AS MORDOMIAS DO SENHOR BARBOSA
João Eichbaum
Li nos jornais que o senhor Joaquim Barbosa, cognominado ministro do Supremo Tribunal Federal, depois da rusga que teve com o senhor Gilmar Mendes, também cognominado ministro do mesmo Tribunal, foi passear no Rio de Janeiro. Graças à mídia, e principalmente graças à TV Justiça, um palco que nós, contribuintes, pagamos para que os membros do dito Supremo Tribunal Federal possam mostrar a todo o Brasil o quanto são sábios e doutos, o senhor Joaquim Barbosa tornou-se uma espécie de “herói” popular, porque xingou o senhor Mendes, que encarna a figura do “anti-herói” desde que mandou soltar o banqueiro Daniel Dantas, que o povo inteiro queria ver na cadeia, e por pouco não mandou prender o juiz que decretou a prisão, no lugar do banqueiro, que tem dinheiro pra comprar qualquer um.
Bem, mas o que eu queria dizer mesmo é que o senhor Joaquim Barbosa, depois de ter armado aquele barraco no Supremo Tribunal Federal, foi passear no Rio de Janeiro. Às nossas custas, diga-se de passagem (aérea). Porque fiquei sabendo, eu e todos os demais presentes na platéia desse país sempre deitado em berço esplêndido, que os Ministros do Supremo Federal também têm direito a passagens aéreas, para visitar o lugar de sua origem.
Sim senhores, com o nosso dinheiro. Mas, pergunto eu, com que direito? Pra que têm eles “auxílio moradia”, ou apartamento “funcional” em Brasília? Que necessidade têm os ministros de se deslocarem para suas cidades de origem às nossas custas?
Mas, não é só isso. Aplaudido num restaurante, no Rio de Janeiro, o senhor Joaquim Barbosa, todo sorridente, embarcou num carro oficial – diz a notícia.
Pois o cara trabalha (trabalha?) em Brasília, tem passagem aérea paga por nós e ainda usa “carro oficial” para passear e ir a restaurantes? Esse é o “herói” atual do Brasil?
Bem, os brasileiros têm os heróis que merecem.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
COLABORAÇÃO DA VIVIAN
Para reflexão pós-Páscoa e começarmos bem o final de semana.
A) Três provas de que Jesus era judeu:
1 - Assumiu os negócios do pai;2 - Viveu em casa até os 33 anos;3 - Tinha certeza de que a mãe era virgem, e a mãe tinha certeza de que ele era Deus.
B) Três provas de que Jesus era irlandês:
1 - Nunca foi casado;2 - Nunca teve emprego fixo;3 - O último pedido dele foi uma bebida.
C) Três provas de que Jesus era italiano:
1 - Falava com as mãos;2 - Tomava vinho em todas as refeições;3 - A mulher mais importante da sua vida era a mamma.
D) Três provas de que Jesus era californiano:
1 - Nunca cortou o cabelo (hippie)2 - Andava descalço (hippie)3 - Inventou uma nova religião (hippie)
E) Três provas de que Jesus era francês:
1 - Nunca trocava de roupa;2 - Não lavava os pés;3 - Não falava inglês.
F) Três provas de que Jesus era brasileiro:
1 - Nunca tinha dinheiro;2 - Vivia fazendo milagres;3 - Se ferrou na mão do governo.
Diante do que foi exposto acima não foi possível chegar a um consenso sobre a nacionalidade de Jesus, mas todos concordaram com uma coisa: Judas, com certeza, era Argentino...
A) Três provas de que Jesus era judeu:
1 - Assumiu os negócios do pai;2 - Viveu em casa até os 33 anos;3 - Tinha certeza de que a mãe era virgem, e a mãe tinha certeza de que ele era Deus.
B) Três provas de que Jesus era irlandês:
1 - Nunca foi casado;2 - Nunca teve emprego fixo;3 - O último pedido dele foi uma bebida.
C) Três provas de que Jesus era italiano:
1 - Falava com as mãos;2 - Tomava vinho em todas as refeições;3 - A mulher mais importante da sua vida era a mamma.
D) Três provas de que Jesus era californiano:
1 - Nunca cortou o cabelo (hippie)2 - Andava descalço (hippie)3 - Inventou uma nova religião (hippie)
E) Três provas de que Jesus era francês:
1 - Nunca trocava de roupa;2 - Não lavava os pés;3 - Não falava inglês.
F) Três provas de que Jesus era brasileiro:
1 - Nunca tinha dinheiro;2 - Vivia fazendo milagres;3 - Se ferrou na mão do governo.
Diante do que foi exposto acima não foi possível chegar a um consenso sobre a nacionalidade de Jesus, mas todos concordaram com uma coisa: Judas, com certeza, era Argentino...
terça-feira, 28 de abril de 2009
JULGAMENTO DA VELHINHA
Juiz: Qual sua idade?
Velhinha: Tenho 86 anos.
Juiz: A senhora pode nos dizer com suas próprias palavras o que lhe aconteceu no dia 1º de abril do ano passado???
Velhinha: Claro, doutor. Eu estava sentada no balanço de minha varanda, num fim-de-tarde suave de outono, quando um jovem sorrateiramente senta-se ao meu lado.
Juiz: Você o conhecia?
Velhinha: Não, mas ele foi muito amigável...
Juiz: O que aconteceu depois? Velhinha: Depois de um bate-papo delicioso, ele começou a acariciar minha coxa.
Juiz: A senhora o deteve? Velhinha: Não.
Juiz: Por que não?
Velhinha: Foi agradável. Ninguém nunca mais havia feito isto comigo desde que meu Ariovaldo faleceu, há 30 anos.
Juiz: O que aconteceu depois?
Velhinha: Acredito que pelo fato de não tê-lo detido, ele começou a acariciar meus seios.
Juiz: A senhora o deteve então?
Velhinha: Mas claro que não, doutor...
Juiz: Por que não? Velhinha: Porque, Meritíssimo, ele me fez sentir viva e excitada. Não me sentia assim há anos!
Juiz: O que aconteceu depois?
Velhinha: Ora Sr. Juiz, o que poderia uma mulher de verdade, ardendo em chamas, já de noitinha, diante de um jovem ávido por amor? Estávamos à sós, e abrindo as pernas suavemente, disse-lhe: Me possua, rapaz!
Juiz: E ele a possuiu?
Velhinha: Não. Ele gritou: 1º de abriiiiiiiiiiiiiiiiillllllll! Foi aí que eu dei um tiro no filho da puta!!
Juiz: Qual sua idade?
Velhinha: Tenho 86 anos.
Juiz: A senhora pode nos dizer com suas próprias palavras o que lhe aconteceu no dia 1º de abril do ano passado???
Velhinha: Claro, doutor. Eu estava sentada no balanço de minha varanda, num fim-de-tarde suave de outono, quando um jovem sorrateiramente senta-se ao meu lado.
Juiz: Você o conhecia?
Velhinha: Não, mas ele foi muito amigável...
Juiz: O que aconteceu depois? Velhinha: Depois de um bate-papo delicioso, ele começou a acariciar minha coxa.
Juiz: A senhora o deteve? Velhinha: Não.
Juiz: Por que não?
Velhinha: Foi agradável. Ninguém nunca mais havia feito isto comigo desde que meu Ariovaldo faleceu, há 30 anos.
Juiz: O que aconteceu depois?
Velhinha: Acredito que pelo fato de não tê-lo detido, ele começou a acariciar meus seios.
Juiz: A senhora o deteve então?
Velhinha: Mas claro que não, doutor...
Juiz: Por que não? Velhinha: Porque, Meritíssimo, ele me fez sentir viva e excitada. Não me sentia assim há anos!
Juiz: O que aconteceu depois?
Velhinha: Ora Sr. Juiz, o que poderia uma mulher de verdade, ardendo em chamas, já de noitinha, diante de um jovem ávido por amor? Estávamos à sós, e abrindo as pernas suavemente, disse-lhe: Me possua, rapaz!
Juiz: E ele a possuiu?
Velhinha: Não. Ele gritou: 1º de abriiiiiiiiiiiiiiiiillllllll! Foi aí que eu dei um tiro no filho da puta!!
segunda-feira, 27 de abril de 2009
VARIAÇÕES EM TORNO DO TEMA FIADASPUTAS
BAITA BARRACO
João Eichbaum
Para mim, que sei como se faz um ministro, não foi surpresa alguma aquele barraco armado no Supremo Tribunal Federal, quando se pegaram, num bate-boca de vizinhas mal humoradas e com TPM, os senhores Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. Mas o povo, de um modo geral, ficou estarrecido, pois sempre teve o juiz como uma figura que impõe, mais do que respeito, medo.
Acontece, meus amigos, que não se faz juiz quem nunca teve vocação, nem preparo para julgar.
O juiz de carreira, bem ou mal, chega à magistratura depois de muitos anos de estudo, de preparação, de consciência do que terá pela frente. Mesmo assim, muitos há que decepcionam.
Imaginem-se, agora, os ministros, que nunca fizeram concurso para juiz, que não têm a mínima idéia de como vive um juiz no seu dia-a-dia. São pessoas que vão para o Supremo Tribunal Federal, porque são amigos do Presidente da República, ou de algum amigo influente do presidente. São pessoas que nunca pensaram em ser juiz, na sua vida, porque se esse fosse o seu ideal, teriam ingressado na magistratura pela porta da frente, depois de demonstrar que realmente conhecem o direito e têm capacidade para o exercício do cargo.
Em suma, os ministros são pessoas que se fazem juízes pela perigosa via da influência.
O resultado é que nem todos eles sabem se portar como juízes. No caso do bate-boca entre Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, chega-se à triste conclusão de que eles nem a Lei Orgânica da Magistratura conhecem.
E é por isso que eu digo: só acredita na Justiça quem acredita em coelhinho, papai Noel e cegonha.
João Eichbaum
Para mim, que sei como se faz um ministro, não foi surpresa alguma aquele barraco armado no Supremo Tribunal Federal, quando se pegaram, num bate-boca de vizinhas mal humoradas e com TPM, os senhores Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. Mas o povo, de um modo geral, ficou estarrecido, pois sempre teve o juiz como uma figura que impõe, mais do que respeito, medo.
Acontece, meus amigos, que não se faz juiz quem nunca teve vocação, nem preparo para julgar.
O juiz de carreira, bem ou mal, chega à magistratura depois de muitos anos de estudo, de preparação, de consciência do que terá pela frente. Mesmo assim, muitos há que decepcionam.
Imaginem-se, agora, os ministros, que nunca fizeram concurso para juiz, que não têm a mínima idéia de como vive um juiz no seu dia-a-dia. São pessoas que vão para o Supremo Tribunal Federal, porque são amigos do Presidente da República, ou de algum amigo influente do presidente. São pessoas que nunca pensaram em ser juiz, na sua vida, porque se esse fosse o seu ideal, teriam ingressado na magistratura pela porta da frente, depois de demonstrar que realmente conhecem o direito e têm capacidade para o exercício do cargo.
Em suma, os ministros são pessoas que se fazem juízes pela perigosa via da influência.
O resultado é que nem todos eles sabem se portar como juízes. No caso do bate-boca entre Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, chega-se à triste conclusão de que eles nem a Lei Orgânica da Magistratura conhecem.
E é por isso que eu digo: só acredita na Justiça quem acredita em coelhinho, papai Noel e cegonha.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
VARIAÇÕES EM TORNO DO TEMA FIADASPUTAS
MATEMÁTICA DE MENDIGO
Preste atenção nessa interessante pesquisa de um estagiário...
Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde). Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos R$ 0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = R$6,00.
Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá faturado: 25 x 8 x 6 = R$ 1.200,00.
Será que isso é uma conta maluca?
Bom, 6 reais por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 10 centavos e sim 20, 50 e às vezes até 1,00.
Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: R$ 3,00 por hora terá R$600,00 no final do mês, que é o salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia.
Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de R$1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranqüilo debaixo de uma árvore por mais 9 viradas do sinal de trânsito, sem nenhum chefe pra 'encher o saco' por causa disto.
Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real.
De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus rendimentos na Panetiere (padaria em frente ao CEFET ). Então lhe perguntei quanto ela faturava por dia. Imagine o que ela respondeu?
É isso mesmo, de 35 a 40 reais em média o que dá (25 dias por mês) x 35 = 875 ou 25 x 40 = 1000, então na média R$ 937,50 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia.
Moral da História :
É melhor ser mendigo do que estagiário (e muito menos PROFESSOR), e pelo visto, ser estagiário e professor, é pior que ser Mendigo...
Esforce-se como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor.
Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que arrumar emprego.
Lembre-se :
Mendigo não paga 1/3 do que ganha pra sustentar um bando de ladrões.
Viva a matemática.
Que país é esse?
Não esquecendo que esse "empresário do asfalto" ainda pode ser agraciado com uma Bolsa Família, complementar.
Preste atenção nessa interessante pesquisa de um estagiário...
Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde). Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos R$ 0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = R$6,00.
Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá faturado: 25 x 8 x 6 = R$ 1.200,00.
Será que isso é uma conta maluca?
Bom, 6 reais por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 10 centavos e sim 20, 50 e às vezes até 1,00.
Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: R$ 3,00 por hora terá R$600,00 no final do mês, que é o salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia.
Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de R$1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranqüilo debaixo de uma árvore por mais 9 viradas do sinal de trânsito, sem nenhum chefe pra 'encher o saco' por causa disto.
Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real.
De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus rendimentos na Panetiere (padaria em frente ao CEFET ). Então lhe perguntei quanto ela faturava por dia. Imagine o que ela respondeu?
É isso mesmo, de 35 a 40 reais em média o que dá (25 dias por mês) x 35 = 875 ou 25 x 40 = 1000, então na média R$ 937,50 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia.
Moral da História :
É melhor ser mendigo do que estagiário (e muito menos PROFESSOR), e pelo visto, ser estagiário e professor, é pior que ser Mendigo...
Esforce-se como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor.
Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que arrumar emprego.
Lembre-se :
Mendigo não paga 1/3 do que ganha pra sustentar um bando de ladrões.
Viva a matemática.
Que país é esse?
Não esquecendo que esse "empresário do asfalto" ainda pode ser agraciado com uma Bolsa Família, complementar.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
VARIAÇÕES EM TORNO DO TEMA FIADASPUTAS
A ACOMPANHANTE DO SENADOR PEDRO SIMON
João Eichbaum
A imprensa gaúcha sempre alardeou, por aí, que o senador Pedro Simon é um político honesto, um dos poucos que se salvam, nessa selva de mal intencionados, que são os políticos.
Sempre duvidei dessa afirmativa, a partir do pressuposto de que, para ser político, o primeiro requisito é a desonestidade.
Pois bem, agora que chegou a hora de provar essa alardeada honestidade, o senhor Pedro Simon não só não conseguiu fazê-lo, como tartamudeou a mais esfarrapada desculpa de que se tem notícia aqui nos pampas. Apanhado de surpresa nessa avalanche de barbaridades cometidas pelos deputados e senadores, que usam e abusam do dinheiro público, como se fossem os donos da nação, o senador gaúcho explicou que a Câmara fornece passagem para sua mulher porque ele, tendo 79 anos de idade, não pode viajar sozinho, tem que ser acompanhado, por recomendação médica.
Antes tivesse ficado calado o vetusto senador. Sua explicação esfarrapada, longe de inocentá-lo e de permitir que se lhe fixe na testa um adesivo, atestando sua apregoada honestidade, mostra que ele perdeu – se é que algum dia teve – primários conceitos de moralidade.
Então porque ele é velho, nós é que temos de lhe pagar acompanhante? Será que ele não sabe que existem milhares de velhinhos atirados em depósitos de velhos, porque não têm quem os acompanhe? Será que ele ignora a miséria dos que passam madrugadas na fila do SUS, será que ele não sabe que existem velhos dormindo ao relento, vivendo de esmolas? Nada disso lhe desperta a consciência? E ele dorme em paz, usando nosso dinheiro para pagar a viagem de sua acompanhante, enquanto muitos outros, na sua idade, não têm sequer o que comer?
Ora, convenhamos, senhor Pedro Simon. Se o senhor não tem mais condições de viajar sozinho, peça as contas, se mande, vista o pijama, vá ler jornal e assistir televisão, porque, assim como assim, até hoje o povo gaúcho não sabe o que o senhor faz no Senado. O senhor e aquela cambada, capitaneada pelo Sarney, que lá está instalada, comendo, bebendo, vestindo, passeando e fodendo às nossas custas.
João Eichbaum
A imprensa gaúcha sempre alardeou, por aí, que o senador Pedro Simon é um político honesto, um dos poucos que se salvam, nessa selva de mal intencionados, que são os políticos.
Sempre duvidei dessa afirmativa, a partir do pressuposto de que, para ser político, o primeiro requisito é a desonestidade.
Pois bem, agora que chegou a hora de provar essa alardeada honestidade, o senhor Pedro Simon não só não conseguiu fazê-lo, como tartamudeou a mais esfarrapada desculpa de que se tem notícia aqui nos pampas. Apanhado de surpresa nessa avalanche de barbaridades cometidas pelos deputados e senadores, que usam e abusam do dinheiro público, como se fossem os donos da nação, o senador gaúcho explicou que a Câmara fornece passagem para sua mulher porque ele, tendo 79 anos de idade, não pode viajar sozinho, tem que ser acompanhado, por recomendação médica.
Antes tivesse ficado calado o vetusto senador. Sua explicação esfarrapada, longe de inocentá-lo e de permitir que se lhe fixe na testa um adesivo, atestando sua apregoada honestidade, mostra que ele perdeu – se é que algum dia teve – primários conceitos de moralidade.
Então porque ele é velho, nós é que temos de lhe pagar acompanhante? Será que ele não sabe que existem milhares de velhinhos atirados em depósitos de velhos, porque não têm quem os acompanhe? Será que ele ignora a miséria dos que passam madrugadas na fila do SUS, será que ele não sabe que existem velhos dormindo ao relento, vivendo de esmolas? Nada disso lhe desperta a consciência? E ele dorme em paz, usando nosso dinheiro para pagar a viagem de sua acompanhante, enquanto muitos outros, na sua idade, não têm sequer o que comer?
Ora, convenhamos, senhor Pedro Simon. Se o senhor não tem mais condições de viajar sozinho, peça as contas, se mande, vista o pijama, vá ler jornal e assistir televisão, porque, assim como assim, até hoje o povo gaúcho não sabe o que o senhor faz no Senado. O senhor e aquela cambada, capitaneada pelo Sarney, que lá está instalada, comendo, bebendo, vestindo, passeando e fodendo às nossas custas.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
VARIAÇÕES EM TORNO DO TEMA FIADASPUTAS
A FARRA DAS PASSAGENS AÉREAS
João Eichbaum
O pior é isso: não comi a Adriane Galisteu, mas lhe patrocinei viagens de avião. Não, não que eu me considere corno. Sou é um perfeito idiota, porque pago imposto de renda e o meu dinheirinho foi parar nas mãos do namorado dela, um deputado, um tal de Fábio Faria. E o cara nem pestanejou: usou a grana pra agradar a namorada.
Não comi, mas certamente comeria a filha do deputado Henrique Alves, se me tivesse sido dada a oportunidade, antes dela viajar com o meu dinheiro pra Nova York, Miami e Buenos Aires.
Pela cara do deputado Sandro Mabel, não comeria a mulher dele, porque feio e velho como é, não pode ter uma cara-metade comestível. Mas ela também se aproveitou do meu dinheiro para ir a Buenos Aires.
Ah, as três filhas do deputado Mário Negromonte devem ser umas tesãozinhas! Mas foram intactas, com o meu dinheiro, para Nova York.
Tirando a mulher e a neta do deputado Inocêncio de Oliveira, as demais que foram patrocinadas com o meu dinheiro para irem a Nova York, suas filhas, eu comeria.
Mas não comi ninguém, gente, nem a mulher do José Aníbal, nem a do José Sarney Filho, nem a do João Paulo Cunha, do Fernando Coruja e do Ivan Valente. Mas todas elas usaram o meu dinheiro para se divertirem, no exterior, às minhas custas.
Como vocês estão vendo, não estou lamentando pelo meu dinheiro, estou lamentando por não ter comido nenhuma delas. Afinal, o assunto que estou tratando é o da prostituição do dinheiro público.
João Eichbaum
O pior é isso: não comi a Adriane Galisteu, mas lhe patrocinei viagens de avião. Não, não que eu me considere corno. Sou é um perfeito idiota, porque pago imposto de renda e o meu dinheirinho foi parar nas mãos do namorado dela, um deputado, um tal de Fábio Faria. E o cara nem pestanejou: usou a grana pra agradar a namorada.
Não comi, mas certamente comeria a filha do deputado Henrique Alves, se me tivesse sido dada a oportunidade, antes dela viajar com o meu dinheiro pra Nova York, Miami e Buenos Aires.
Pela cara do deputado Sandro Mabel, não comeria a mulher dele, porque feio e velho como é, não pode ter uma cara-metade comestível. Mas ela também se aproveitou do meu dinheiro para ir a Buenos Aires.
Ah, as três filhas do deputado Mário Negromonte devem ser umas tesãozinhas! Mas foram intactas, com o meu dinheiro, para Nova York.
Tirando a mulher e a neta do deputado Inocêncio de Oliveira, as demais que foram patrocinadas com o meu dinheiro para irem a Nova York, suas filhas, eu comeria.
Mas não comi ninguém, gente, nem a mulher do José Aníbal, nem a do José Sarney Filho, nem a do João Paulo Cunha, do Fernando Coruja e do Ivan Valente. Mas todas elas usaram o meu dinheiro para se divertirem, no exterior, às minhas custas.
Como vocês estão vendo, não estou lamentando pelo meu dinheiro, estou lamentando por não ter comido nenhuma delas. Afinal, o assunto que estou tratando é o da prostituição do dinheiro público.
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