terça-feira, 24 de abril de 2018


NOBEL DA PAZ? O QUE É ISSO?
João Eichbaum
Logo quem: um brasileiro e um argentino, convencidos de que são grande coisa, se achando melhores do que ninguém, se imaginando com a autoridade de quem está apto a presidir o juízo final, quiseram dar um carteiraço na Polícia Federal de Curitiba.
Adolfo Perez Esquivel, um argentino que, no século passado, encheu os bolsos com aquela grana preta que o parlamento sueco distribuiu a quem lhe cai do gosto, e Leonardo Boff, um cara que deixou de ser padre para fazer menos do que o nada que fazia antes, chegaram na Polícia Federal com aquele jeitão: você sabe com quem ta falando?
Ambos queriam visitar o Lula. Mas, sem entrar na fila, sem serem apalpados por policiais grandalhões e musculosos, sem se sujeitarem ao que determina o art. 41, inc. X da Lei 7.210, de 11 de julho de 1984, conhecida como Lei das Execuções Penais. Não levaram, claro: trombaram com o fortaleza da lei, representada pela juíza Catarina Moura Lebbos.
Diz a lei, expressamente, que constitui direito do preso “visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados”. Quer dizer, há regras. Regras são feitas para serem obedecidas e a primeira autoridade a zelar pelo cumprimento da lei é o juiz. Imagine-se: com a multidão de fãs que tem o Lula, o que aconteceria se não houvesse tais regras?
“Prêmio Nobel da Paz”...Uma picaretagem internacional que até hoje não resolveu e jamais irá resolver um problema criado e sustentado pela própria natureza do animal homem: a violência. Nem um mito chamado Jesus Cristo conseguiu tal milagre.
Quem instituiu o prêmio Nobel da paz foi exatamente o inventor da dinamite, que destrói a paz, o sueco Alfred Nobel. Ao criar o galardão, outra coisa ele não pretendeu senão comprar a paz para si mesmo, tentando abafar os ruídos ensurdecedores de sua consciência.
Agora é tarde: a paz será sempre uma utopia, enquanto houver homens sobre a face da terra. Só deslumbrados sem noção podem dar valor a essa cruel antinomia. Felizmente entre eles não conta o nome da doutora Catarina Moura Lebbos, juíza federal das Execuções Penais em Curitiba que não acredita em contos da Carochinha, em papos furados de padres arrependidos, mas cumpre o seu papel, obedecendo ao que a lei determina.

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