segunda-feira, 17 de março de 2014

O VOO MH 370
João Eichbaum

O mundo todo está de olhos voltados para as notícias sobre o voo MH370, da Malaysia Airlines, que desapareeu, sem deixar rastros, uma hora depois de decolar de Kuala Lumpur para Pequim, há mais de uma semana.
Há especulações de toda a ordem sobre o fato, pela simples razão de que o silêncio abocanhou todas as possibilidades normais que podem cercar o desaparecimento de uma aeronave: queda no mar ou em terra, desintegração no ar.
No caso, não há indícios de qualquer uma dessas hipóteses. Não foram encontrados destroços na terra, nem marcas do seu desaparecimento no mar. E ainda que a aeronave se tivesse desintegrado por força de explosão, em algum lugar apareceriam restos de metal, pelo menos.
Então se cogita de sequestro, que implicaria, entre outras hipóteses, a mudança de rota do voo. Mas, que tipo de mudança? Para onde teria ido? Onde teria pousado?
Qualquer uma dessas três perguntas encontraria resposta facilmente na era da tecnologia em que vivemos. Afinal, se trata de uma aeronave gigante, com duzentas e trinta e nove pessoas a bordo, e não de um barquinho qualquer, que poderia ser devorado até por um tubarão – com perdão do exagero.
O mistério envolve cogitações mil, inclusive a de estarem vivos os ocupantes do avião.
Tomara que assim fosse. Tomara que o pânico não tenha atormentado as pessoas, que a morte não as tenha supreendido no meio das alegrias, que a aproximação do fim inevitável não as tenha tornado conscientes de que estavam partindo para sempre, rumo a um lugar donde ninguém volta. E sobretudo, que ninguém tenha padecido dor. Tomara.


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