segunda-feira, 16 de outubro de 2017

PLANETACHO
Então ficamos assim...
O TEMPO
Choveu tanto esta semana que já há suspeitas de que a Odebrecht ganhou a licitação da Arca.

HINO
No show de Paul Mc Cartney na sexta, ao invés do Hino Riograndense na abertura, foi interpretado Help. O que, nas atuais circunstâncias, dá no mesmo.

NO ESPORTE
Nuzman renunciou ao cargo no COB depois de 22 anos. Nas redes sociais esta semana foi destacada sua obsessão pelos esportes. Começou pelo vôlei e terminou no xadrez.

PREOCUPAÇÃO
O Governo Temer está preocupado com a perspectiva de que o crime organizado participe das eleições de 2.018. Isso tornaria o pleito uma guerra de facções.

A FASE
Tem gente vendendo fogão para comprar botijão.

DATA
A situação do professor no Brasil é tão complicada que até mesmo o seu dia teve uma hora menos.

ECOLOGISTAS
E o Senado, apesar de todo o desmatamento na Amazônia, faz de tudo para preservar o abominável homem das Neves.

TABELA
Quem está achando caro o preço de um botijão de gás é porque não sabe quanto está custando um deputado.



sexta-feira, 13 de outubro de 2017

AS BALADAS DO AÉCIO E A EMBANANADA DA CARMEN
João Eichbaum

"Ao Poder Legislativo, a Constituição outorgou, pela regra de seu art. 53, § 2º, apenas o poder de relaxar a prisão em flagrante, forte num juízo político. Estender essa competência para permitir a revisão, por parte do Poder Legislativo, das decisões jurisdicionais sobre medidas cautelares penais significa ampliar referida imunidade para além dos limites da normatividade que lhe é própria, em ofensa ao postulado republicano e à própria independência do Poder Judiciário" - disse em seu voto ontem o ministro Luiz Fachin, para manter o Aécio longe das baladas.

Talvez nem fosse necessário dizer que isso é da lavra do Fachin. Suas decisões têm revelado uma desconcertante dificuldade no trato com o vernáculo. A redação confusa, obscura, trai seu autor, não só pelo estilo andrajoso, como pelo atropelo às regras gramaticais.

O texto inicia com um objeto indireto: “ao Poder Legislativo”. E logo o objeto é separado do verbo por uma vírgula. Essa vírgula, desnecessária, fez falta, porém, mais adiante. Ela devia ser empregada para separar “medidas cautelares penais” do verbo “significa”: esse se refere ao infinitivo impessoal “estender”, que produz o sujeito indeterminado.

Mas, os revezes infligidos por Fachin ao seu texto não se limitam à pontuação. Seus conhecimentos de gramática passam ao largo de primárias regras, como as que conceituam o adjetivo e definem o seu uso. Não é preciso ser mestre em linguagem para se entregar à perplexidade, deparando o adjetivo “forte” ao lado do complemento circunstancial de modo “num juízo de valor”. A que substantivo estaria atrelado o mencionado adjetivo?

Ora, já foi dito mil vezes que a linguagem é o instrumento de trabalho dos operadores do Direito. Se esse instrumento é mal utilizado, não se atinge a finalidade perseguida pela ciência jurídica. É o mau emprego do vernáculo que deságua em orações do tipo “significa ampliar referida imunidade para além dos limites da normatividade que lhe é própria”: um amontoado de palavras que mergulham no charco da ambiguidade.

Desossada, a peça do Fachin se transforma num instrumento obtuso, divorciado da linguagem acadêmica, que deveria ser a marca de todas as decisões judiciais.

Mas, os demais discursos de ontem no STF, todos sem objetividade, prolixos, alguns sem lógica, outros sem fundamentação adequada e até com recheios de fofocas, acabaram empobrecendo a dialética. Não deu outra: na hora de concluir o quê e como haviam decidido, Carmen Lúcia se embananou e produziu pane no intelecto dos ministros.

A proclamação do julgamento foi enjambrada por Celso de Mello. Não fosse isso, teria ido parar nos anais da vergonha o veredicto.  Como resultado, a sorte do Aécio e suas baladas foi jogada no colo dos senadores, às vésperas do dia da criança.





quinta-feira, 12 de outubro de 2017

É, BEBÊ, MAMÁ NA GATA OCÊ NUM QUÉ

Carlos Maurício Mantiqueira*
Aproveitando o ensejo, o título correto do artigo anterior é TRAQUES E TRAQUEJO.

Que melhorem a qualidade do corretor de texto é meu maior desejo.
Outra saída não vejo.

Na república sarambé, todo político tem chulé.

A fedentina vai do teto à parquetina.

Chá com bolinhos de araruta pro lanchinho dos filhos da rima.

Com jeito melífluo e esquivo, praticam rigor seletivo.

Que o castigo não lhes tarde. Do arrogante ao covarde, verão que o traseiro arde.

Lágrimas de crocodilo verterão, antes que chegue o verão.

Irresponçáveis, não respeitam a felina; até agora escondida no mato, já lhes deu um ultimato.

Lindo o verbo “impor” , adequadamente empregado para advertir quem sempre nos tratou como gado.

Quem cochicha o rabos espicha; quem reclama o rabo inflama.

Pediram socorro ao Obama. Darão seu nome ao morro da rocinha (ou alemão) ?

O gringo bocó não entendeu que entrou na contramão.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.


Fonte: Alerta Total

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

PENSAMENTOS DO RUI ALBERTO*

Desculpem mas não me conformo com as diferentes reações face à carnificina de Las Vegas. Isto vem a propósito da pergunta que sobreviventes estão fazendo: - Por que eu?
1- Quem atirou deve ter feito pontaria para onde havia maior aglomeração de pessoas. Quem estava em pontos mais "ralos" deve ter tido maiores chances de escapar . Quem não estava no Show ou nem passou perto, não foi atingido... Quem preferir segurança não deve frequentar países "de risco", e muito menos concentrações de massas humanas.
2- As balas não foram disparadas de forma a escolher o alvo...Foram rajadas. Um cálculo matemático (leis das probabilidades) em função das rajadas e intervalos pode chegar a valores iguais ou próximos do número de mortos, feridos com maior ou menor gravidade. Ninguém foi escolhido para uma coisa ou outra,
3- Quem percebeu primeiro o que estava acontecendo, se protegeu. As rajadas caíram sobre os outros.
4- Em nenhum momento foram escolhidos os maus pra morrer por castigo. Nem os bons pra irem para o céu juntar-se a Deus.
5- As leis das probabilidades e as capacidades físicas de cada um, bem como a distribuição e concentração de gente determinaram a "sorte" de escapar, ou o azar de ser atingido, com maior ou menor gravidade.
6 - A força do vento não deve ter influenciado a direção das balas.
7- Não há certeza de que Deus , seja ele qual for, saiba deste ataque, ou o tenha influenciado, ou sequer que tenha escolhido as vítimas.
8- Como sempre os que se salvaram deram "Graças a Deus", os feridos se perguntam "Porquê eu", os mortos devem estar decepcionados com Deus e se pudessem ser ouvidos estariam dizendo: Eloi, Eloi, lamá sabactani.?

Evite ficar num lugar com aglomerado de pessoas em países de risco. Fique longe das drogas, da Rocinha, Vidigal e qualquer favela.

*Leia mais em "bar do chopp Grátis"...

terça-feira, 10 de outubro de 2017

O PRIMATA ERETO E SEU FACEBOOK
João Eichbaum

Comecemos por dar nome aos bois. Nós, os homens, não somos um gênero, como muita gente diz:  “o gênero humano”. Não. Nós somos uma espécie, (para não dizer uma subespécie, da ordem dos primatas, chamada antropoide) que deriva do gênero animal.

Quer dizer, somos um tipo de animal. Somos um animal, que tem a capacidade de pensar, de criar, de raciocinar. Como todo o animal, temos instinto, mas numa taxa mínima, comparada à de outros animais, que a têm em expressiva intensidade.

Em compensação, temos a inteligência, que os outros animais não têm, e que nos ajuda a exacerbar o instinto de sobrevivência, comum a todo o gênero a que pertencemos.

Por termos inteligência, sabemos quem somos e o que queremos: somos alguém que quer o melhor para si. O nosso núcleo central, que é o egoísmo, exige isso.

Alguns de nós se destacam, porque são mais inteligentes e mais criativos, já que os graus de inteligência e criatividade variam de indivíduo para indivíduo. Como resultado, o vertebrado, mamífero bípede chamado homem, evolui.

Graças a essa evolução, dispomos da tecnologia de que foram privados nossos antepassados. Hoje temos, por exemplo, o facebook, que conseguiu nivelar a humanidade na capacidade de expressão. Hoje, cada indivíduo da espécie humana tem a virtual oportunidade de mostrar ao mundo quem é e o que quer. Do mais ignoto à maior celebridade, somos todos iguais, nesse item.

Então, de posse desse instrumento, cada um se mostra dono da sua verdade. Cada um tem a sua mania, cultiva valores próprios, ou gerados por um servilismo interesseiro. Política, religião, futebol, sexismo, status social, se diluem em paixões que botam o ego na frente, na primeira fila.

Quem nunca teve vez, agora tem voz. A expressão do pensamento deixou de ser exclusiva de jornalistas, apresentadores de TV, escritores, reis, presidentes, papas e demais celebridades. Cada um pode dizer o que pensa e, em o fazendo, mostra o que é.

 No geral, o que domina é a ignorância, (há quem ainda esteja mais próximo do “pithecantropus erectus” do que do “homo sapiens”) em cujo encalço segue a vaidade. Essa e aquela, além de outras fraquezas do ser humano, porém, provam que ele jamais será o que gostaria de ser. E a razão disso é muito simples: as deficiências inatas do gênero impedem a plena satisfação da espécie.

Ou seja: a espécie jamais será maior do que o gênero. Sem se dar conta disso, o “homo sapiens”, insatisfeito, frustrado, ruminando sua impotência, ainda espera pelas recompensas das divindades inventadas por seus ancestrais.




segunda-feira, 9 de outubro de 2017

PLANETACHO
O rei está Nuzman
A É...
 Cortaram a mesada e proibiram de sair à noite. Deve ser um tipo de pena que o STF aplica para filhinhos de papai...

A COISA TÁ FEIA
É inegável que a política no Brasil precisa de uma nova cara. Pois nesta semana o famoso cirurgião, Doctor Rey, lançou sua candidatura à presidência da República.

RECORDISTA
Carlos Arthur Nuzman tinha depositado na Suíça 16 quilos de ouro. Com esta quantia poderiam ser feitas 2.500 medalhas olímpicas de ouro.

PORÉM
Com uma visão bem otimista dá para se dizer que Nuzman ganhou mais ouro na última olimpíada do que Phelps e toda a delegação americana.

DEJAVU
O advogado de Temer declarou esta semana que as denúncias contra o presidente são golpe. Os advogados de Dilma o estão acusando de plágio.

POPULARIDADE
Aliás, o número de pessoas que aprovam o governo Temer não passa de 3%. Em termos de pesquisas, não dá para se dizer que isso é um apoio e sim uma margem de erro.

DIEGO
 Maradona está processando as filhas pelo desfalque do equivalente a 6 milhões de reais. “La mano de Dios” foi enganado pela “mano de las hijas”.



sexta-feira, 6 de outubro de 2017

PENA DE MORTE, SEM CONDENAÇÃO
João Eichbaum
A delação premiada, que sustenta as investigações da chamada Operação Lava Jato bem como as acusações e condenações dela decorrentes, já mostrou seu lado fraco e deixou muitas indagações no ar, com o caso do Joesley Batista.
Não é preciso ser psicólogo, para extrair daquele sujeitinho uma personalidade de não levar fé, com fortes tendências para o exibicionismo, temperada malandragem de quem conhece mais a vida do que a burocracia, e um olhar de terneiro desmamado, para seduzir incautos. O diálogo dele com Ricardo Saud, pontilhado de fofocas e mimimis, revela quem são os dois.
Tal foi o fiasco, que já estão sob suspeita as provas (provas?) atreladas àquela delação. E os delatores acabaram na cadeia, contaminando com alto grau de desconfiança todo o trabalho realizado pela polícia, bem como os benefícios concedidos pelo Ministério Público Federal aos parlapatões.
A avó remotíssima da Lei 12.850 é a “santa” Inquisição. Dos cruéis procedimentos daquela criminosa forma de arrancar confissões, os legisladores da Itália, da Alemanha e dos Estados Unidos só aproveitaram a tortura da prisão, porque o conceito moderno de Direito não permite espremer bagos em máquina de moer carne.
O Brasil não ficou para trás. A macaquice jurídica trouxe para cá essa ideia, que é um escárnio à visão científica do Direito. Apesar de todas as juras de amor aos direitos humanos e de todos os atrasos sociais que impedem os brasileiros de terem a mesma educação haurida nos países desenvolvidos, foi aprovada a Lei 12.850/13.
Aqui, como fomento à tortura da prisão, temos o espetáculo da mídia, o orgasmo da imprensa, que não tem o mínimo escrúpulo em dizimar reputações, aumentando o tamanho da humilhação, na proporção que diminui o caráter dos acusados por presunção: a prisão remove a mais cândida inocência.
 Já para o mau caráter basta a ameaça de prisão. Aí, ele já vomita o que lhe dá no bestunto, em troca das bem-aventuranças oferecidas no sermão do Ministério Público.
Agora temos a primeira vítima fatal dessa lei iníqua. Preso em decorrência da Operação Ouvidos Moucos, realizada pela Polícia Federal, o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luis Carlos Cancellier de Olivo, pôs termo à própria vida. “Minha morte foi decretada no dia da minha prisão”, escreveu ele num bilhete, antes de se suicidar.

Um país que consagra o princípio constitucional da inocência presumida, mas permite, na legislação ordinária, a prisão por conjecturas, constrói uma hipocrisia jurídica. Complacente, o STF não cumpre sua função institucional. O resultado são desgraças como essa: a pena de morte, para quem não teve oportunidade de provar sua inocência.