segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

oO NÉRIO SABE DAS COISAS


Que tragédia. O patrimônio fantástico da VARIG, aviões, hangares, oficinas de manutenção, tudo se foi pelo ralo,  aqui em P. Alegre, no Rio e em S Paulo e a rede Tropicais de hotéis turisticos, os melhores do mundo em pontos únicos, como o da Fóz do Iguassú, de Manaus e outros e foram vendidos por três moedas. O AERUS acabou. Ninguém recebeu nada após a falência da VARIG, e estão aí, comandantes, pilotos, e aeroviários ( pessoal de terra,) penando. Sem dinheiro, tem gente cortando grama, outros taxistas ou motoristas de ônibus. Tem piloto da Varig espalhado pelo mundo, numa tragédia sem igual de separação familiar e a frota de aviões foi devolvida. O governo não ficou com um avião da Varig, para o Brasil, para a FAB, pelo menos um Jumbo 747 ou um MD-11, deveria ter ficado no Brasil para servir o povo e o governo e a FAB. Não. Foram todos devolvidos. Hoje a Varig não tem mais nada, nem patrimônio, para garantir o débito trabalhista. Fecharam a EVAER. Um crime que lesa a pátria na formação do piloto civil. Daqui cem anos estaremos falando sobre a falência e os objetivos escusos que estiveram por trás de sua falência e que ainda não ficaram claros.

Meus dois filhos, Eduardo (20 anos de Varig) e Felipe ( 12 anos de Varig) ambos comandantes, da Varig,  até hoje não receberam um tostão. E o Brasil, macunaima, sem caráter, e achando que é um país adiantado e civilizado.  E agora vai gastar milhões em copa do mundo e olimpíada. E o Brasil paradoxal. Não tem hospital para o povão, mas tem estádio para o futebol.. Como dizia o Lulla, antes do câncer  ( estou rezando pela sua cura a oração de São Bráz que cuida e protege a garganta com a benção das velas)  no seu lulês que marcou -- "nóis sofre mais nóis goza, come o Curintia".

E agora, bem Brasil, fica o Poder Judiciário a despachar, o volumoso processo e discutindo o sexo dos anjos, pois, o notável Ari Pargendler, gaúcho de Passo Fundo,  presidente do STJ, aquele da encrenca na fila no caixa eletrônico com o estagiário negro no ´terreo do STJ, deu barraco, gritou, se perdeu e teve crise de "juizite" e mandou o guri para  a rua, produziu notável despacho, após aprofundados estudos, dizendo que todos os processos, as reclamatórias trabalhistas contra a Varig, do ex- funcinários, devem ser todas encaminhadas para a VAra Falencial ou agora com outro nome pomposo e bem Brasil macunaima, " Vara de Recuperação Empresarial"  ( eu acho essas mudanças de nome que não levam à nada uma bichice fantástica - coisa de intelectual de esquerda festiva que não sabe produzir e ganhar dinheiro a não ser que venha do governo)  - ora recuperaão empresarial. Vai recupera o quê?....Vai recuperar a VArig?.....Vamos ser honestos. Me poupem e não desdenhem da inteligência dos pobres ex-funcinários da Varig que estão passando fome. E só agora, passados tantos anos. após a hecatombe de turbina pegando fogo, o Judiciario decidiu que todos os processos da Varig devem ser concentrados numa vara só, a primeira Vara do Rio de Janeiro que leva por título um nome estrambólico neste país miserável -  "vara de recuperação judicial ou empresarial ou outro nome"  - agora não é mais o nome tradicional, de Vara de FAlência  ( e concordata) . Como se isto adiantasse alguma coisa. Trocar seis por meia dúzia. Os processualistas matam a Justiça. com seus sonhos e arroubos recursais na circularidade dialética de andar ao redor do próprio rabo em busca da pedra filosofal do orgasmo judiciario. E lógico que nennhum funcionário da Varig não vai receber nada. O museu da Varig está abandonado  aqui na Fundação Rubem Berta. O salão da Fundação virou depósito de caixas velhas. E o departamento médico e outros na rua 18 de novembro, que era um luxo, viraram tapera.  O restaurante no térreo, com o bandeijão, ainda funciona parcialmente, para dar comida aos trabalhadores da TAP que fazem ainda alguma manutenção.

E a ANAC veio para fazer o quê?....
.O que faz a  ANAC?                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          
 Nério "dei Mondadori" Letti

Nenhum comentário: