quinta-feira, 13 de julho de 2017

PENSAMENTOS DO RUI ALBERTO*
Aníbal e os Dinossauros de Brasilia.
Um pouco de História do Império Romano para incrédulos, crédulos, régulos, créus, assarapantados históricos, pianistas do alheio de 9 dedos, fiéis de batina, toga, escapulários de coroinha, besuntadores de morcegos, dentistas de coisas comezinhas, obituários de necrópoles franguicidas, e outras estranhezas fantasmas, do mais profundo de nossas entranhas numa cantilena pintassilga de micróbios que vêm dinossauros embodalhar nossa vida como se não nos vissem, tudo fruto de um amor de perdição pelo Pais do Futuro que escolheu e se encolheu no passado.
Quem governava o Império Romano eram os tribunos, os cônsules, da República, todos filhos de patrícios. Os patrícios que mandavam no pedaço e eram donos do comércio, recebiam pagamentos extras aos de César, e mandavam nos prostíbulos, nos coliseus, em tudo... Para trabalhar tinham os "escravos", a quem não pagavam nem 13o, nem INSS, nem FGTS, mas que alimentavam e cuidavam bem. Imagine-se que para se vestirem nem precisavam costurar as roupas nem costurar pra fora: Bastava um pedaço de pano enrolado no corpo, sem cuecas nem calçolas nem calcinhas, tudo ao léu. Passavam os dias na fuzarca, sem nada pra se preocuparem, pensando apenas como sacanear o próximo e gozar gozadas tântricas pra contar em festas e baladas vindouras.
Sem nada para fazer, mulheres dos tribunos e os tribunos se dedicavam a transar o dia inteiro, uns se roçando em maçanetas de porta por indecisão de gênero, outros sentando no colo de tribuno distraídos pra agradar e limpar os intestinos, outros transando como se fossem morrer nas areias do Coliseu, mas todos se divertindo com escravas, escravos, mulheres-homem e homens-mulher, fosse de e quem fosse, porque o costume era esse: Ninguém era de ninguém, o que interessava era onde enfiar um sarrafo e como carregar uma mala, ganhar uma casa com piscina e termas com vistas para o rio Tibre, Tejo ou Mar do Guarujá...
Ora eu, recém chegado a este reino, e achando que a "Arena" do Vasco se deveria chamar de "Areia do Vasco", proveniente do Reino das Trevas, aquele onde nada se enxerga para não se passar mal, só quero saber quem é o tribuno que apita por aqui... Se é algum que se deva temer, algum que tenha vindo das profundezas do mar oceano onde "prolifarreiam" lulas e lesmas, e de onde surgiram 200 milhões de escravos tão cegos surdos e mudos como estes deste reino, onde os tribunais comerciam como Dante's Inferno .
Isto está demais !!!! Um Aníbal com uns 3.000 elefantes seriam bem vindos.
Rui Rodrigues
(Do livro "idiota é a tua genética)
*Leia mais em "bar do chopp Grátis"...


quarta-feira, 12 de julho de 2017

NADA É O QUE PARECE
Carlos Maurício Mantiqueira*
Panacas de todo tipo dizem que há crise econômica.

Não é verdade; a crise é de confiança.

Um bando de ladrões e idiotas que por acaso nos governa (melhor dito, nos desgoverna) não sabe nem quantos “funcionários” públicos existem; nem quantos aposentados e pensionistas; nem quantas sinecuras dadas aos correligionários.

Ainda tem a petulância de falar em reforma da previdência com o achatamento das aposentadorias e aumento do tempo de contribuição.

O “czar' da economia era (é ?) o principal gestor de um grupo esmerdeado até o pescoço. De uma hora para outra virou santo? É a “âncora” da estabilidade?

É uma impostura nada original.

Molecotes que atuam no mercado financeiro o defendem como ao Bezerro de Ouro.

Dizem “tudo bem trocar o canetador desde que continue o Mágico de Oz”.

Verificamos hoje que a economia informal é muito maior do que se supunha.

Ou as estatísticas oficiais mentem (na Argentina perderam toda a credibilidade após INDECorosas manipulações) ou tem chovido maná para manter o povo razoavelmente alimentado.

Sinal de alarme será o início de saques a comerciantes de alimentos em bairros de classe média; ou o linchamento de políticos no melhor estilo mussoliniano.

Enquanto estivermos apenas na fase de xingamentos em restaurantes e aeroportos, está tudo uma beleza. E tome futebol! E novela!

Enquanto o povão não surta, não cutuquem a Onça com vara curta.

Ela continuará fingindo que “as instituições funcionam normalmente” e não vai sair da toca para salvar ninguém...
*Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador

Fonte: Alerta Total

terça-feira, 11 de julho de 2017

LONGE DOS DEMÔNIOS, O PARAÍSO
João Eichbaum

Foi com o coração despedaçado pela dúvida que o jovem seminarista deixou a casa dos tios, onde tinha ido passar as férias. A prima, que ele conhecera criança, se tornara uma exuberante adolescente, com saltitantes olhos verdes e um tobogã de cabelos dourados que lhe desciam até a cintura.

Então ela o libertou do medo de amar, e a paixão se abateu sobre ambos, exigindo dele uma decisão entre a carreira sacerdotal e o primeiro amor de sua vida. Ao se despedir da prima, com o coração doído, prometeu comunicar-lhe o caminho que haveria de tomar.

Dias depois, ela recebeu uma carta. Em bilhete anexo, a mãe do rapaz comunicava sua morte: ele caíra num desfiladeiro, em Innsbruck, ao colher um Edelweiss, para juntar na carta em que anunciava à amada a decisão de abraçar o sacerdócio.

Histórias como essa enriquecem a literatura alpina. Muito mais do que uma paisagem maravilhosa, os Alpes são a expressão de uma poesia, como nenhuma outra há pelo mundo. É uma força impalpável, mágica, da qual artista nenhum consegue se divorciar. É só lá que a natureza opera o milagre de dar vida, na neve, ao Edelweiss, a flor que foi adotada como símbolo do amor.

Músico nenhum no mundo conseguiu fazer de sua obra uma beleza permanente, como a fez Mozart. E só os Alpes, o paraíso da neve e do verde pastoril, explicam isso. A poesia musical e literária, enraizada no folclore alpino, inspira tanto os mestres, como os que vivem o dia a dia da montanha.

“Der Winter hat sein Abschiedslied beim Wind bestellt” diz a canção La Pastorella, anunciando a chegada da primavera: “o inverno encomendou ao vento sua canção de despedida”.

E sobre o amor: “die Liebe ist kein Spiel der Ewigkeit, drum schenk' ihr jeden Tag von Deiner Zeit”. Para pensamento de extrema beleza, não há, em português, uma tradução que não lhe roube um pouco da poesia: “o amor não é um jogo da eternidade, então presenteia-o com o teu tempo, a cada dia.”

Felizmente, nesse templo construído pela natureza como fonte de inspiração para o melhor da alma humana, não chegaram os energúmenos, os profissionais do ultraje público. Ficaram lá por Berlin e Hamburgo, semana passada, infernizando a vida de quem não pensa como eles. Tudo longe dos Alpes. Sob a aura da magia alpina, sobranceira e inquebrantável, fenece qualquer maldade que venha dos homens.


segunda-feira, 10 de julho de 2017

PLANETACHO

PANORAMA
Pelo andar da carruagem, se o Temer ficar até o término do seu mandato, deve passar a tornozeleira ao invés da faixa presidencial para o seu sucessor

NO TOPO DO TEMPLO
O PSDB está apelando para Maia assumir a presidência. A história nos diz que Maia deve topar esse “sacrifício”

NOVO DITADO
Enquanto isso, Renan diz que Temer “conseguirá a proeza de recriar o caos”. Não é o roto falando do esfarrapado e sim envolvido falando do indiciado.

NÃO ESCAPA UM
O conselho de ética do Senado arquivou processo para cassar Aécio. Afinal de contas, todos por lá têm telhado de vidro...

NOBREZA
Duque renunciou a 20 milhões de euros em propina. Apesar do sobrenome da figura, não dá para dizer que foi um gesto nobre.

PRIMEIRAMENTE
Temer foi ao G -20, mas não apareceu no programa do encontro. Com o perdão da palavra: deixaram o Temer fora...

NÃO VAI DAR NÃO
A marchinha “Me dá um dinheiro aí” definitivamente foi extinta. O corte de verbas para o desfile de carnaval do Rio virou até enredo da Mangueira: “Com dinheiro ou sem dinheiro eu brinco”.

RIO DE LÁGRIMAS
Geddel chorou, Aécio chorou, Temer anda abatido. O que resta pra gente?

VIOLÊNCIA
Antigamente em momentos críticos usávamos a expressão “Dá vontade de voltar para dentro da barriga da mamãe. E não é que esta semana balearam um bebê dentro do útero? 

PREVISÃO OU PRAGA

Depois de tanta mala, vai acabar dando mesmo é Maia

sexta-feira, 7 de julho de 2017

O SÉTIMO MANDAMENTO
João Eichbaum

Na hora do aperto, na hora do pega pra capar, o cara apela para o primeiro santo que aparece. Tanto para curar câncer de próstata, como para vestir a toga de ministro do Supremo Tribunal Federal. Seja o que for, o sujeito até abre mão de sua crença, em troca de meio mais eficaz do que reza pra santo.

O hoje ministro Edson Fachin, que é um homem de oração e de sacristia, pegou carona, segundo as más línguas, no andor de um padroeiro de carne e osso, o Ricardo Saud. Para quem não se lembra ou não sabe: esse senhor era o executivo todo poderoso da JBS, encarregado das propinas.

Ao invés de se ajoelhar aos pés do altar e de fazer promessas de missa, velas ou comunhão todas as primeiras sextas feiras de cada mês, Fachin, acompanhado do executivo, peregrinou por gabinetes de parlamentares que tinham o poder de recomendá-lo como ungido. E chegou lá. Todo mundo sabe disso.

Quer porque sua vida tenha sido escolhida para fazer parte de um roteiro assinado pelo destino, quer por razões que tramitem secretamente entre o céu e a terra, o certo é que foi cair no colo do Fachin a delação da JBS.

E a parte maldosa do enredo do destino, se é que foi o destino, é a que inclui, na trama, o Rodrigo Loures como personagem escalado para carregar uma mala com quinhentos mil reais, a serviço do já mencionado Ricardo Saud. Fachin teve que mandar prender o dito personagem.

Loures passou por maus momentos. Primeiro o ameaçaram de morte, no presídio da Papuda. Transferido para a carceragem da Polícia Federal, foi jogado às traças. Trancafiaram-no numa cela sem chuveiro e sem o buraco de boi, aquele que recebe as partes despachadas pela bexiga e pelos intestinos.

Nesse interim, a rotina do STF levou para a Turma do ministro Edson Fachin o julgamento de “habeas corpus” em favor de uma mulher: uma infeliz, acusada de furtar desodorante e alguns chicletes num supermercado. Fachin negou-lhe a liberdade. Aplicou nela a letra fria do artigo sétimo dos dez mandamentos promulgados por Moisés: não furtarás.

Já a história de Rodrigo Loures teve outro desfecho. Quando soube das condições a que ele estava sendo submetido, sem banho e sem buraco do boi, Fachin o mandou para casa, com tornozeleiras. Certamente o fez, inspirado na jurisprudência de Jesus Cristo: atire a primeira pedra quem nunca pagou propina.

Antes de sumir no recesso de julho, soube-se que o ministro chamou o bispo auxiliar de Brasília para lhe benzer o gabinete. Talvez o mova a esperança de que seu anjo da guarda não faça carinha de nojo, ao ver, de agora em diante, pobres mofando na cadeia e ricos nadando no dinheiro sujo.



quarta-feira, 5 de julho de 2017

PENSAMENTOS DO RUI ALBERTO*

Meu amigo crioulo chegou e perguntou: - Portuga... Tem uma caninha ai ???
(veio para fecharmos o acoplamento de duas caixas d'água, o capinamento de duas áreas e a montagem de uma prateleira.
- Só da braba!
- E tu toma essa merda ???
- De boa vontade não ! Só uso quando a nega ou a loura me deixam, faz frio, ou tem um crioulo chato querendo me enrolar no preço do serviço...
- Fechado por 120 pau... Manda essa joça, assim mesmo...
Eram 8:10 da manhã, e a negociação não envolveu politico nem empresa pública. Duas pragas... Eu me dou bem com o pessoal a quem chamo crioulo de merda e me me chamam de portuga filho da puta. Sem "maniqueísmos" do politicamente correto nem o Vossa excelência de filhos da puta corruptos do Congresso, da Câmara ou do STF que liberam corruptos.
O respeito está sempre nas intenções e no olho no olho , que se trocam afavelmente entre sorrisos francos...

Alguma alma caridosa me pode informar onde é maior o RPC,se no Senado ou na Câmara? RPC é Roubo Per Capita. Deve ser no Senado

*Leia mais em "bar do chopp Grátis"...

terça-feira, 4 de julho de 2017

A DANÇA DAS CADEIRAS DOS RÉUS
João Eichbaum

No luxuoso STF, os réus dependem da sorte. O ex-senador Delcídio do Amaral foi preso em 2015, em flagrante misturado com prisão preventiva, engendrado por Teori Zawaski. Segregado numa cela sem banheiro e sem vaso sanitário, experimentou as crueldades das funções fisiológicas reprimidas e o desprezo de sua condição como representante do povo. Esteve 85 dias preso e só ganhou liberdade depois que lhe extorquiram uma delação.

Eduardo Cunha foi despojado não só do cargo de presidente da Câmara dos Deputados pelo mesmo Teori Zawaski, como do mandato parlamentar. Preso e condenado em primeira instância, não quis falar e até agora está na cadeia. Já Eike Batista teve a sorte de não precisar entregar a companheirada, para ficar livre, sob o patrocínio de Gilmar Mendes.

Luiz Edson Fachin suspendeu o mandato de Aécio Neves, acusado de articular medidas contra a operação Lava Jato. O mesmo Fachin mandou soltar Rodrigo Loures, dobrando-se às queixas de seus familiares. Preso por ter carregado dinheiro em mala, e não em cueca, Loures estava na mesma cela onde estivera o ex-senador Delcídio do Amaral, sem banho, sem vaso sanitário. Saiu em estado de graca, sem abrir o bico.

No último dia antes do recesso do STF, Marco Aurélio Melo mandou reintegrar Aécio Neves no exercício do mandato parlamentar. Seu o argumento: a suspensão do mandato, ordenada por Luiz Edson Fachin, não respeitava o princípio da independência e da harmonia entre os Poderes da República.

Tal como está se apresentando ao país, o Supremo Tribunal Federal não passa de uma corte de desgarrados, com vontades próprias. Nesse teatro de variedades, cheio de contradições, onde cada um interpreta a si mesmo, desaparece a missão maior do Tribunal, de atalaia da Constituição Federal, destinada a resguardar a segurança jurídica.

Pusilânimes batem no peito, proclamando que as decisões da Justiça merecem respeito. Não. Justiça trincada não merece respeito. Ela pode até produzir medo, mas não respeito. Respeito não se impõe: se conquista. Se o STF não consegue dotar seu Regimento Interno com normas que impeçam de prevalecer sobre o Direito as paixões, a vaidade e os egos faceiros, quando não o despreparo, ele jamais conquistará o respeito dos cidadãos. E está sujeito a ficar no lado errado da História.