sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O NÉRIO SABE DAS COISAS

Minha avó paterna, Hildegonda Biasuz Letti, para nós " a nona Gonda" que teve na Casa da Praça Garibaldi, 80, em Antonio Prado, durante muitos anos, o Café Itália, onde servia desde café da manhã, almoço e janta e também, na sala dos fundos, tinha três mesas, na sala imediata, ao salão da frente, onde se jogava cartas, pois o jogo era permitido e os ricos fazendeiros de Vacaria, vinham para Antonio Prado, jogar cartas a dinheiro e minha avô ganhou dinheiro com a "coima ou cacife" de cada rodada de  jogo. Eis que minha avó ficou viúva com 41 anos, em 1932, pois meu avô, Riccieri Marchesi Letti, faleceu em julho de 1932, e ele tinha uma ótima selaria, no atual Bazar Chini e ganhava dinheiro. Mas ficou doente durante dois anos. Gastaram tudo. Então minha avó abriu o Café Itália, na casa hoje tombada e conservada e que pode ser visitada. Pois bem, neste Café Itália, minha avó, sempre contava e afirmava que mais de uma vez, quando vinham para Antonio Prado se abastecer, serviu o almoço, normalmente bucho com pão e vinho, para os pais de Maria della Costa e vinha junto, sempre uma jovem, alta, bonita e que chamava a atenção. Depois, que o tempo passou e que dita jovem passou a ser a Maria Della Costa, minha avó sempre contava este fato. Muitos não acreditavam, mas, posso afirmar como  neto, que é verdade e normal. Não é um fato extraordinário. Pelo contrário, é um fato comum, para a época, pois minha avó, Hildegonda Biasuz Letti, abriu o Café Itália, nos idos de 1929, quando Maria della Costa era jovem e várias vezes almoçou no Café Italia junto com seu pais. Era comum o pessoal da região do rio das Antas vir se abastecer em Antonio Prado, pois, Antonio Prado, era mais desenvolvida, maior, com tudo, já era uma cidade feita, do que Flores da Cunha.

Hoje, sim, Flores da Cunha, cresceu, ficou maior do que minha terra Antonio Prado. Mas aí o tempo passou e são "outros quinhentos".

Lógico que Flores da Cunha deve  uma grande homenagem a Maria della Costa e também Antonio Prado, dado sua importância para a cultura e o teatro do Brasil. Vamos ver as duas comunidades se unirem para prestar a merecida  e imorredoura homenagem.

Nério “dei Mondadori” Letti.




quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A JUIZA NO PAREDÃO
João Eichbaum

No decorrer da semana passada, a Justiça brasileira se sentiu ofendida porque se alardeava nos noticiários que uma juíza gaúcha, chamada Franciele, participaria daquele programa transmitido do fundo do poço da vergonha e da cultura nacional, o tal de Big Brother Brasil.

Até quem não assiste ao tal programa sabe que o ser humano exposto naquela vitrine não é senão o “pithecanthropus erectus” autêntico: um animal atrelado a desejos, e manietado pelo egoísmo. E entre todos os desejos o que mais se sobressai é o da concupiscência, e de tal forma como se de outra coisa não precisassem os humanos a não ser o sexo.

É claro que não ficaria bem para o Poder Judiciário ter uma representante nesse grupo em que o ser humano vive o pior dos papéis: o da mais indômita animalidade, movida pelo egoísmo irracional.

Então o Judiciário se apressou em esclarecer que a Franciela não é puta, ops, não é juíza coisa nenhuma, mas “conciliadora” do juizado de pequenas causas de Porto Alegre.

Só se deixou enganar pelo “esclarecimento” quem não conhece o Poder Judiciário. O papel da “conciliadora” é ouvir as partes, propor acordo, colher as provas e exarar um “parecer” sobre a contenda, apontando qual das partes tem razão. Esse “parecer” é enviado a um Juiz de Direito, que outra coisa não faz senão acolhê-lo ou homologá-lo. Então a verdadeira juíza, a juíza de fato, nesses casos, é a “conciliadora”.

A “conciliadora” Franciele, levada ao “paredão”, foi excluída do programa, por ser, segundo seus companheiros, “manipuladora, falsa e perigosa”. Então, as perguntas que explodem na boca dos contribuintes gaúchos não podem ser outras: ao mandar “de bandeja” para o juiz seu estudo conclusivo sobre a demanda, será que Franciele se despia das “qualidades” acima enumeradas? De que critérios se valem os membros do Judiciário para escolher os “conciliadores”?

Pergunta pessoal deste escriba: do amálgama das irresponsabilidades sobra algum Poder confiável nesta República?







quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O NÉRIO SABE DAS COISAS

Sou totalmente  favorável à idéia, depois, de ver tantos e tantos casos, ao meu redor, de amigos e  amigas, em estado terminal vegetativo, sem chance alguma de recuperaçáo, dito e aprovado por vários médicos e até um médico neurologista, em caso de  diagnóstico, cientifico, aprovado por outros médicos da UTI  do hospital  - "neoplasia maligna do encéfalo, encefalopatite" ( câncer total no cérebro, levando á pessoa com toda a certeza à morte, sem chance alguma de cura) - de que, enquanto eu estiver ainda hígido mentalmente, com 75 anos, e  já tendo tido algumas enfermidades e acidentes que me colocaram, objetivamente, em morte próxima, e eu ví a morte de perto e senti a morte chegar, mas fui salvo, pois era caso salvante, caso fosse atendido e medicado a tempo ( o que é outra coisa totalmente diferente do que estamos falando - pois - aí havia chance de vida).....portanto, sou totalmente favorável, ao Testamento Vital, e para evitar constrangimento de nomear testamenteiro que execute e cumpra a ordem do meu Testamento Vital, nomearei, como peritos, os excelentes médicos do Departamento Médico Judiciário e que fornecerão laudo médico forense, sob o compromisso de seu cargo,  de que não tenho mais chance de vida e nem de recuperação, dentro da medicina científica conhecida. A não ser acreditar num milagre. E como milagre em tais casos náo ocorrem. Pelo menos nunca ocorreram até agora na literatura médica. Então, estou pensando, e estou decididamente inclinado a fazer o meu Testamento Vital Público, normal, comum, no Tabelionato, para ser levado a registro na Central de Testamentos da Primeiro Tabelionato de Porto Alegre, onde resido, a fim de que sejam aceita e cumprida minha decisão de última vontade de não querer mais viver, vegetativo, sem vida, estirado numa cama, entubado, com vida artificial, sem saber o que se passa ao meu redor. 
Sei que o problema é sério. Sei que fere princípios. Sei que sou católico, estudei no Colégio Anchieta, tive toda minha formação católica apostólica romana e isto podem atestar, inúmeros colegas meus, de aula e de colégio, muitos deles , hoje renomados médicos. Enquanto houve um fio de chance de vida, lógico, que não será cumpria esta minha última vontade. O que não desejo é causar despesas enormes desnecessárias para a familia, para o meu plano de saúde,  médicas, hospitalares, farmacêuticas, recuperativas e que tais,  e toda a parafernália moderna existente hoje da medicina, sem chance alguma de me devolver a vida,  nem causar incômodo total aos familiares.

Por exemplo, não quero que o médico da UTI diga, em meu caso, "hoje operei um morto-vivo". Desejo aproximar a morte, digna, correta, saudável, religiosa e sobretudo sem sofrimento e sem dor, e assim todos os familiares ficam sabendo e não  há tráuma. A morte é inevitável e certa. Por quê, prolongar uma vida que a ciência já diz que não há chance alguma de recuperação.

Pensem nisso, enquanto, eu vou redigindo, o mais breve possível, com texto claro e se possível curto, o meu " Testamento Vital". 

Aceito opiniões e submeto o tema ao debate dos meus amigos internáutas sobre eu redigir o meu "Testamento Vital", isto é, a Ortotanásia assistida, enquanto estiver com higidez mental. Pois, no caso, de entrar em Alzheimer ou outra doença degenarativa total e ficar totalmente interdito, não terei mais capacidade de manifestar minha vontade, de administrar meus bens e reger minha pessoa. Ficarei totalmente dependente de terceiros e quero evitar esta tragédia pessoal e familiar.

Um abraço fraterno a todos. Generoso e gremista.

Nério "dei Mondadori" Letti.                                   





terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A PENSÃO DOS COITADINHOS

João Eichbaum

Mal deixou o Palácio Piratini, o Tarso Genro, que não quis pagar um salário decente para os professores, já protocolou petição, requerendo o pagamento de pensão mensal no valor de R$ 30.471,11 (trinta mil, quatrocentos e setenta e um reais e onze centavos).

É isso mesmo que você está lendo. Nem os centavos ele perdoou. E você que trabalha, trabalha mesmo, pega no batente, sacoleja no busão ou vai espremido no Trensurb e depende do SUS para sobreviver, tem de aguentar trinta e cinco anos, para ganhar, quem sabe, menos que um salário mínimo, quando já estiver caindo aos pedaços.  

Ele, o Tarso, belo e faceiro, que nada fez digno de lembrança nesses quatro anos em que foi sustentado pelo povo, quatro aninhos, vai ganhar uma pensão para toda a vida. Quer dizer: teve uma função temporária (função, que não pode ser chamada de “trabalho”), mas vai ganhar uma pensão vitalícia.

É por isso que existem os políticos, meu caro. Sua vida em nada melhorou com a eleição do Tarso Genro. Mas a dele melhorou, sim, e muito. Não vai precisar trabalhar para o resto da vida.

Se não fossem os políticos, essas coisas não aconteceriam. São eles que criam mordomias, privilégios e todo o tipo de benesses a que dão o nome de “lei”, para poderem dizer que tudo é “legal”.

Antes que me esqueça: o Tarso é do tal Partido dos Trabalhadores, que veio para defender o povo contra a pobreza, terminando com a maldade política, os privilégios, a falta de emprego, as falcatruas, e tudo o que de ruim existe no mundo. Mas, acabou descobrindo a maneira de enriquecer sem trabalhar: engambelando o povo, de eleição em eleição.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

PLANETACHO


A vó do Robin Hood fazia coisas do arco da velha

O Homem de Ferro usa ímãs de geladeira como botons

O inventor do álbum de figurinhas era um sujeito descolado

Crise mesmo é quando o porteiro te apoia, dizendo:
 - Estou contigo e não abro!

Depois de um grande apagão vem sempre um pequeno esclarecimento

IMPOSTOS

Perderam o siso.
Agora tem imposto
até sobre o sorriso.
Impor impostos é colocar
imposto sobre imposto.
No caso, impostos sobrepostos
para todos os gostos.
Mande um postal
de um lugar sem impostos.
Um lugar com imposto sobre a
propina, sobre desvio de verbas,
sobre superfaturamento...
Um lugar com impostos
para impostores.

QUE SEMANINHA!
O PAPA ACONSELHA MENOS SEXO
E A DILMA ORDENA MAIS IMPOSTOS






sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O NÉRIO SABE DAS COISAS

O tema é bom. A " juiza" Conciliadora Criminal do JECRIM da Restinga - faz o gênero "boasuda" loirona, e foi aprovada para frequentar e participar do pior programa de TV que já existiu no Brasil. Baixaria total. Próprio do Brasil inculto e atrasado e até certo ponto psicopático. Bem dentro dos princípios da cultura de quem obteve nota zero na redação do exame do ENEM e foram mais de 500 mil concorrentes e dentro da ideologia de quem levou 10x1, em três dias, na última Copa do Mundo, realizada no Brasil, em 2014, perdendo para a Alemanha de 7x1 e para a Holanda de 3x0. Coisa nunca vista com a seleção canarinho. E o Felipão, o famoso "dez em um " anda faceiro e lépido, treinando meu time, o Grêmio, se achando o máximo, o dono da verdade da boa, como se nada tivesse acontecido

Razão tem o Senador Cristóvão Buarque quando em discurso no Senado, pediu desculpas ao capitão da seleção nacional, o zagueiro central David Luiz, todo metido e não joga nada, levou uma saranda de bola dos alemães e holandeses que até hoje está procurando a "gorduchinha"- apesar de sua vasta cabeleira loira, esvoaçando ao vento e de nada servindo.  Cristovão Buarque disse no Senado que pedia desculpa ao Capital DAvid Luiz, pois, eles, os boleros, perderam só de 7x1 e a intelectualiade, os ditos sábios, o Brasil, em si, está levando uma lavagem da Alemanha de 101 x 0, eis que a Alemanha tem 101 Prêmios Nobel e o Brasil não tem nenhum Prêmio Nobel.

Foi o que aconteceu com a nossa ilustre Doutora do JECRIM da Restinga e o fato ser filmada dentro do Forum Distrital da Vila Restinga - para as   fotos do péssimo e horrendo Big Brother Brasil - do Pedro Bial - atingiu o que ela queria fama nacional e como é do tipo vamp está aberto o caminho para ela pousar núa na Play Boy. Dentro do princípio da dra Francielli Berwanger Moreira não há melhor do que a fama, como primeiro requisito para mostrar seu corpão na sedutora Revista Play Boy.


Nério "dei Mondadori" Letti

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

ANDAR NU NÃO É UM “DIREITO HUMANO”?

João Eichbaum


Dias atrás foi divulgada neste blog uma verborreia de Ingo Sarlet sobre os direitos humanos. O texto está citado no voto do Luiz Fux, aquele que reformou a Constituição Federal, emprestando ao conúbio homossexual o “status” de família.

Talvez o “doutor” Sarlet não seja, normalmente, autor de textos tão esconsos e prolixos como aquele, em que a vítima foi o vernáculo. O que o atrapalhou, certamente, foi o tema, que foge de qualquer lógica, de qualquer argumento racional, quando se tenta filosofar sobre o “pithecanthropus erectus” travestido de “homo sapiens”.

Decididamente, o animal humano não se presta para elucubrações filosóficas. Até hoje filósofo nenhum conseguiu transformar o bicho homem naquele ente ideal, guiado inteiramente pelo raciocínio, ou inspirado na poética dos anjos. E isso por uma razão muito simples: o homem é mais animal do que racional. Ele é racional só até o limite aceito por sua animalidade. Que o digam as estatísticas criminais e os discursos da Dilma.

Então, é inútil qualquer teoria sobre “direitos humanos”. E quem tenta delirar sobre o assunto se dá mal. Só poderiam se considerar autênticos direitos humanos aqueles que respeitassem a natureza animal do homem. Por exemplo, o homem nasce nu. A nudez é da sua natureza. Essa nudez então devia ser respeitada pelos “direitos humanos”. Mas, assim não é. Pelo contrário: é proibido andar nu, nudez dá cadeia.

O que o Fux fez foi reconhecer o direito do animal humano que quer sexo de qualquer jeito, do seu jeito, e não do jeito que a lei, até então, oficializava. Fazer sexo por sexo não é racional. E se não é racional, é animal, e estamos conversados: nada de “direito humano”, é direito do animal.

Não me venham então com essa falácia de “direitos humanos”. Os humanos, na verdade, só têm deveres, porque assim o exige a convivência social. A lei é feita para regrar essa convivência. Foi a organização social (leia-se Estado) que  botou ordem na suruba, transformando esse bípede falante e sem asas numa criatura chamada homem.

 O que seria da humanidade se cada um fizesse o que lhe dá no bestunto? Ora, ora: sem as leis, o homem seria o animal no estado puro da sua natureza, como qualquer outro animal. Não haveria guerras “organizadas”, nem matanças através de “sentenças”, por exemplo. Tudo seria comandado pelo instinto de sobrevivência, todo mundo se “phudendo”.