quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

MORTE ANUNCIADA

Milton Pires

Sambem, oh imbecis ! Aproxima-se a
hora esperada ! Sacudam-se as vossas bundas,
vomite-se a hóstia vencida, copule-se nas ruas
desertas, nos becos e pelas calçadas…
Até que a mentira engravide e nasçam nos vírus das
UPA'S, crianças já pedaladas, barragens de Pasadena,
vacinas de Mariana, efeitos da PETROBRAS, das
contas das bicicletas, das vilas sempre lotadas
das mortes cheias de ônibus, queimados no
seu desemprego…

Celebre-se essa epidemia dos cérebros sempre
menores e mude-se o tamanho das mentes na mais
provisória de todas as medidas – aquela em que é
o próprio Brasil que ri da sua eterna desgraça e
pensa que isso é cultura de paz e democracia,
solidário no seu egoísmo que chora com hora
marcada tragédias sempre distantes, que marcha
por outras causas...que sonha nas outras línguas
verdade eterna adiada...

Cante-se o Brasil de Espelhos em que nada
é realidade...tudo é eterno reflexo, das ONGS
e das minorias, imagem dos outros gêneros,
“reflexo da sociedade”.

Gritem Foucault para índios, Marx é dono
de empresas! “Sartrem” os analfabetos !
Nietzsche foi rebatizado ! …

Até que o país se diplome, até que uma tese de
escrita, colada em fonte viciada, limpe o banheiro
das Letras, da banca da nota comprada, e assim a
Nação se “traduza”, e publique em idioma perfeito,
poema da morte anunciada…

Dezembro, 2015.

Milton Simon Pires é Médico.
Fonte: Alerta Total



quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O NÉRIO SABE DAS COISAS

Os Romanos estudavam muito isto e se pode ver no Digesto do Imperador Justiniano, já em Constantinopla, após a queda de Roma, quando mudaram a capital do grande império romano para a antiga Bizâncio e mudaram o nome para a Cidade do Constantino e ficou Constantinopla e hoje é Istambul, capital da Turquia, na entrada do Mar Negro, no Mar de Mármara e com os estreitos do Bósforo e de Dardanellos. Uma parte na Europa e outra na Ásia. O umbigo do Mundo. E os copitas da idade Média em seus mosteiros salvaram a grande obra dos juristas que o Imperador Constantino reuniu e por anos compilaram, copiaram e organizaram a legislação esparsa, doutrina e jurisprudência, que se editou e se julgou por todo o Império Romano, que durou mil anos e este monumento jurídico, o Digesto de Justiniano, chegou até nós e dentro dele, está inserido o que seria o Código Civil Romano, que se chamou depois, pelos estudiosos do tardio da Idade Média e descobriram a joia rara jurídica dentro do Digesto e chamaram de "Corpus Juris Civilis".

Tudo isso para dizer que os Romanos, em seus julgamentos coletivos, dos tribunais superiores, quando todos os juízes estavam impedidos e não podiam julgar, então, nenhum estava impedido, pois, não há na administração órgão sem cabeça. Sempre tem que ter uma cabeça sobre o órgão, pois o corpo humano não funciona sem cabeça.

A  "contrariu sensu", em Brasilia, hoje, está difícil, muito difícil e achar alguém que não tenha o rabo ´preso e que não responda a algum processo e, portanto, poderíamos usar o princípio romano pelo rabo, isto é, se todos têm o rabo preso e todos estão processados, então,  nenhum está impedido e mesmo tendo antecedentes não está impedido.

Bela matéria para estudar e debater fazendo esta comparação dos romanos e seu monumento jurídico que o prof. Ruy Cirne Lima citava de cor e os nossos platinados homens de Brasilia.


Nério " dos Mondadori" Letti

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

UMA SECRETARIA AO ESTILO MARIA DO ROSÁRIO

João Eichbaum


Não me lembro do nome da atual Excelência a quem está confiada a - mal chamada - Segurança. Mas o titular é bem a cara do Sartori, que o trouxe, não sei donde, para resolver um problema que, até hoje, ninguém resolveu: o da insegurança dos cidadãos.

Digo que ele é a cara do Sartori porque tem jeito e fala de padre, bem como o governador. Com esse jeito, claro, não vai chegar a lugar nenhum. Não é com fala mansa que se trata bandido. E se é para ter um jeito cristão de governar, que seja ao estilo sapatão de madre superiora.

Na semana passada, roubaram um automóvel da Polícia Civil e um radar da Brigada Militar. Quer dizer, nem a polícia tem segurança, nem ela consegue se proteger dos bandidos.

O policial civil que estava usando o automóvel levado pelos bandidos, parecia um noviço. Disse que fez tudo direitinho. Não reagiu, seguindo a norma idiota do manual de sobrevivência editado pela própria polícia, que nos recomenda um comportamento de ovelha mansa. Já o radar estava dando sopa, sem operador, sem vigilância, à beira de uma estrada. Foi levado por motoqueiros.

E, para completar esse modo cristão de tratar malfeitores, a polícia civil, depois de prender um bandido que assassinara a facadas uma indefesa estudante, em São Francisco de Paula, se preocupou, em primeiro lugar, com a vida do vagabundo: levou-o para uma prisão segura, onde ele estaria a salvo da reação de outros presos.

Estamos entregues a uma evangélica Secretaria. Tudo lá afina com o nome cristão da Maria do Rosário: temos que dar a outra face para o bandido que nos agride, e garantir para ele o bem que ele tirou de outrem: a vida. É a maneira hipócrita de disfarçar a incompetência, para dar a falsa impressão de que vivemos num oásis de paz, onde cada coisa está no devido lugar.




segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

PLANETACHO
tacho@gruposinos.com.br 

COITADO! ESTAVA ESPERANDO  PELO PAPAI NOEL E VEIO O JAPA DA POLÍCIA FEDERAL

O problema do Brasil é que é muito Al Capone para pouco Eliot Ness

2016 vem aí...Corram

SEMPRE É BOM LEMBRAR QUE ENTRE OS DOIS LADRÕES HAVIA UMA VÍTIMA DA DELAÇÃO PREMIADA...

No amigo secreto do Congresso o pessoal pede sempre a mesma coisa: propina.

AS NEIRAS

Bons tempos em que o programa do ratinho era o Topo Gigio

Cogumelos venenosos são comestíveis.
Mas, apenas uma vez.

Onde há fumaça, há uma marcha para a liberação da maconha.

MICROCONTO

Ele tentou puxar assunto, falando do aquecimento global. Ela lhe deu um gelo.



quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

CRÔNICA DE TODOS OS NATAIS

João Eichbaum

Nem precisaria ceia de Natal e essa beberagem toda, que deixa a gente com gosto de batom misturado com ovo choco na boca, no dia seguinte. Nessa merda que a Dilma deixou o real, com 50 dólares no bolso da calça pendurada ao lado da cama e mais a companhia da Emma Watson, eu teria um Natal extremamente feliz. E não me cansaria de agradecer ao imperador Otávio Augusto por aquele decreto de recenseamento, que obrigou, entre outros, o carpinteiro José a juntar uns trapinhos e botar em cima de um burro sua mulher Maria, grávida de um certo Espírito Santo, rumo a Belém, na Judéia

 Naquele tempo não tinha internet. Nem telefone, nem correio, acho eu. E aí, como é que o José ia fazer reserva de hotel? Logo em Belém, um lugarejo de seiscentos habitantes!

Resultado: Belém tava pior que Gramado em época de Natal, com os hotéis lotados. Claro, sobrou pro José e pra Maria, que essa já tinha dilatações. Tiveram que se abrigar numa gruta de beira de estrada, dividindo espaço com vacuns e muares que ali também pernoitavam.

Acho que mal deu tempo para se ajeitarem, rebentou a bolsa, quando a Maria viu tava toda encharcada. E ali mesmo, sem parteira, sem obstetra, sem pediatra para ver se o saco do nenê tinha duas bolas, veio para o mundo mais um judeuzinho. Sem berço, sem aquela caminha enfeitada, que as mamães preparam para os seus futuros bebês, o pobre diabinho teve que ser colocado numa manjedoura, um troço duro pra caralho.

E a primeira visita que recebeu o nenê foi a de três reis magos, sem noção, que em vez de uns pacotinhos de fraldas descartáveis, trouxeram ouro, incenso e mirra pro gurizinho. O que é que ele ia fazer com essa merda toda?

Bom. O que eu quero dizer é que aí começou toda a história e por isso todo mundo canta, muitos choram, todos se abraçam, cantando: “pobrezinho, nasceu em Belém”.

Se não tivesse acontecido isso, ou se a história fosse diferente, como por exemplo, se já houvesse IBGE naquele tempo, cheio de funcionários para fazer recenseamento com perguntas idiotas, invadindo a vida privada, o guri não teria nascido numa gruta, nem em Belém. José teria respondido tudo num formulário.

E então não teria essa correria toda, com engarrafamentos, shoppings lotados, o povaréu carregado de pacotes, acidentes e mortes no trânsito, estradas para as praias um inferno e, de noite, uma bela ceia, o pessoal enchendo a cara, tomando espumante pensando que é champanhe, se abraçando, mas sem largar a taça, desejando feliz Natal, chorando, etc. etc.

Ah, sim, e não teria ocorrido o maior de todos os milagres, com o qual nem Jesus Cristo sonhou: a transformação da manjedoura num majestoso palácio, chamado Vaticano, onde um senhor idoso, que talvez nunca tenha visto uma manjedoura, cercado de pajens, vestindo paramentos de rei, ornados com fios de ouro, celebra a pobreza daquele judeuzinho, tomando vinho italiano.

Ah, e eu não teria sonhos humildes e despojados, como esse de ser feliz, no Natal ou fora dele, me bastando para isso a companhia da Emma Watson (no ano passado eu queria a Angelina Jolie, mas agora ela tá sem os peitos e eu não tenho onde botar as mãos) e 50 dólares no bolso da calça, já pendurada ao lado da cama.



quarta-feira, 23 de dezembro de 2015


O NÉRIO SABE DAS COISAS

Meu colega de Col. Anchieta, de 1950 ( 5° ano primário para o exame de admissão ao ginásio), todo o ginásio, 4 anos e depois, eu cursei os tres anos do Curso Clássico, pois ia fazer vestibular para o Direito e o "alemão"  Adams, da rua Carazinho, de Petrópolis, craque do Bagé, e foi com o Cruzeiro para a Europa, com o Foguinho ( Osvaldo Rolla) de técnico - seguia Arquitetura, e por isso fez o Curso Cientifico, até 1957. Mas somos amigos até hoje e nos trocamos emeils diariamente. O arquiteto Rubem Adams entre outros prédios que construiu ( o primeiro grande Super Mercado o chamado Ipirangão do Zaffari, na Av. Ipiranga, o projeto é dele e revolucionou conceitos de marketing, de vendas, de super=-mercado - foi um acontecimento - a lancheria no primeiro andar serviu para notáveis reuniões sociais da elite de P. Alegre e era o refinado ponto de encontro da época, e tc....lógico  - outros tempos.  Construiu e administra um paraíso em Canela,  A Estalagem da Suzana - Bem aí, no centro, na direção do Caracol. Podem chegar que é bom e barato.

Na Estrada do Caracol, no Condomínio Pinheiro II, à direita de quem vai para a cascata famosa - reside na rua Guilherme Oscar Bauer, 198, minha nora, Andréia Gomes Letti e meu quinto neto, Vincenzo Gomes Letti -  com cinco anos - e muitos cachorros, hoje fazendo divisa, nos fundos com o grande Parque do Floribal. Meu filho, Felipeí Oracio Eidt Letti - esposo da Andréia e pai do Vincenzo,  é uma das tantas vítimas inocentes da Varig, da Pioneira, que foi fechada. A Varig não faliu. E com ela se foi o Aerus, o plano suplementar de aposentadoria dos aeronautas  ( pessoal de cabine - pilotos, co-pilotos, comissários de bordo, etc..  e os  aeroviários ( pessoal de terra).

Os aviões, novos, velhos, etc.. foram devolvidos, com tristeza e amargor, instrumento de trabalho. A EVAER, do cmte. Rubem Bordini, fechou, a escola que formou geração de pilotos, eficientes, notáveis.  e o funcionários foram atirados ao mar, como atiravam os imigrantes, nossos antepassados, que vieram da Europa, quando morriam na longa viagem de vapor em alto mar, eram jogados ao mar, após rápida solenidade de despedida. Foi o que aconteceu com o pessoal da Varig, de forma totalmente desumana e sem amparo legal.  Tragédia total.

Hoje o Felipe, cmte. de Boeing, 737-300, voa em Shenzen, na China, ao lado de Hong Kong, lá do outro lado do mundo. Até parece mentira que meu filho caçúla nascido em Sobradinho, quando eu era Juiz naquela Comarca, depois de 12 anos de Varig, saiu da Pioneira e até hoje não recebeu um tostão de indenização trabalhista e nada do AERUS que esfarelou com a VARIG. Triste, vamos convir, para um pai e avô. Mas, tudo bem. Estamos no Brasil.....onde tudo se promete e nada se cumpre.

Nério "dei Mondadori" Letti






terça-feira, 22 de dezembro de 2015

PLANETACHO
tacho@gruposinos.com.br 

2015

...a máfia das próteses fez com que qualquer vovô virasse o homem de seis milhões de dólares

...o Brasil importou energia da Argentina para não dançarmos um samba à meia-luz

...as atas das reuniões da diretoria da Petrobrás viraram memórias do cárcere
Os caminhoneiros pressionaram o governo. Quem eles pensam que são? O PMDB

...tivemos más notícias. Chegou a conta da luz do fim do túnel

A polícia federal prendeu o coelhinho depois que descobriu que ele usou ninho 2 na Páscoa de 20124

...morreu Zé Bonitinho, comprovando que neste ano a coisa está mesmo muito feia

...a polícia federal desconfiou de Duque porque ele estava levando uma vida de Rei

...mostrou que delação premiada é assim: ladrão que entrega ladrão tem cem anos de perdão

...Fortunatti saiu do PDT por causa do ar-condicionado no ônibus. Dizem que o motivo foi frescura...

...que devido aos protestos as oficinas de chapeação passaram a trabalhar com panelas

...as panelas, por sua vez, rebateram o PMDB dizendo que elas ao menos são antiaderentes

...o Eike ficou pobre e o Zé Rico morreu...

...as crianças que na infância tinham medo de escuro, hoje adultas passaram a ter medo da conta de luz
...uma pesquisa mostrou que os gaúchos estão mais gordos que a média nacional. O monumento na entrada de Porto Alegre deveria ser uma homenagem ao assador

...o governo pensou em criar um ministério da extinção dos ministérios...
...e o pago Sartori foi parcelado...

...o FBI passou a usar recursos eletrônicos nos dirigentes da Fifa. Por enquanto, só tornozeleiras...

...os professores estaduais começaram a utilizar os próprios contracheques para ensinar fração

...o hino Riograndense substituiu o estribilho “sirvam nossas façanhas...” por “ei, você aí, me dá um dinheiro
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