sexta-feira, 9 de junho de 2017

A TRAGÉDIA DA JUSTIÇA EM 3 ATOS

João Eichbaum

O Poder Judiciário, decididamente, sucumbiu à vaidade: despiu-se da circunspecção, que é atributo da prudência e da sabedoria, para se entregar ao estardalhaço, que é próprio dos espetáculos mambembes. Com uma diferença: mesmo nos circos mambembes prepondera um mínimo de arte, enquanto o espetáculo nos tribunais, fruto do improviso e da falta de talento, desanda em desempenhos ridículos.

O povo, que paga impostos e sustenta juízes e tribunais, não tem interesse, nem tempo a perder com facécias, olhando gente debruçada sobre maços de papel, debulhando textos com voz monocórdica.

A prestação jurisdicional é um dos deveres do Estado. Ao julgar as matérias que lhes são submetidas, os juízes e tribunais não fazem mais do que cumprir sua obrigação. E para prestar tal serviço, poderiam dispensar o espetáculo modorrento da liça entre egos.

Parece que só eles, os juízes, não se dão conta de que, ao tentarem transformar o exercício da jurisdição em espetáculo para distrair quem não tem mais o que fazer na vida, só expõem suas fraquezas, seus defeitos. A linguagem bombástica não tem a virtude de certificar sabedoria.

A falta de objetividade e a extrema dificuldade de sintetizar as ideias demonstram indigência de recursos de retórica, pobreza de vocabulário e deficiência de cultura humanística. A exacerbação do individualismo, com intervenções impertinentes, temperadas de ironia e desdém, desnuda a ausência de senso crítico do abelhudo e lhe atrai o desdouro em medida maior.

No rumoroso caso da chapa Dilma-Temer, a imprensa armou o palco para um espetáculo apocalíptico e o TSE encenou a peça, com estrelas e figurantes.  Já são três dias de bla-bla-blá para boi dormir. Bons entendedores, para quem meia palavra basta, teriam resolvido o caso numa única sessão, não fosse a sedução das câmeras.

O art. 23 da Lei Complementar nº 64/90, mola mestra daquele julgamento, não se presta para discussões estéreis, como as que encheram bocas e ouvidos de doutores e bacharéis. Ao estabelecer a prevalência da matéria de fundo sobre a forma, a lei consagra a lisura do pleito como valor absoluto. E dá o seguinte recado: a democracia tem um preço, no qual não se inclui a corrupção.

Se entendessem latim, os doutores saberiam que a “mens legis” exorciza distorções. Só teóricos deslumbrados, ou embriagados por fruições e deleites pessoais, podem encontrar nela algum motivo para papo furado, sob o esplendor dos holofotes da televisão.


quinta-feira, 8 de junho de 2017

ONÇA UPON A TIME
Carlos Maurício Mantiqueira*

Era uma vez dona Onça...
Acordou em sobressalto!
O Brasil de socorro estava falto!
Lembrou-se da conçagrada bandeira (hoje não está pra brincadeira).
A situaCão social está em desordem unida e progresso da entropia.
Há um tal merdandante que há muito tempo não pia.
Outros diabretes fazem estrepolia.
Politicamente Cãorreta, a felina hesita pra ficar bem na fita.
Na hora em que soa a musiquinha -senha, na mata fechada se embrenha.
Seu rugido será ouvido onde nunca foi. De espalha merda chamaram Seu Boi.
De free boi passará a arrested boi.
Afinal a carne é fraca, seja ela de perua, anta ou vaca.
Mais que de um salvador da Pátria, precisamos de um Bempensante.
Seja ele um grande sábio ou o bocó do Manti.
E ficamos por aqui; boca de siri doravante !

*Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador
Fonte: Alerta Total

quarta-feira, 7 de junho de 2017

PENSAMENTOS DO RUI ALBERTO*

60.000 assassinatos no Brasil em um ano... Na Flórida, uma colônia do Brasil, demitiram um cara e ele mata cinco de raiva...
Vou comprar um robô armado até os dentes e que também possa nadar e voar pra me defender... Guarda-costas não, que ainda me rouba a namorada

Desde o começo que se sabe que o governo TEM QUE contribuir com sua parte para manter os idosos (previdência, INSS)...
Esse negócio de dizer que há rombo, é golpe... Querem que sobre mais grana para roubarem...
Sempre vai haver rombo enquanto não acabarem com os corruptos...

Cabo Frio vai virar colônia de férias de Inverno logo que chegar aqui um bruta "Aiceberguer" que está se desprendendo da Antártida... Gelo grátis com ar puro preso há milhares de anos, pra caipirinhas...
A cidade vai encher de bebuns...

Onde andam Lula, Mercadante, Dilma.....
Rocha Loures é um sujeito comum como qualquer lulopetista.... No auge das verdosas, sorrisos.... Depois cara de vitima.... Cumpria ordens...


*Leia mais em "bar do chopp Grátis"...

terça-feira, 6 de junho de 2017

A BOCA DO HOMEM DA MALA E OS ESFÍNCTERES

João Eichbaum

Quem tem ânus, tem medo – diz um ditado. Não é bem ânus, a palavra que o povo usa, mas vá lá... Salvo caprichos ou descuidos da natureza, toda a espécie humana é dotada daquele acesso para uma cavidade, sem a qual de nada serviriam as funções do aparelho excretor.

Até alguns dias atrás, era de supor que o Temer tivesse o dele a salvo de pruridos e protuberâncias. Com aquele ar de doutor, expedido pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Michel Miguel Elias Temer Lulia, que anda na boca do povo com o nome de Temer simplesmente, disse alto e bom som que não temia delações do Loures, seu “homem de confiança”.

Em entrevista para o jornal Zero Hora, Eliseu Padilha, um corretor que vendia terrenos em Tramandaí e atualmente é o chefe da casa civil do Michel Temer, confirmava que ao dito Michel Miguel não fariam a mínima cócega as delações de Loures.

Mas, de certo, ocorreu ao Rodrigo Janot testar, no presidente, o grau de resistência daquela parte extremamente sensível, que responde ao poder invencível do medo de toda a humanidade. E emitiu sinal de perigo, denunciando o Aécio, que tinha descolado do Joesley Batista uma gorjeta de dois milhões de reais.

E logo em seguida, quando o povo ainda nem tinha fechado a boca, depois do oh provocado pela denúncia do Aécio, o dito Janot pediu e conseguiu a prisão de Loures, o “homem da mala”.

Aí, sim, Temer se mexeu, porque deve ter sentido a ação das fibras do sistema muscular em torno daquele orifício que a boa educação chama de anal. Ao invés de dar de ombros para a prisão da “pessoa de sua confiança”, seguindo a vida como se nada tivesse acontecido, o Michel Miguel Elias mostrou que não é exceção no gênero animal, nem na espécie humana.

Antes mesmo que a imprensa noticiasse a prisão de Loures, vazavam informações de que o presidente já estava aprontando sua tese de defesa, diante de uma possível denúncia contra ele. Seu argumento chave seria a fragilidade da acusação, baseada numa gravação sem perícia técnica.

Mas, além disso, Sua Excelência começou a dar de mão dum velho recurso para tirar o dele da reta: o oferecimento de cargos, em troca de votos. Quer correr na frente, porque só pode ser instaurado processo por crime comum contra o Presidente da República mediante aprovação de dois terços da Câmara dos Deputados.

Resultado: sem que a pátria se importe com isso, o nabo vai ser enfiado no dos contribuintes, porque as verbas, que farão a alegria dos convertidos à causa do presidente, saem do bolso de quem paga imposto.



segunda-feira, 5 de junho de 2017

PLANETACHO

SONDA
A Nasa vai mandar uma sonda espacial até o sol. Depois de todos esses dias chuvosos, os mais jovens perguntarão:
- Mas, afinal, o que é o sol?

NOVOS DITADOS
Mais gordo que os honorários dos advogados dos irmãos Batista

HISTÓRIA
O Temer não tem do que se queixar. De um jeito ou de outro sua gestão vai ficar gravada para sempre...

MUITOS
Palocci pegou uma lista telefônica. Vai começar a delação.

IMPEACHMENT
O governador do Rio de Janeiro já recebeu oito pedidos de impeachment. O Pezão estásendo acusado até de chinelagem...

SEMPRE ELE
Trump anuncia retirada dos Estados Unidosdo Acordo de Paris sobre o clima. Não é preciso dizer que o gesto do manda-chuva do planeta acabou criando o maior climão...

NOME FEIO
 Doria criou a “secretaria da doação” em São Paulo. O momento não é bom já que “doação” neste país virou um tremendo palavrão...

COLORADO
Independente da chegada do Guto Ferreira,  a administração do Inter nos últimos tempos está sendo levada com a barriga...

OS CULPADOS
Os pais dos irmãos Batista podem ser presos a qualquer momento: geração de quadrilha...

 DAS REDES
O Lula esta semana declarou “vai chegar o dia em que o William Bonner me peça desculpas”. Será que a Fátima Bernardes está assessorando o líder petista?


sexta-feira, 2 de junho de 2017

MINISTRO DE QUÊ MESMO?
João Eichbaum

O senhor Torquato Jardim era uma ilustre figura desconhecida. Aquela parte importante da população brasileira, que trabalha e paga imposto, nunca tinha ouvido falar nele. Seu nome de matuto do sertão só mereceu alguma menção em conversas de bar e de taxistas, quando apareceu nas telas e nas manchetes como o novo ministro da Justiça.

E o que mais chamou atenção nele foi aquele jeito de quem não tem vergonha de arrotar em banquete chique e refinado. Soltou o verbo, dando palpites sobre o julgamento de Temer no TSE, qualificando de incensurável a conduta do presidente na conversa com Joesley Batista e questionando as prisões provisórias.

A desenvoltura do então futuro ministro sobre temas que não dizem respeito às funções específicas do Ministério da Justiça levou o senador Álvaro Dias a perguntar: mas ele foi nomeado ministro ou advogado do Temer?

Em entrevista concedida para a jornalista Daniela Lima, da Folha de São Paulo, o descontraído Torquato, perguntado se estava vendo o risco de Temer não concluir o mandato, respondeu: “de jeito nenhum. A questão é econômica e não política”.

Então tá. Para começo de conversa, o presidente fala às escondidas com um sujeito que alardeia poder econômico para dobrar juízes e procuradores da República e usa circunlóquios recheados de quintas intenções. O papo é cheio de subentendidos, sinal de bem aparada intimidade entre os dois. No ato seguinte, dias depois, surge um “homem da confiança do presidente” levando uma mala de dinheiro.

De todo esse enredo nasce a abertura de inquérito e pedidos de impeachment contra o presidente, além do afastamento de um senador. Enquanto isso, partidos aliados do governo o abandonam, e no Legislativo já se iniciam manobras na direção do ponto final do governo Temer.

Nesse quadro, revelando uma visão zarolha da atual realidade do país, já que não pode dizer que foi enganado pelos anjos, o ministro enxerga apenas uma “questão econômica”. Isso leva a pensar que toda sua atenção esteja concentrada no dinheiro da mala: afinal, economia tem muito a ver com dinheiro...

 Pior ainda foi sua equívoca reação à pergunta sobre um dos mais angustiantes problemas vividos pelos brasileiros: a falta de segurança. A resposta do doutor pode ter levado muita gente a questionar a desgraça de viver neste país. “Minha experiência na segurança pública – disse o ministro - foi ter duas tias e eu próprio assaltados em Brasília e no Rio de Janeiro”...

Falou.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

O FUTURO DO TRABALHO
Carlos Maurício Mantiqueira*
Com o advento dos computadores, da inteligência artificial e dos robots, a produção industrial tende a ser totalmente automatizada.

O jornal espanhol EL País, recentemente, publicou um artigo dizendo que a curto prazo cerca de 50% (cinquenta por cento) dos postos de trabalho humano, desaparecerão dando lugar a máquinas.

O que fazer com a legião de desocupados?

O Estado deverá lhes pagar uma renda mínima que lhes permita se alimentar, vestir e morar em algum lugar abrigado.

O que será da frase: ”Na democracia, come quem trabalha; na ditadura, quem obedece”?

Há um outro ditado: “Se fores ocioso não sejas solitário; se fores solitário não sejas ocioso”.

Os governos deverão promover o interesse pelas artes. Milhões de orquestras sinfônicas surgirão; idem de grupos teatrais, de poetas, etc.

Sem dúvida, continuarão a existir cirurgiões, físicos, químicos e professores e outros profissionais insubstituíveis nas condições atuais dos avanços tecnológicos.

Estaremos na era do mérito. Os créditos eletrônicos da moeda virtual entrarão em suas contas corrente segundo os aplausos recebidos.

Em nada fica prejudicada a constatação dos filósofos sobre a existência de três tipos de pessoas: As que amam o dinheiro; as que amam as honrarias e as que amam a verdade.

Tenhamos em mente que:

“Um copo d'água e um pedaço de pão; nem sombra de leve mágoa tocará seu coração”.

*Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador

Fonte: Alerta Total