sexta-feira, 8 de abril de 2011

NÃO SEI DE QUEM É A CULPA - João Eichbaum

De quem é a culpa pelo massacre de inocentes e indefesas crianças numa escola do Rio de Janeiro? Respondam-me, por favor, porque eu não sei. Do governo não é, porque o governo proíbe o uso de armas, a venda de armas, o porte de armas. Essa proibição foi tudo quanto o governo pode fazer para evitar assassinatos, massacres e outras atrocidades de menor porte. Portanto, a culpa não é do governo, porque ele fez tudo quanto poderia fazer, fez o máximo que a inteligência dos deputados poderia permitir... Proibindo armas, eles achavam que poderiam riscar o homicídio do Código Penal. Só eles, claro... Será da direção da escola a culpa, porque não tomou as medidas necessárias para proteger a vida dos alunos? Também não. A escola não é responsável pela segurança dos alunos. Então, afinal, de quem é a culpa? Não sou daqueles que procuram culpados para tudo. E isso pela simples razão de que conheço esse animal chamado homem, por cujos direitos a Maria do Rosário e uma multidão de seguidores seus se bate. Há fatos que, realmente, não são gerados por culpa, porque são produzidos pelo animal homem, sujeito a altos e baixos, muitas vezes submetido totalmente aos impulsos da animalidade, que se situa abaixo da linha da inteligência. Falo dos doentes mentais, falo dessas criaturas que de homem só têm o aspecto, porque foram castigadas por deficiências de funções cerebrais, deficiências essas que as colocam no mesmo nível dos animais ditos inferiores. O que aconteceu no Rio de Janeiro foi obra de um louco, de um animal humano subjugado pelas deficiências das funções cerebrais. Enfim, os incréus não encontram outras explicações para a barbárie cometida no Rio de Janeiro, a não ser a animalidade humana. Mas o homem não é o culpado por essa animalidade. Não foi ele que escolheu ser homem. Já os crentes, esses que apregoam por toda a parte que “Deus é fiel”, esses nos devem explicações que podem nos levar ao culpado. São eles que atribuem a esse deus a criação do homem e a administração do mundo e de suas criaturas, vivem dizendo “se Deus quiser”, ou “graças a Deus”. Só eles, portanto, saberão dizer o que falta nessa “administração divina”, quem é o reponsável por defeitos congênitos nas criaturas humanas, nessas criaturas que nos levam a nós, descrentes, à constatação única de que o homem não passa de um animal. Ah, antes que me esqueça, o autor do massacre das inocentes crianças era crente. Como os muçulmanos que matam e morrem, para se encontrar com Alá.

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