PODER

João Eichbaum

O Estado brasileiro não existe. O que existe são grupos que o dominam e dele se servem como instrumento de poder. A bandidagem explícita, aquela estabelecida no Rio de Janeiro, é um desses grupos. Seu poder, até hoje, não foi abalado. De Força Nacional, de Exército, e de outras enrolações políticas ela nem toma conhecimento.

A polícia...ah, essa ela tem na mão. A Força Nacional custa dinheiro, e o Estado do Rio de Janeiro está falido. Então o Crime a mata no cansaço. Enfrentar o Exército é moleza. O Crime, que vive uma guerra constante, é capaz de dar lições para um Exército que de guerra só conhece a teoria.

Agora, esse grupo, o da bandidagem explícita, (a implícita é outra coisa) acaba de mostrar, de forma também explícita, a força de seu poder, no Rio Grande do Sul, que exporta façanhas “para toda a terra”.

Na véspera do dia em que o governador do Estado se reuniria com o alto escalão do governo, para decidir quando depositaria míseros R$ 350,00 na conta dos servidores, a bandidagem mostrou seu poder.

Uma das facções, que dominam o sistema carcerário, expulsou 164 presos de uma das galerias do Presídio Central de Porto Alegre. Sim, expulsou-os, impedindo seu ingresso no prédio e os condenou ao relento, sem abrigo, sem condições de higiene, como animais abandonados.

E isso, por uma só razão: em represália ao assassinato de um líder, um dos reis do tráfico de drogas, que comandava o sistema carcerário de fora do presídio, livre e solto.

É claro que um governo que não sabe sequer administrar uma folha de pagamento, não tem força, não tem poder, não tem moral para se impor ao grupo que domina verdadeiramente o Estado do Rio Grande do Sul: o da bandidagem explícita.

Coisas que os bandidos resolvem sem agendas e sem comissões, o Estado do Rio Grande do Sul, a Superintendência dos Serviços Penitenciários, as Varas de Execuções Criminais, o Secretário da Justiça e Segurança e o Ministério Público não conseguem neutralizar com reuniões movidas a cafezinho e ar condicionado. Manda quem pode. Quem não tem competência, fica a ver navios, olhando para o Guaíba. Ou vai dançar na Expointer.


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

CÃOPASSO DE ESPERA

Carlos Maurício Mantiqueira*
Os amáveis leitores podem, se quiserem, tirar férias da coluna.

Vivemos uma calmaria. Os ventos só voltarão após o primeiro linchamento de algum urubu-rei ou porcão gordo.

Até lá, neca de pitibiribas.

Este pobre pensador está com ideia fixa: cães e onças.

Assim, o texto fica monótono, enfadonho, intragável.

Depois deste aviso, sinto-me liberado para usar e abusar da língua do cão.

Para mim é inCãocebível que dona Onça assista, impávida, a esculhambaCão geral, e se finja de distraída.

O canetador sorumbático só tem ministros surubáticos.

Sem tamancas, subiu no chinelo chinês. “Aqui pro ceis!”

Seu substituto eventual tem dúvida existencial: é pé de chinelo ou de chileno?

A tremebunda república está em, de bico, sinuca; não sei se é fofoca ou fufuca.

Quando alguém minha análise retruca, digo: Ainda não sentiste bafo quente na nuca?

É claro, bafo de Onça! Felina amável; atenta e respOnçável!
 *Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador
Fonte: Alerta Total